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domingo, 3 de abril de 2011

Teus Lábios

Olá a tod@s!

A Primavera finalmente chegou e o pólen que vagueia no ar, faz-nos sonhar e ter mais disponibilidade para a paixão e para o amor. Quem está sozinh@ procura por um novo amor, mas quem já tem um amor volta a conquistar quem ama. Volta a cortejar seu amor, renovando o relacionamento.

Assim, hoje vou falar de amor e do é que ser lésbica, porque sei que há muitas pessoas que não têm a mínima noção do que isto significa. Tenho ouvido comentários tão absurdos e tão cheios de ignorância, tão cheios de preconceitos que penso que seria uma boa ideia escrever um texto acerca do que é ser lésbica.

Gosto muito de escrever, principalmente acerca do amor e de homossexualidade. Falar destes temas fazem com que me sinta equilibrada e em harmonia. Penso que a escrita é uma arma, cabe a cada um de nós utilizá-la como melhor sabe. Eu escolhi o amor, pois através dele tudo é possível. O amor transforma o mundo, basta darmos-lhe uma oportunidade e tudo muda. Tudo se renova e transforma, só é preciso amor.

Assim, dêem uma oportunidade seja da forma que ele exista, pois o amor é sempre amor. Não quero com os meus posts magoar, ou provocar alguém. Quero apenas dar a conhecer que o amor tem muitas variantes, muitas formas.

Então, aqui vai a minha designação do que é ser lésbica e do que é o amor lésbico. Peço desculpa aos gays, porque hoje o texto foi escrito e dedicado para nós lésbicas. Sendo eu uma mulher, não posso falar e acho que não sei exprimir o que sente um homem por outro homem, embora pense que o que eles sentem seja na mesma proporção ao que nós sentimos por uma mulher.





SER LÉSBICA

Ser lésbica, não significa apenas sentirmo-nos atraídas por mulheres, ou termos relações sexuais com elas. Ser lésbica não é participar de orgias e “papar” todas, isso é viver na luxúria e ser leviana. Sexo é bom mas não é tudo. O sexo é bom mas quando é feito com amor, é um dar e receber de sensações que nos funde no ser do nosso amor.

Já fiz esta afirmação noutros posts anteriores e, sem pretender repetir-me, digo apenas que experiencio esta afirmação a cada dia e que a cada dia, esta mesma afirmação torna-se mais consciente para mim, permanecendo no meu espírito.

Nós lésbicas, prescindimos dos homens porque nos bastamos a nós mesmas. Somos mulheres e isto faz toda a diferença. Amamos mulheres e elas complementam-nos em todos os sentidos, basta-nos um olhar terno e um abraço carinhoso. Um beijo para nós, não é sinónimo de sexo e ninguém fica amuado por não ter tido nessa noite. Desenganem-se e desistam os homens heterossexuais que pensam que nós lésbicas somos lésbicas, porque não tivemos um homem “à séria” que nos satisfizesse sexualmente. A única coisa que pode aproximar uma lésbica de um homem é somente a amizade. Desiludiam-se os que pensam que podem “converter” uma lésbica em heterossexual, com uma noite de sexo. Uma verdadeira lésbica, nem se quer pensa em “provar”, isso é não é uma coisa natural para nós e nem tem qualquer sentido.

Não se trata de sexo, trata-se de “amorzade” – amor e amizade, companheirismo. Ser lésbica, ou gay é tão natural quanto ser heterossexual. Já nasce connosco e a maioria de nós sabemos isto desde que temos consciência. Quem diz que é uma fase, não se quer é assumir por terem medo do preconceito. Mas pronto, cada um sabe de si. Ninguém tem a obrigação de se assumir. Porém, também ninguém consegue viver dentro do armário para sempre, a tensão vai aumentando tal como a pressão e nós acabamos por nos assumirmos mais tarde ou mais cedo, é uma questão de tempo.

Quando nos apaixonamos, é sempre algo que supera o lado físico. É uma coisa que nos toca o coração. Uma lésbica, é uma mulher que busca o amor, muitas vezes incessantemente e quando o encontra, torna-se mais madura e também mais responsável. Este sentimento, muitas vezes nasce de uma amizade e quando “acordamos”, estamos apaixonadas mas de uma forma que atribuo o nome de estar enamorada. O amor nasce e cresce de uma forma rápida, mas ganha uma grande profundidade. Isto sucede porque o amor é puro, quando começa com uma amizade e é assim, que aprendemos outra forma de amar: O Amor Incondicional. Este tipo de amor, é dos mais difíceis de praticar e de aprender. É amar sem exigências, sem esperar receber amor. É simplesmente Amar. É um amor d'alma e quando temos relações sexuais, não se chama assim, mas também não se diz ter sexo. Chama-se fazer amor. É um momento especial onde existe a fusão de corpo e de alma, a entrega. O nosso fazer amor é um momento poético. Sentimo-nos completas de corpo e de alma, especialmente após o orgasmo.

Num relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, não existe um que imponha a sua autoridade mandando e fazendo com que a outra pessoa obedeça. Neste relacionamento tudo é partilhado e decidido em conjunto pelo casal. Não há portanto domínio nem escravidão de parte a parte, não há cobranças e nem ciúmes. Só existe o Amor. O amor comanda a relação e só ele é real. E se um dia vos perguntarem o que é o amor, digam somente isto: “O amor não é uma reflexão, é um sentimento e, quem muito pensa no amor, por certo nunca amou”.

Este sentimento provém do coração e a este pertence. O amor é o que nos faz nascer, amadurecer e perecer. Mas quando perecemos em Amor, perecemos em felicidade. O amor é a nossa luta, o nosso sentido de vida, o nosso ideal, a nossa utopia. É uma doce, ou amarga quimera, depende pois de nós e do nosso karma para resgatar. Quem baixa os braços e não luta por seu amor, por certo não sabe amar.

E para quem ainda tem preconceitos e vê a homossexualidade como uma coisa imoral, perceba que é o Amor que une toda a gente. O Amor não escolhe sexualidades, não, o Amor escolhe pessoas que têm capacidade de amar.

A homossexualidade não é um crime. Um crime é: roubar, matar, é sodomizar, abusar de crianças, desprezar e colocar idosos em lares e esperar que eles morram, para receber as suas heranças. Isto sim, são crimes. São crimes cruéis. Crimes hediondos.

Amar não é crime.

Pensem nisto:

Não Julgues! Não Critiques! Não Te Vitimizes!

Abraços e beijos a quem me segue, a quem me lê…

Deixo-vos com mais uma poesia do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», espero que gostem desta e também do texto.

Obrigada,

Cris Henriques.




Saudades de ti...

1 comentário:

  1. Olá!
    percebo que fales sobre a tua situação especifica, mas na minha opinião existem várias formas de amar, dentro do lesbianismo, assim como entre casais heterossexuais.
    Foi apenas uma reflexão ; )

    ResponderEliminar

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Cris Henriques
(Autora do livro «O Que O Meu Coração Diz», criadora e administradora do blogue.

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