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domingo, 3 de abril de 2011

Teus Lábios

Olá a tod@s!

A Primavera finalmente chegou e o pólen que vagueia no ar, faz-nos sonhar e ter mais disponibilidade para a paixão e para o amor. Quem está sozinh@ procura por um novo amor, mas quem já tem um amor volta a conquistar quem ama. Volta a cortejar seu amor, renovando o relacionamento.

Assim, hoje vou falar de amor e do é que ser lésbica, porque sei que há muitas pessoas que não têm a mínima noção do que isto significa. Tenho ouvido comentários tão absurdos e tão cheios de ignorância, tão cheios de preconceitos que penso que seria uma boa ideia escrever um texto acerca do que é ser lésbica.

Gosto muito de escrever, principalmente acerca do amor e de homossexualidade. Falar destes temas fazem com que me sinta equilibrada e em harmonia. Penso que a escrita é uma arma, cabe a cada um de nós utilizá-la como melhor sabe. Eu escolhi o amor, pois através dele tudo é possível. O amor transforma o mundo, basta darmos-lhe uma oportunidade e tudo muda. Tudo se renova e transforma, só é preciso amor.

Assim, dêem uma oportunidade seja da forma que ele exista, pois o amor é sempre amor. Não quero com os meus posts magoar, ou provocar alguém. Quero apenas dar a conhecer que o amor tem muitas variantes, muitas formas.

Então, aqui vai a minha designação do que é ser lésbica e do que é o amor lésbico. Peço desculpa aos gays, porque hoje o texto foi escrito e dedicado para nós lésbicas. Sendo eu uma mulher, não posso falar e acho que não sei exprimir o que sente um homem por outro homem, embora pense que o que eles sentem seja na mesma proporção ao que nós sentimos por uma mulher.





SER LÉSBICA

Ser lésbica, não significa apenas sentirmo-nos atraídas por mulheres, ou termos relações sexuais com elas. Ser lésbica não é participar de orgias e “papar” todas, isso é viver na luxúria e ser leviana. Sexo é bom mas não é tudo. O sexo é bom mas quando é feito com amor, é um dar e receber de sensações que nos funde no ser do nosso amor.

Já fiz esta afirmação noutros posts anteriores e, sem pretender repetir-me, digo apenas que experiencio esta afirmação a cada dia e que a cada dia, esta mesma afirmação torna-se mais consciente para mim, permanecendo no meu espírito.

Nós lésbicas, prescindimos dos homens porque nos bastamos a nós mesmas. Somos mulheres e isto faz toda a diferença. Amamos mulheres e elas complementam-nos em todos os sentidos, basta-nos um olhar terno e um abraço carinhoso. Um beijo para nós, não é sinónimo de sexo e ninguém fica amuado por não ter tido nessa noite. Desenganem-se e desistam os homens heterossexuais que pensam que nós lésbicas somos lésbicas, porque não tivemos um homem “à séria” que nos satisfizesse sexualmente. A única coisa que pode aproximar uma lésbica de um homem é somente a amizade. Desiludiam-se os que pensam que podem “converter” uma lésbica em heterossexual, com uma noite de sexo. Uma verdadeira lésbica, nem se quer pensa em “provar”, isso é não é uma coisa natural para nós e nem tem qualquer sentido.

Não se trata de sexo, trata-se de “amorzade” – amor e amizade, companheirismo. Ser lésbica, ou gay é tão natural quanto ser heterossexual. Já nasce connosco e a maioria de nós sabemos isto desde que temos consciência. Quem diz que é uma fase, não se quer é assumir por terem medo do preconceito. Mas pronto, cada um sabe de si. Ninguém tem a obrigação de se assumir. Porém, também ninguém consegue viver dentro do armário para sempre, a tensão vai aumentando tal como a pressão e nós acabamos por nos assumirmos mais tarde ou mais cedo, é uma questão de tempo.

Quando nos apaixonamos, é sempre algo que supera o lado físico. É uma coisa que nos toca o coração. Uma lésbica, é uma mulher que busca o amor, muitas vezes incessantemente e quando o encontra, torna-se mais madura e também mais responsável. Este sentimento, muitas vezes nasce de uma amizade e quando “acordamos”, estamos apaixonadas mas de uma forma que atribuo o nome de estar enamorada. O amor nasce e cresce de uma forma rápida, mas ganha uma grande profundidade. Isto sucede porque o amor é puro, quando começa com uma amizade e é assim, que aprendemos outra forma de amar: O Amor Incondicional. Este tipo de amor, é dos mais difíceis de praticar e de aprender. É amar sem exigências, sem esperar receber amor. É simplesmente Amar. É um amor d'alma e quando temos relações sexuais, não se chama assim, mas também não se diz ter sexo. Chama-se fazer amor. É um momento especial onde existe a fusão de corpo e de alma, a entrega. O nosso fazer amor é um momento poético. Sentimo-nos completas de corpo e de alma, especialmente após o orgasmo.

Num relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, não existe um que imponha a sua autoridade mandando e fazendo com que a outra pessoa obedeça. Neste relacionamento tudo é partilhado e decidido em conjunto pelo casal. Não há portanto domínio nem escravidão de parte a parte, não há cobranças e nem ciúmes. Só existe o Amor. O amor comanda a relação e só ele é real. E se um dia vos perguntarem o que é o amor, digam somente isto: “O amor não é uma reflexão, é um sentimento e, quem muito pensa no amor, por certo nunca amou”.

Este sentimento provém do coração e a este pertence. O amor é o que nos faz nascer, amadurecer e perecer. Mas quando perecemos em Amor, perecemos em felicidade. O amor é a nossa luta, o nosso sentido de vida, o nosso ideal, a nossa utopia. É uma doce, ou amarga quimera, depende pois de nós e do nosso karma para resgatar. Quem baixa os braços e não luta por seu amor, por certo não sabe amar.

E para quem ainda tem preconceitos e vê a homossexualidade como uma coisa imoral, perceba que é o Amor que une toda a gente. O Amor não escolhe sexualidades, não, o Amor escolhe pessoas que têm capacidade de amar.

A homossexualidade não é um crime. Um crime é: roubar, matar, é sodomizar, abusar de crianças, desprezar e colocar idosos em lares e esperar que eles morram, para receber as suas heranças. Isto sim, são crimes. São crimes cruéis. Crimes hediondos.

Amar não é crime.

Pensem nisto:

Não Julgues! Não Critiques! Não Te Vitimizes!

Abraços e beijos a quem me segue, a quem me lê…

Deixo-vos com mais uma poesia do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», espero que gostem desta e também do texto.

Obrigada,

Cris Henriques.




Saudades de ti...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Noite Enluarada

“Goat,


Como é que nos apaixonamos? Damos um passo em falso? Tropeçamos, perdemos o equilíbrio e caímos no passeio, esfolando o joelho, esfolando o coração? Embatemos contra o chão de pedra? Será um precipício, à beira do qual flutuamos para sempre?

Sei que sinto paixão quando te vejo. Sei-o quando desejo ver-te. Sem que um único músculo se mova. Não há qualquer brisa que agite as folhas. Não corre uma aragem.

Apaixonei-me sem dar um passo. Quando é que isto aconteceu? Não deu se quer tempo de fechar e voltar a abrir os olhos.

Estou em chamas. Será assim tão banal, para ti? Sabes que não. Vais ver. É o que acontece. É o que importa. Estou em chamas.

Já não como, esqueço-me de comer. A comida parece-me ridícula, irrelevante. Isto quando reparo nela. Mas não reparo em nada. Os meus pensamentos estão cheios e enfurecidos, uma casa cheia de irmãos, irmãos de sangue desavindos:

- Apaixonei-me.

- Opção tipicamente estúpida.

- O certo é que o meu coração está destroçado, como se o amor fosse dor.

- Avança. Dá cabo da tua vida. Está tudo errado e tu sabes. Acorda. Admite-o.

- Vejo apenas um rosto, é tudo o que vejo na vigília e no sono.

Ontem à noite atirei o livro pela janela. Tentei esquecer. Não és de todo a pessoa indicada para mim, eu sei, mas já não quero saber dos meus pensamentos a não ser que sejam sobre ti. Quando estou perto de ti, na tua presença, sinto o teu cabelo tocar o meu rosto quando isso não acontece. Desvio o olhar, às vezes. Depois torno a olhar.

Quando aperto os sapatos, quando descasco uma laranja, quando conduzo, quando me deito todas as noites sem ti, serei,

Para sempre,

Ram”

Excerto do livro «A Carta de Amor», de Cathleen Shine.



“10 de Setembro de 1965



Querida Francesca,



Aqui vão duas fotografias. Uma delas foi a que te tirei no campo ao pôr-do-sol. Espero que gostes tanto dela como eu. A outra é de Roseman Bridge antes de eu tirar o bilhete que tu lá deixaras preso.

Estou aqui sentado percorrendo as zonas obscuras da minha mente em busca de cada pormenor, cada momento, do tempo que passámos juntos. E não paro de me perguntar - "O que foi que me aconteceu em Madison County, Iowa?" E esforço-me por conseguir compreender. Foi por isso que escrevi o pequeno texto "A queda da Dimensão Z", que te envio, como forma de tentar pôr ordem na minha confusão.

Olho através de uma objectiva, e tu estás ao fundo dela. Começo a trabalhar num artigo, e é sobre ti que escrevo. Nem sequer estou certo de como voltei do Iowa para aqui. De alguma forma a velha carrinha trouxe-me de volta para casa, mas mal me consigo lembrar dos quilómetros que percorri.

Há algumas semanas atrás, sentia-me equilibrado, razoavelmente satisfeito. Talvez não profundamente feliz, talvez um pouco só, mas pelo menos satisfeito. Agora tudo isso mudou. Vejo agora claramente que tenho avançado na tua direcção e tu na minha desde há bastante tempo. Embora nenhum de nós tivesse consciência do outro antes de nos termos encontrado, havia uma espécie de certeza inconsciente que murmurava alegremente por debaixo da nossa ignorância, garantindo que havíamos de nos unir. Como duas aves solitárias sobrevoando as imensas pradarias por vontade divina, todos estes anos e vidas avançámos ao encontro um do outro.

A estrada é um lugar estranho. Nela andava eu arrastando-me, quando olhei para cima e tu estavas ali atravessando a erva em direcção à minha carrinha num dia de Agosto.

Retrospectivamente, parece inevitável – não podia ter sido de nenhuma outra forma - um caso do que eu chamo alta probabilidade do improvável.

Por isso agora debato-me com outra pessoa dentro de mim. Embora me pareça que me exprimi melhor no dia em que nos separámos, quando te disse que havia uma terceira pessoa que tínhamos criado a partir de nós os dois. E agora estou condicionado por esse outro ser.

Seja como for, temos de voltar a ver-nos. Não importa onde, nem quando.

Telefona-me, se precisares de algo ou se desejares apenas ver-me. Estarei à tua espera, seja quando for. Diz-me, se puderes vir até aqui alguma vez - não importa quando. Eu poderei tratar das passagens aéreas, se isso for problema. Parto para o Sudeste da Índia na próxima semana, mas estarei de volta no final de Outubro.



Amo-te,

Robert



P. S. O projecto fotográfico em Madison County resultou lindamente. Procura-o na NG do próximo ano. Ou diz-me se prefere que te envie um exemplar da revista quando sair.”



Excerto do livro: «As Pontes de Madison County», de Robert James Waller.



Olá amig@s!

Inicio o meu primeiro post de 2011 com estas cartas de amor. A primeira, faz parte do livro da autora Cathleen Shine – A Carta de Amor, como já está identificado. A segunda, faz parte do livro do Robert James Waller – As Pontes de Madison County. Gostei muito de ler estes livros, fazem-me sorrir em alguns momentos. Recomendo vivamente a leitura destas obras.

Estas cartas de amor, são das mais lindas que já li. A primeira carta, une dois sentimentos: a paixão e o amor. Sim, porque antes do amor geralmente surge a paixão primeiramente, isto é o que dizem os entendidos e segundo a minha experiência verifico que é assim. Já a segunda, fala apenas de sentimento: o amor.

Quando sabemos que é amor e não somente paixão?

Eu sei que é amor porque desde que a conheci, que vejo a vida com outros olhos. Tudo tem mais cor e mais luz. “Para mim és a luz ao fundo do túnel. És a luz que me resgatou das trevas e que me continua a resgatar delas, quando estas se aproximam. Sei que é amor, porque sempre que estamos em contacto o meu coração bate mais forte como da primeira vez e volto a apaixonar-me, mais uma e outra vez.” É amor, porque tudo me lembra ela. Só nela penso, com ela sonho acordada, ou adormecida, com ela me realizo e luto pelos meus sonhos. Sei que é amor, porque me sinto bem. Ela faz-me sorrir. Partilhamos sonhos e existe muito companheirismo. Os nossos momentos são doces e as saudades, às vezes são dolorosas. Chegam a desesperar-me e nesses dias mais nostálgicos, encontro consolo na minha almofada imaginando-a comigo até adormecer. Nestas alturas, tento distrair-me com o trabalho, com um filme, ou até mesmo com um desenho animado que me faça rir e sabem que mais? Resulta. Fico mais leve.

Se sentes tudo isto, os meus parabéns! Encontraste o verdadeiro Amor.

Outras vezes, quando as saudades apertam demasiadamente não há ocupação e nem distracção que me valha e então, afasto-me por uns dias. Preciso pôr as ideias em ordem. Faço-o também porque me sinto sufocada num deserto chamado saudade e por esse motivo, fico muito sufocante e ela não aguenta. Penso que é melhor assim, não quero que se sinta sufocada. Não quero e nem gosto pressionar.

Para alguns, o que digo aqui acerca do Amor, são apenas palavras que se dizem na hora da conquista. No entanto, para mim, as coisas do Amor não são tão lineares assim. São mais profundas. Só as profiro quando amo e muitas vezes, nem as digo porque sou aquele tipo de pessoa com problemas de expressão e receio não ser compreendida. Então, olho para quem amo e no silêncio do olhar o meu coração diz o que vai cá dentro. No princípio fazia muito isto. Porém, ao longo do tempo tenho encontrado outras formas para que não surja aquele sentimento de dúvida da parte dela. Escrevo-lhe poesias, pensamentos, às vezes cartas, ou escrevo aqui.

O Dia dos Namorados está a chegar e eu só quero fazê-la sentir-se amada, para que ela saiba e sinta o que é o Amor. Este post é para ela, alias, como todos os outros, como tudo o que escrevo aqui, ou noutros lugares.

“Perdoa-me quando me afasto, apenas não te quero magoar…”

Termino com um poema do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», alusivo ao tema e com uma música que gosto.

Obrigada a quem me lê e me visita.

Abraços e beijos,

Cris Henriques.

Até breve!

(clica na foto para leres melhor a poesia.)




segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Saudades

Olá a tod@s!


Estamos no final do Outono e daqui a poucos dias chega o Inverno. Este traz consigo a chuva, o vento e o frio, muito frio mesmo. Apesar de faltar pouquíssimos dias, o frio já se instalou nas nossas casas. Já cheira a Inverno este cheirinho, começou logo após o Verão de S. Martinho, começou-se a acender as lareiras, ou para quem possui lares mais modernos, basta ajustarem a temperatura do aquecimento central para que a casa fique mais confortável.

Estamos portanto em Dezembro, desde Setembro que não publico nada no Blog. Falta de tempo e alguma reflexão foram os grandes motivos, mas estou de volta hoje.

Para começar, vou falar um pouco dos signos que se antecederam até chegarmos ao signo em que estamos actualmente que é o Sagitário. No entanto, começamos com Balança/Libra, que foi o signo posterior a Virgem, prosseguimos com Escorpião e finalmente terminamos com Sagitário.

Balança/Libra: Este é um Signo do elemento Ar e quem nasce sob a sua regência, independentemente de ter Signo, ou Ascendente são pessoas que vivem em busca de três coisas na vida: o Amor, a Harmonia e o Equilíbrio, quando encontrados estes ideais sentem-se completas e estáveis. A instabilidade emocional é marcante para estes nativos que, geralmente, não sabem lidar com a solidão. Talvez por isso, sejam muito namoradeiros (risos) e devido à sua beleza exterior, charme e doçura, não lhe falta par.

Escorpião: Este é considerado o Signo mais sensual do zodíaco, para qual o sexo é extremamente importante. É mais que uma necessidade física, é vital e é talvez a melhor maneira que encontram para recarregarem as suas energias. São seres extremamente intensos e amam com essa mesma intensidade, fazendo com que o par se sinta muitas vezes sufocado. “Amar é transformar e possuir a cara-metade”, é assim que Escorpião ama. É extremamente insatisfeito a todos os níveis e um ser do estilo 8 ou 80. É de elemento Água, no entanto, esta é uma Água muito diferente dos outros signos. Esta Água é Lava, que chega a consumir estes nativos interiormente.

Sagitário: É tido como o Signo da sorte e da espontaneidade. São bem-humorad@s, divertid@s, joviais e optimistas. Como pertencem ao elemento Fogo, gostam de conquistar no amor. São muitos sociáveis, gostam namoriscar e disparam as suas setas para todas as direcções.
 

Despeço-me com uma poesia extraída do meu livro: «O Que O Meu Coração Diz». Espero que gostem…

Bom Natal e um Feliz 2011!

Beijinhos a tod@s,

Cris Henriques

 
(Clique na imagem para ler melhor a poesia)
 
 

sábado, 18 de setembro de 2010

Amor Grandioso

Olá a tod@s que visitam e lêem os meus escritos!

Antes demais, agradeço as visitas. É sempre agradável perceber que sou apreciada pelo que escrevo. Fico feliz.

Estamos no final do Verão e também no final do signo de Virgem. As pessoas deste signo, geralmente, são empreendedoras no trabalho e dedicam-se muito a este. Têm tendência para se exceder nesta área, pois, são muito perfeccionistas querendo sempre tudo bem feito e seguindo uma determinada ordem. São organizad@s, mesmo que as coisas estejam desarrumadas, el@s sabem onde está tudo. Gostam da rotina, porque esta transmite-lhes a sensação de segurança. No amor, são dedicados e disponíveis. Cobrem de mimos e de atenções quem amam, tentando sempre cuidar da pessoa amada. São possessiv@s e ciument@s quando estão insegur@s com a cara-metade.

Hoje quero partilhar convosco a minha opinião acerca do casamento. Aqui vai…



O CASAMENTO

O que é um Casamento?

No meu modo de ver as coisas existem vários modelos para o casamento. No modelo básico, as pessoas casam-se para poderem ser mais independentes, para deixarem o lar dos pais, sendo um deles, bastante austero. Isto ocorre geralmente com as mulheres. Porém, isto não passa de uma ilusão, ao casar a liberdade é perdida e adquirem-se inúmeras responsabilidades, tais como: pagar a renda de casa, pagar os impostos, etc. A vantagem que encontro é a de ter a pessoa amada perto de nós o resto da nossa vida, “até que a morte nos separe”, como diz o sacerdote. Esta frase tão simples e tão romântica para alguns, sempre teve um impacto assustador dentro de mim. Soava-me como uma condenação, como se fosse um castigo. E tanto é, que desde criança meti na cabeça que não me ia casar com ninguém.

E porquê?

Porque em Portugal, nessa altura não era permitido que pessoas do mesmo sexo se pudessem casar como nos dias de hoje. No entanto, cresci e apaixonei-me algumas vezes. Todas as minhas paixões foram intensas, duradouras e eu pensei sempre que se tratassem de amor. Mas não eram, porque sofria muito, ficando com o orgulho ferido. No Amor não existe o Ego, o Eu. No Amor existe apenas o Nós. Assim, andei enganada até atingir os 30 anos. Porém, até chegar a esta idade foi muito doloroso. Foram desilusões atrás de desilusões, porque vivia à procura de alguém que me amasse do jeito que eu sou. E nessa busca incessante, ela apareceu mas eu não a reconheci logo imediatamente.

Porquê?

Penso que foi por medo, medo de não merecer este presente divino: Ela. Medo da rejeição. Medo de assumir responsabilidades. Medo de não ser o que ela sonhou, desejou, ou quis para si. Medo de não saber protegê-la deste mundo inóspito e de pessoas hostis. Medo. Medo… MEDO! O medo domina-nos e atrasa os nossos sonhos.

No entanto, ela não me desamparou, esteve e está sempre por perto. Sempre. É muito paciente comigo. Tudo muda quando amamos alguém verdadeiramente. Dei-me conta disso quando a conheci e tive esta consciência, novamente, muito recentemente, porque os meus medos desapareceram em relação às responsabilidades no relacionamento. Agora já aceito o que não queria ver. Já aceito novas responsabilidades. Já aceito o Amor e estou preparada para Amar. Estou pronta para me fundir na mulher que o meu Ser escolheu para Amar. Agora já tenho o sonho de casar e de também criar uma família. Criar filh@s, educar, ensinar, mimar e amar. Um dia, a Lei muda e nós vamos poder adoptar crianças, como qualquer casal comum.

Contudo, tal como disse no início, há muitas formas de casamento e eu também encontrei a minha forma. Estar casad@ com quem se ama é viver perto desta pessoa, cuidando, amando, protegendo e apoiando em cada decisão. É ouvi-l@ quando tem algo para nos dizer, é acompanhá-l@ quando el@ assim o deseja respeitando o espaço individual de cada um@ de nós. É partilhar os nossos sonhos, as nossas alegrias e as nossas preocupações. Em suma, é partilhar todos os momentos importantes e mostrar-se presente. É fazermos a nossa mulher sentir-se um ser único, especial, o nosso Todo. E podemos fazer isto, mesmo que não vivamos debaixo do mesmo tecto e estejamos impossibilitad@ disto. É certo que existe uma distância, que pode ser real, ou imaginária. Porém, existe sempre uma maneira de transformarmos o longe em perto e assim, estarmos perto de quem amamos. Uma convivência diária em que exista atenção, respeito, apoio e amor, é uma forma de cumplicidade conjugal e companheirismo. Isto é amor e denomina-se também de casamento, pelo menos no nosso coração e nós sentimos isso, porque não queremos estar com mais ninguém. É tão bom olharmos @ noss@ companheir@ de vida e deixarmo-nos apaixonar por el@ diariamente, continuando tantos anos depois. É tão bom quando @ noss@ companheir@ de vida, nos olha nos olhos e nos revemos no seu olhar tão lindo e tão puro.


(Para leres melhor o poema, clica na foto para a ampliares.)

Poema “Amor Grandioso” do meu livro: O Que O Meu Coração Diz.


Fotografia: Susana Alves.

Música: Nicolaj Grandjean - Heroes and Saints

Abraços e beijos,

Cris Henriques



domingo, 22 de agosto de 2010

Declaração Silenciosa

Olá!

Hoje acordei com um grande sentimento de Paz, Amor, Reflexão e Esperança. Por esse motivo, senti vontade de partilhar estes sentimentos bonitos com vocês. Então, fui ao meu arquivo pessoal buscar um texto que escrevi à um ano atrás. O texto que escrevi fala da minha opinião acerca do conceito de Almas Gémeas no seguimento de uma história que se passou com Platão. Aqui vai…


O Banquete de Platão – A História das Almas Gémeas em Homoafectividade



Em O Banquete, de Platão certa noite houve uma festa na celebração do Amor. Entre convidados ilustres como Sócrates, Fedro, Pausânias, o médico Erixímaco, o poeta Agatão, entre outros presentes havia também o comediógrafo Aristófanes, tal como o próprio anfitrião, Platão.

Nesta festa, cada convidado fez honras e tributos ao Amor. Aristófanes, contou o mito dos andróginos, mais conhecido como Almas Gémeas na Homoafectividade:

─ Eis que os seres humanos, inicialmente eram de três tipos: homem, mulher e andróginos. E eram também duplicados e unidos pelo umbigo. Assim, Zeus, temendo a presunção de tanta auto-suficiência, para enfraquecê-los, divide-os em dois e cada uma das partes passará a vida à procura de sua outra metade original, que pode ser um outro homem, caso o original tenha sido a união de dois homens, uma mulher, em busca de outra ou um homem e uma mulher que se anseiam, caso dos andróginos.

Para Aristófanes, o Amor é justamente essa busca constante e incansável por sua outra metade a fim de se restabelecer o original e primitivo, o “todo”. Não se trata somente de união sexual, mas de “uma coisa” que a alma de um quer da alma do outro. Sobre essa “coisa” a alma não pode dizer, mas “adivinha” o que quer e indica por enigmas.

******

Ora bem, isto desmistifica a questão da União de Almas Gémeas entre pessoas do mesmo sexo. Sim, é verdade. No entanto, com o preconceito existente nas nossas sociedades sempre tentaram enrolar-nos, dizendo-nos que tal não existia, pois se fosse mulher x mulher, não seria uma coisa natural, seria considerado como sendo uma aberração e muitas de nós resolveu permanecer no seu armário. Ninguém gosta de ser visto assim, por isso algumas decidem tentar levar uma dita vida “normal” casando com pessoas do sexo oposto. Infelizmente em pleno século XXI isto ainda existe. O preconceito ainda é muito grande, daí muitas de nós terem vidas duplas e viverem num medo aterrorizador de serem descobertas, por não serem aceites pela família, pelos amigos e no local de trabalho tendendo a serem marginalizadas, correndo o risco de serem despedidas. Isto acaba por dar vazão à hipocrisia…

Voltando às Almas Gémeas entre os mesmos sexos, é verdade que existe, sim. Tenho a certeza que a minha Matriz é uma mulher, além de que já reencontrei 4 delas que segundo a Astróloga Kármica Dulce Regina, estão divididas em 21 femininas e 21 masculinas. Com a Graça de Deus, já me reencontrei com 4 das femininas e apaixonei-me perdidamente por elas. O Amor de Almas Gémeas, tanto tem de sonho como de pesadelo… Não há amor mais sofrido e difícil de esquecer que este, é uma dor lancinante no peito, na alma. Parece que vamos morrer a qualquer momento, sentimos uma angústia que nunca antes foi sentida. Chegamos a desejar nunca ter encontrado a nossa metade, devido a tanto sofrimento quando nos vemos forçadas a esquecer.

Dada a minha experiência não positiva, aprendi que é melhor parar com a busca de Alma Gémea para assentar na vida. Entendo que a minha felicidade e realização amorosa, está relacionada com uma pessoa com quem tive uma relação amorosa feliz, onde havia muita cumplicidade, companheirismo, equilíbrio, harmonia, amizade e amor. Sinto, por exemplo, que também existe Karma para ser resgatado, o Karma de poder que resulta na inconsciência de controlar a outra pessoa, ou de uma das duas ser demasiada possessiva e ciumenta. Tendo consciência de que tenho algumas destas características e reconhecendo que isto é um veneno no sector afectivo, estou a trabalhar neste campo para polir estas arestas a tal ponto, que um dia sei vou melhorar muito e tornar-me mais estável e segura.

Assim sendo, espero que esta entrada de blog seja útil e inspiradora para alguém que tenha estas características e sinta vontade de mudar. Sugiro a leitura de livros de auto-ajuda e de meditação, de autores como Louise L. Hay – «Você Pode Curar A Sua Vida», Brian L. Weiss – «Só O Amor É Real», Osho – «Amor, Liberdade E Solidão», Jorge Bucay e Silvia Salinas – «Amar De Olhos Abertos» e Paulo Coelho – «O Zahir». Estes foram os livros mais importantes que li e que me ajudou a melhorar as minhas relações afectivas. Espero que vos ajude também.

Faça o Download Gratis dos livros referidos no 4Shared:

Louise L. Hay - Você Pode Curar A Sua Vida
Brian L. Weiss - Só O Amor É Real
Jorge Bucay e Silvia Salinas - Amar de Olhos Abertos
Paulo Coelho - O Zahir 

Nota: Acerca do livro do Osho - «Amor, Liberdade e Solidão», não encontrei para baixar. No entanto, encontrei um texto de um excerto do livro aqui: http://www.4shared.com/document/rYsjEyFg/Osho_-_Relacionamento_Amor_e_L.html.
Podem fazer o download com segurança que os ficheiros não têm vírus, eu própria os baixei e verifiquei.
Termino com mais um poema do meu livro O Que O Meu Coração Diz que se intitula Declaração Silenciosa. Agradeço uma vez mais à amiga Susana Alves pela cedência da fotografia a esta bonita paisagem na Suíça.
(Clica na imagem para leres melhor a poesia.)

Keane - Somewere Only We Know

Despeço-me com um "Até breve" e o meu obrigada a todos os visitantes!

Beijos para quem me segue e aprecia o que escrevo,

Cris Henriques

domingo, 15 de agosto de 2010

Palavras

Boa tarde a todas(os)!

Obrigada pelas visitas.
Estamos a meio do Verão e as paixões tornam-se intensas, despertando a nossa líbido... O calor é abrasador e o nosso corpo necessita de sentir o corpo amado, fundir-se, inscrever-se na sua alma e à custa destas necessidades, acabamos por cercar o nosso Amor com o excesso de atenção e cuidados. Acabamos por sofucar sem querer.

Assim, devemos ter cuidado e travar essas acções exageradas, ou arriscamo-nos a que esse amor não prossiga para o Outono terminando no fim do Verão.

Para nos redimirmos desse excesso, o melhor é agirmos naturalmente. Dar espaço ao nosso Amor e deixá-la ser como é. Foi por isso que nos apaixonámos por ela.

Não é verdade?

Estamos a meio do Verão e no final do Signo Leão. As nativas deste signo são criativas, generosas, corajosas, divertidas e namoradeiras. Mas também são independentes, individualistas, excêntricas, egocêntricas, exibicionistas, impulsivas, requintadas, autoritárias, orgulhosas e muito apaixonadas. Possuem um sentido de humor inteligente e gostam de ser elogiadas a todos os níveis. Gostam de conquistar e quando estão em crise, sentem mais necessidade de namorar e aí, tendem a cair na infidelidade em busca de atenção. Precisam sentir-se desejadas, amadas e únicas para a sua cara-metade. Os relacionamentos não devem de cair na rotina nunca e o seu espaço, deve ser respeitado sempre.
Termino com mais um poema do meu livro: O Que O Meu Coração Diz, do Capítulo 1 - Amor e com o título: Palavras.

(Clique na Imagem para poder ler melhor a poesia.)


A foto foi-me cedida e tirada pela Susana Alves, como é habitual, a que eu sempre agradeço do fundo do coração pela sua amizade e paciência de Job. :)

Beijos até breve,

Cris Henriques

Maroon 5 - Back At Your Door

Desde o momento em que as luzes se apagaram

Tudo tinha mudado
Deito acordado num quarto vazio
Na minha cabeça, tudo parece o mesmo

Como o gosto do dia que você partiu
Ainda permanece no meu hálito
E a umidade das lágrimas que deixaram
Aquela mancha onde você tinha chorado

Completamente sozinho com o vestido
Que ainda está jogado na minha cama
Eu sempre penso em me desfazer dele
Mas simplesmente o deixo lá

Não preciso chorar por causa disto
Eu não posso viver sem isto
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Mais três dias até eu ver seu rosto
Receio que seja muito tempo
Cozinho uma refeição e arrumo a casa
Ligo para seu número, desligo

Se eu te subestimei,
Eu peço desculpas por agir de forma dura
Você é minha razão de viver
E de jeito nenhum eu desistirei

Não preciso chorar por causa disto
Eu não posso viver sem isto
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta
Agora toda noite é uma luta amarga
E eu estou comendo sozinho numa 6ª-feira à noite
E eu sei o que seus amigos dizem
"Ele está apenas desperdiçando seu amor e seu tempo"
Eu nunca deixarei você mudar de idéia

Não preciso chorar por causa disto
Eu não posso viver sem isto
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Não preciso chorar por causa disto
Eu posso morrer sem isso
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Liberdade

Olá a todos!

Hoje cumprimento e saúdo a quem me visita frequentemente, mas também a quem vem aqui de passagem e já não volta mais. Entendo que a vida é apenas uma passagem, repleta de encontros, desencontros mas também de reencontros. Isto tanto se refere a lugares que se visitam, como a relacionamentos entre pessoas. Por mais que tentemos ser livres e sem nos relacionarmos afectivamente com alguém, acabamos sempre por nos envolvermos. É inevitável, acontece a todos e geralmente até aos mais convictos.

E porquê?

Porque todos nós fomos concebidos para amar e para procriar. No entanto, existe muito boa gente que confunde o Amor com a Posse. Logo que se envolvem com alguém, tentam "agarrar" quem amam. Tentam controlá-la das mais diversas formas, querem saber com quem elas estão, ou com quem estiveram, para onde elas foram e para quê! Isto não é amor, é doença e deriva da insegurança, abrindo a porta para os ciúmes. O resultado de uma relação como esta tende a acabar, pois a pessoa cansa-se e termina tudo. Sente-se sufocada e quer libertar-se para voar.

Claro que quando passamos por uma experiência alucinante em que fomos possuídos inteiramente por alguém, às vezes adquirimos o medo do compromisso e exageramos, tornamo-nos libertinos e andamos a voar de "flor-em-flor" em busca de mel e sedentos de novos sabores... Na minha opinião, amar é libertar quem amamos. Essa pessoa voltará sempre para os nossos braços, mais cedo ou mais tarde porque nós somos o seu porto-seguro.

(Clica na fotografia para ampliar e puderes ler melhor a poesia.)


Este é mais um poema do meu livro de poesia: O Que O Meu Coração Diz, pertence ao Capítulo 1 - Amor e chama-se Liberdade. A fotografia foi-me cedida pela minha amiga minhota Susana Alves que a tirou quando esteve de férias na Suíça. Creio que é perfeita para falar da liberdade. Susana, obrigada pela foto. Como sempre captas o momento certo, mais uma vez o fizeste nesta foto. Quanto à musica elejo Queen - I Want To Break Free, relembrando uma das vozes mais sonantes da música Pop/Rock Freddie Mercury. Adoro esta música, fala de Liberdade.

No entanto, a liberdade de que falo na poesia tem a ver com aquela liberdade de se poder estar em público com a mulher amada sem que sejamos criticadas, mal-faladas, ou julgadas pela sociedade por amarmos alguém do mesmo sexo que nós. Graças a Deus que o casamento foi aprovado, agora falta apenas uma etapa que é termos o direito a adopção.

Este é um assunto actual que gera muita polémica e divergência de opiniões... Os mais "incultos", chamemos-lhes assim para não ferir susceptibilidades -, discordam das nossas capacidades para educarmos crianças e incutir-lhes valores, valores estes que nos foram transmitidos pelos nossos pais que são heterossexuais e regem a nossa sociedade. Dizem que se tivermos direito à adopção as nossas crianças irão copiar e seguir o mesmo modelo de vida optando pelo nosso padrão, tornando-se gays e lésbicas também. Outros ainda, dizem que as crianças precisam de crescer num ambiente estável, tendo pai e mãe para terem os modelos de referência masculino/feminino.

Ora bem, tal como o diz o meu irmão e passo a citá-lo: "As opiniões são como os cús, toda a gente tem um!" - analizando esta questão, eu penso que não será por um casal de lésbicas por exemplo adoptar uma criança, que ela optará por ser gay também, até porque, quando uma criança nasce já tem consciência da sua opção sexual. Eu sempre tive certeza do que sou e do que queria para a minha vida, desde que tive consciência da minha existência e não cresci numa família gay, os meus pais são heterossexuaiis puros. A minha família é tradicional e o meu pai é muito austero.

Em relação a uma criança crescer, ser educada por um pai e por uma mãe para terem o modelo masculino/feminino, não concordo porque nem sempre se faz desse pai ou dessa mãe os nossos modelos, opta-se por um avô, por exemplo, foi assim que eu fiz. Além disso, nem todas as crianças têm a possibilidade de fazer isso, porque por vezes já nascem sem um dos dois pais.

Quanto a crescer-se num lar estável e equilibrado, acho muito difícil e não compreendo o significado desta expressão... O que significa exactamente isto?

Nada é perfeito e nisto inclui-se as famílias. Um lar perfeito, - pondo as opções sexuais de lado, - seria a meu ver: muito amor, paz, alegria, companheirismo, respeito, dialogo, apoio e compreensão entre o casal. Não haveria domínio de um sobre o outro, não haveria violência doméstica, nem agressões verbais.

Onde é que existem lares assim?

Alguém conhece?

Eu não conheço nenhum, mas se alguém tiver conhecimento agradeço que me diga. Gostaria que este tipo de lar existisse. Adoptar uma criança não é uma brincadeira, é uma coisa muito séria e de muita responsabilidade. Não deve ser feito por capricho, ou para submeter alguém a ficar connosco. Isto também serve para quem engravida para prender alguém a si própria, ou para salvarem um casamento. Tal coisa não existe, é uma ilusão que com o tempo se tornará em desilusão e acabará. A finalidade disto é exclusivamente, para a satisfação do seu Ego pessoal. Uma criança deve ser gerada e criada num ambiente onde haja amor. Isto é das coisas mais importantes, só a seguir vem o lado material. Porque com amor tudo se cria, este vence todas as batalhas. Penso que é mais salutar para uma criança crescer num lar homossexual, do que viver em orfanatos e noutras instituições, para serem submetidas a certos senhores tarados para as suas sevícias sexuais.

Lembrem-se de casos como o da Casa Pia. O processo está prestes a prescrever e os culpados voltaram às suas vidas normais, sem terem consciência do mal que fizeram e considerando-se eles próprios umas potênciais vítimas, ainda por cima!!! Provavelmente esses senhores continuam a cometer o horrendo crime de pedófilia...

Pensem nisto!

Despeço-me com um volto já!

Beijos para quem partilhar da minha ópinião e para todas as pessoas que me amam como eu sou, principalmente a minha Mãe. Amo-te muito Mammy. Obrigada por me educares, por seres como és e por seres a minha Mammy.

Cris Henriques

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