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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Por Amor – 2ª Parte

Imagem aqui.

─ Dani, eu entendo o teu lado e melhor do que ninguém sei o que tens passado. Sei os pesadelos que tens tido, mas Amor é uma criança, é um bebezinho... Teu. Eu amo-te e quero muito criar esta criança, criá-la como nossa e torná-la nossa filha. ─ Argumentou Sofia acariciando o ventre de Dani com amor.

─ Tu sabes o que estás a pedir-me?! ─ Nunca se tinha imaginado grávida e daquela maneira, muito menos ainda...

─ Sei... ─ disse pegando-lhe na mão. ─ Amo-te, Dani.

─ Sofia, isto é de loucos! Eu não posso ter este bebé, percebes? Não posso… Perdoa-me, mas não consigo ─ e dizendo isto saiu apressadamente lá para fora, fechando a porta atrás de si. Sofia ainda a chamou, mas Dani já não a ouviu.

Sofia, sentou-se no sofá a chorar, pois sabia que o que estava a pedir a Dani não era justo. Estaria a ser caprichosa, egoísta?

Enquanto isso, Dani foi caminhar à beira-mar. Sempre que discutia com Sofia, ia para a praia para pôr as ideias em ordem e procurar uma resposta, ou simplesmente para chorar.

Sentou-se numa rocha, contemplando o mar de óculos de sol e chorou sozinha. Não gostava que a vissem chorar, nem mesmo Sofia. Nesse ponto eram iguais. Não queriam que pensassem que elas, afinal não eram tão fortes quanto pareciam ser.

Porque tudo estava a ser tão difícil depois de ter casado com a mulher da sua vida? Que provas teria ainda que ultrapassar para poder ser feliz? Questionava-se. Não compreendia...

Porém, algo estranho aconteceu naquele momento. No céu viu uma nuvem transformar-se num sorriso enorme e apareceu em seguida a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Tirou os óculos para ver melhor, mas quando voltou a olhar já não estava nada ali. Foi então que ela entendeu. Tinha recebido uma mensagem. Deveria ter o bebé, era isso e estranhamente sentiu-se mais calma, mais em Paz e mais aliviada também. Colocou a mão no ventre e sorriu, aceitou aquele filho. Ao chegar a casa, Sofia abraçou-a.

─ Perdoa-me. Vamos fazer o que for melhor para ti, para nós. Amo-te.

Dani abraçou Sofia e beijou-a ternamente, mas aquele beijo tornou-se mais ardente e segundos depois, as roupas acabaram caídas no chão e fizeram amor com muita doçura. Desde a violação que nunca mais tinham feito amor, Dani ficara perturbada e sem vontade. Após algumas horas, adormeceram nos braços uma da outra, saciadas.

Sofia acordou primeiro e foi comprar cereais para o pequeno-almoço. Antes de sair, escreveu um bilhetinho para Dani e deixou-o em cima da mesa-de-cabeceira, para que quando a sua amada acordasse o pudesse ler. Depois saiu.

Comprou cereais e o jornal para procurarem trabalho. Deu uma volta pela cidade, procurando nos cafés, pastelarias, lojas para ver se estavam a contratar pessoas. Embora, já estivessem inscritas no Centro de Emprego as moças não eram pessoas de ficarem de braços cruzados. Quer Dani como Sofia, eram mulheres dinâmicas, activas e nem eram de ficar a lamentar-se. A ficar a pensar no passado. Elas eram fortes, determinadas e lutadoras.

Entretanto, Dani acorda. Espreguiçando-se com os olhos fechados, chama por Sofia:

─ Amooooor? ─ E esperou que Sofia respondesse.

Como não obteve resposta abriu os olhos e viu o bilhete. Pegou nele e leu:


Bilhetinho Sofia

Ela sorriu e beijou o bilhetinho do seu Amor. Ficou a pensar na noite anterior… Abraçou a almofada e sorriu novamente ao lembrar-se. Viu as horas e ficou surpreendida, pois não só passava das 10 da manhã, como se lembrou que dormira a noite toda num sono só. Aos meses que isso não acontecia!

Levantou-se e observou a casa que ela tinha arrendado com Sofia. A casa era pequenita: tinha uma sala, um quarto, uma cozinha e uma casa de banho minúscula, mas era confortável e tinha vista para o rio. Nada mal, pensou.

─ Bom diaaaaaa, meu Amor! ─ Disse Sofia entrando em casa com as compras.

─ Olá, Fofinha! ─ E dirigiu-se a ela, ajudando-a com as compras.

Sofia, puxou-a para si e beijou-a apaixonada.

─ Saudades tuas… ─ murmurou e o desejo entre as duas acendeu-se novamente, levando-as fazer amor ali na mesa da cozinha.

Horas depois, enquanto almoçavam Dani começa uma conversa com Sofia e conta-lhe o que acontecera na praia. Sofia ouviu-a atentamente, sem se surpreender com o que Dani vira no céu. Sofia sabia que Dani tinha este Dom e nunca comentava, mas aceitava-a tal como ela era por amor. Então, Dani diz-lhe que vai ficar com o bebé e Sofia abraça-a, feliz.

Dois meses depois do nascimento da pequena Lena, novamente, Sofia e Dani passam por uma nova crise. O problema de continuarem sem trabalho, persistia e o dinheiro era nulo…

Continua…

Cris Henriques

Nota: Se quiserem ler a 1ª Parte do conto «Por Amor», cliquem neste Link.

9 comentários:

  1. Gostei Cris, foi surpreendente ela ter decidido ter o bebe...e agora aguardar a historia kkkk já to curiosa.

    ResponderEliminar
  2. Bonito conto. Sua autoria? Baixei o livro "a arte da guerra" neste site: http://www.baixedetudo.net/baixar-livro-a-arte-da-guerra-sun-tzu mas há vários sites que o disponibilizam

    ResponderEliminar
  3. Cris. Um conto curioso. Então vamos ver como é que essa história caminhará. Estou torcendo para que dê tudo certo. Beijos!

    ResponderEliminar
  4. Olá, Cris.
    Belo conto, interessante como você consegue passar para o leitor o sentimento que as personagens nutrem uma pela outra.
    Esqueci de te avisar que, para leres as hqs escaneadas, precisa do programa CDisplay
    http://cdisplay.techknight.com/setup.zip
    Abraço.

    ResponderEliminar
  5. Oi Cris,
    Um texto muito bem redigido e onde você consegue transmitir os sentimentos dos personagens com facilidade.
    beijokas doces

    ResponderEliminar
  6. Cris, tudo bem?
    Muito bem-escrito e cheio de sensibilidade o teu conto.
    Também acredito em sinais que nos conduzem a certas decisões.
    Gostei como você trabalhou as personagens e também o final que ficou a completar com minha curiosidade de leitora :)
    Beijos!

    ResponderEliminar
  7. Li as duas partes estou achando interessante sim, parabéns.

    ResponderEliminar
  8. Angustia e alegrias estou gostando do conto.

    ResponderEliminar
  9. Pulei de alegria com as duas, opção linda em ter o bebe, uma vida sempre trás alegria. Adorei... beijinhos

    ResponderEliminar

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