A minha infância foi positiva, gostava de brincar com os meus brinquedos e com os meus amigos, mas além disto, passava meu dia a ler, a desenhar. A minha Mãe, Idália Henriques, sempre me incentivou a gostar de livros, pois havia sempre um livro entre os meus brinquedos. Eu ficava feliz e lia rapidinho. Mais parecia que devorava os livros.
Fale sobre a escritora Cris Henriques. Quando e como começou a escrever? O que você mais gosta de escrever?
Continue lendo...
A escritora Cris Henriques, “nasceu” quando escrevi um conto erótico para uma revista feminina portuguesa, a Ana e foi publicado. A única alteração que fizeram foi no título, mudaram-no para uma coisa mais sensual. Eu tinha-o intitulado “A Surpresa” e eles chamaram-no de “Orgasmos Múltiplos”. Fiquei feliz e muito surpreendida pelo meu primeiro conto ter sido escolhido entre tantos!
O que mais gosto de escrever é poesia amorosa.
Como surgiu o seu livro? O que a motivou a escrever?
O Que O Meu Coração Diz, surgiu de forma natural, em Junho de 2006. Foi quando me apaixonei e comecei a escrever poesia para o meu Amor.
Foi isto que me motivou e ainda me motiva a escrever. Escrever para o meu Amor, com todo o amor que vibra no meu coração.
Todas as poesias contidas no livro são dedicadas ao meu Amor, pois é a minha fonte de inspiração. Quando se ama não são necessárias provas, mas devemos sempre ter pequenos gestos que mostrem àquele ser tão especial como é importante na nossa vida.
E seu blog como surgiu? Fale um pouco sobre ele e deixe um link.
O meu blog surgiu depois de publicar o livro. Por esse motivo dei-lhe o mesmo nome: O Que O Meu Coração Diz. É lá que escrevo algumas poesias que estão contidas no livro, escrevo contos e prosas de amor. Mas também escrevo textos que falam de espiritualidade e autoajuda. O blog, é o local onde abro o meu coração. Assim, o nome “O Que O Meu Coração Diz” é bem adequado.
Tenho várias, as minhas preferências musicais são muito ecléticas. No entanto, vou dar preferência ao nacional. Escolho a banda portuguesa: Azeitonas – Anda Comigo Ver Os Aviões
Cor preferida.
Tenho três: Azul, vermelho e preto.
Animal preferido.
Cão e gato.
Foto de Cris Henriques
Lugar preferido.
Todos os que me fazem sentir bem. Adoro praia.
Flor preferida.
Rosas vermelhas.
Foto de Cris Henriques
Uma poesia sua.
O Teu Olhar
“Olhar de mulher forte,
Que sabe o que quer,
Determinada.
Porém, impulsiva
É o teu olhar.
Olhar penetrante,
Doce e terno,
Carinhoso,
Olhar sincero
Às vezes selvagem e fogoso.
Olhar indomável,
Perigoso,
Assim é o teu.
Olhar que queima e me mata,
Olhar que me trespassa,
Mas puro,
O teu olhar é o meu porto-seguro.”
Poesia de Cris Henriques
Uma frase para nossos leitores.
“A saudade e o amor são almas gémeas. Sem saudade, não conhecemos o Amor. Sem amor, não conhecemos a saudade.”
Cris Henriques
Muito obrigada Cris, pela gentileza de sua entrevista!
Descobri que a Cris também entende de Astrologia e já quero deixar um convite para vc voltar ao Recanto numa postagem sobre esse assunto!
Adorei conhecê-la melhor e desejo que tenha muito sucesso com seu lançamento e continue sempre nos encantando com suas belas poesias!
Quando nascemos, nos
primeiros segundos da nossa vida sentimo-nos sós e indefesos perante um
universo tão vasto, tão grandioso. Sentimo-nos assustados, desesperados e então
choramos, suplicando a esse mesmo universo por uma mudança, pedimos alguém que
nos dê amor, protecção e conforto. O universo atende o nosso pedido, como um
génio da lâmpada mágica dizendo: “─ O teu desejo é o meu comando!” ─ e puff!
A situação muda
imediatamente, uns braços e um regaço cheios de amor acolhem-nos de felicidade
com o coração preenchido com tamanho afecto que nos envolve, enchendo-nos com
muitos e muitos beijinhos, alimentando-nos seguidamente do seu seio com leite
materno que nos trás vitalidade para conseguirmos subsistir perante a vida.
Este ser tão bondoso, é como um pilar onde nos apoiamos durante a vida inteira
é a nossa Mãe. Nós vemo-la como um anjo e à medida que essa mulher nos educa, ama--nos
e ensina-nos, nós vemo-la como uma super-mulher, pois além de mãe, ela é também
mulher. Ela trabalha, cuida da casa, cuida do marido exigente e caprichoso que
é o nosso pai, e no meio da azáfama diária, arranja sempre um tempinho para
nós, para nos acolher no seu colo, para nos amar. Então este ser que nós tanto
amamos torna-se a nossa heroína e crescemos orgulhosos, agradecidos por o
universo ter sido tão generoso connosco com tão lindo presente e agradecemos
por a nossa mãe preencher todas as nossas necessidades da nossa primeira
infância. Esta é a primeira peça do puzzle que é a nossa vida, a nossa base e a
peça à qual nos unimos quando fomos gerados no seu ventre.
No entanto, nós vamos
crescendo e continuamos com o nosso puzzle, encaixando peças que também fazem
parte de nós e da nossa vida, são os nossos avós e os nossos irmãos, são a
nossa família. O amor flui e uma vez mais agradecemos ao poderoso universo pela
sua amabilidade e pela sua maravilhosa generosidade. O tempo vai passando e
vamos colocando mais umas pecinhas, algumas ligam-se a nossa base, outras não. Essas
pecinhas que surgem mais tarde, um pouco afastadas da base são amizades que
surgem ao longo da nossa vida e que ficam connosco até ao fim. As mais
afastadas, são parentes, colegas, etc. E assim vamos crescendo e renascendo das
cinzas, aprendendo e amadurecendo com eventuais perdas que vão ocorrendo no
nosso puzzle da vida. As desilusões, são as peças que se perderam no nosso
puzzle e nos deixam um buraquinho aqui e ali, ficando o puzzle incompleto.
Todavia, há um certo
momento em que sentimos necessidade de preencher aquele vazio que fica entre a
nossa base e as peças que representam os nossos amigos verdadeiros, estamos à
procura da personificação do Amor. É nesse momento então que olhamos o céu e
pedimos ao universo que nos envie um amor verdadeiro, um amor real que nos
complete e nos faça feliz. O universo ouve-nos e sorri piscando um olho
respondendo: “─ O teu desejo é o meu comando!” ─ e puff, desejo concedido.
Então essa pessoa cruza
o nosso caminho. No início, nós não notamos o que está a acontecer-nos mas a
roda da vida ganha uma grande velocidade pra diante e aquela pessoa torna-se
especial, importante para nós e percebemos que é com ela que queremos passar o
resto da nossa vida. Que é com ela que queremos amadurecer, criar uma família e
envelhecer. Porque apesar das diferenças, de diferentes pontos de vista e dos
defeitos, existe amor e as ambiguidades são superadas porque ela é a tal. Como
diz a canção: “she's the one”, ela é a tal e durante algum tempo somos felizes.
Tudo é mais bonito, o mundo ganha uma nova cor e nós desejamos que estes
momentos se tornem eternos. Porém, o génio não aparece e nós esperamos sem
sabermos que este nosso desejo não é tão simples como os outros, pois está
dependente do nosso karma e do que está escrito no nosso Livro da Vida. Mas um
dia o vento muda e a roda começa a girar em sentido contrário, é um movimento
que vai aumentando gradualmente e aí as coisas mudam. Começamos a
questionar-nos sem compreendermos que tudo muda e que nada na vida é perpétuo.
Precisamos reestruturar os alicerces para que tudo não caia por terra. Assim
que percebemos isto, as peças que haviam saído do nosso puzzle e algumas que
não conseguíamos colocar, entram agora encaixando perfeitamente.
No entanto, só
compreendemos como somos abençoados, quando aquele nosso amor se multiplica e
Deus nos envia um filho. Esse filho é um presente, é o fruto do nosso amor pois
é gerado com o amor que dois seres adultos e maduros sentem um pelo outro.
Sentada à mesa, vejo o
puzzle que tenho vindo a construir e é enorme, lindo! É o mapa da minha vida,
vejo nele todo o percurso nele percorrido. Alguns espaços estão completos,
cheios de beleza, de cor e de alegria. São cheios de sol, de luz e de arco-íris.
Noutros locais, os espaços não estão preenchidos. Falta-lhes peças que foram
perdidas, outras não chegaram a ser colocadas e acabaram por ficar meio
esquecidas, perdidas nas areias do tempo. Nesses espaços, não existe muita luz,
não existe o sol mas existe a lua com as suas amigas estrelas que nos iluminam
nos momentos de tristeza, nos momentos mais difíceis, lembrando-nos de ter
esperança e que não estamos sós porque no grande cosmos olham por nós. Precisamos
ter Fé. Estas peças em falta, são as pessoas que por algum motivo já não fazem
parte da nossa vida. São pessoas que desencarnaram, amizades e relacionamentos
que se diluíram, situações que o vento levou e que já não voltam nesta vida.
Algumas dessas pessoas deixam saudades, outras não, sentimo-nos aliviados de
certa forma por aquilo ter tido um fim. Mas por outras pessoas, sentimos
tristeza e arrependimento por não termos tido o entendimento correcto para com aquela
pessoa, pela exigência que tivemos sobre ela sem nos darmos conta da pressão
que exercemos.
Fecho os olhos e
visualizo quem magoei, quem maltratei, quem não compreendi e a quem pressionei
em certos momentos, levando ao fim a relação. Lágrimas rolam no meu rosto e
peço perdão pela minha conduta negligente, estou arrependida da atitude do
passado e peço uma nova oportunidade para me redimir. Quando volto a abrir os
olhos, já não estou no mesmo lugar. Uma luz de amor envolve-me e uma voz muito terna diz--me:
“─ Bem-vinda! Descansa agora e dorme. Brevemente, voltarás à vida. O teu pedido
de nova oportunidade foi atendido.” Percebo então que morri e que reencarnarei
novamente. Agradeço pela nova oportunidade concedida e adormeço profundamente
durante um longo tempo, até que mais tarde sou acordada por um mensageiro que
me chama e diz: “─ Vem, está na hora.”
Sigo andando por um
longo túnel, uma força imensa puxa-me, impele-me para outro mundo e eu entro
num novo corpo. Renasci e assim recomeço um novo ciclo e puzzle da vida.
Cris Henriques
*Nota: Este artigo é
dedicado a todas as pessoas que estão a ajudar-me na construção do Puzzle da
Vida, em particular à minha Mãe, aos meus Guias Espirituais e claro ao meu
Amor.
Obrigada pelas visitas, é sempre uma enorme alegria ter certeza de que o meu blog está a ser lido.
Estou a preparar este post, deitada na cama. Quando estou na cama, fico mais criativa e com maior disponibilidade para escrever. A noite não é somente uma boa conselheira, é também uma boa companheira. Tendo certas características do planeta Plutão no meu Mapa Astral, aprecio a noite. De noite fico mais enérgica, quer seja para trabalhar como para usar a minha criatividade, ou para me refugiar nos meus hobbies. Adoro escrever de noite. As minhas reflexões são bem mais profundas, principalmente, porque estou mais disponível para ouvir a minha intuição e o que o meu coração diz.
Esta noite estou muito pensativa, mas pela positiva. Estou a tentar compreender se estou a proceder bem, ou se estou a cometer erros. E se estiver preciso concertar isto. Preciso de uma solução. Preciso de uma segunda oportunidade...
Hoje vou falar de Amor Incondicional. Alguém sabe o que é?
Quem não sabe, vai, portanto, ficar a saber. Assim, aqui vai...
AMOR INCONDICIONAL
Este é um sentimento que preciso aprender a desenvolver e a sentir, mas não só pela minha Mãe, pelo meu irmão, pelos amigos, como também pela pessoa que amo. Isto faz parte do meu karma, está no meu Mapa Astral. Preciso aprender e desenvolver isto. Mas afinal... O que é o amor incondicional?
Muitas pessoas fazem-me esta pergunta e após responder, acusam-me de ser maluca. Dizem-me que essa é uma coisa dificílima de alcançar. Mas também se fosse fácil, não teria graça nenhuma, certo?
É difícil, mas não é impossível. Segundo, alguns autores que escrevem acerca da espiritualidade, como por exemplo, o Dr. Brian L. Weiss em “O Passado Cura”, ele menciona casos de pacientes seus, a quem fez terapia de regressão a vidas passadas. Lembro-me de um caso em que uma das suas pacientes não se conseguia relacionar com o filho na vida actual e ao fazer regressão, ela viu uma vida em que eles se odiavam e que noutras vidas posteriores, tentaram resgatar esse karma de várias maneiras mas sem qualquer sucesso. Então, na vida presente viriam como Mãe e filho, pois o amor de Mãe é um Amor Maior, é um Amor Incondicional.
Brian L. Weiss é psiquiatra e hipnoterapeuta norte-americano, que faz terapia e regressão a vidas passadas através da hipnose. É autor de vários livros: “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, “A Divina Sabedoria dos Mestres”, “Espelhos do Tempo”, “Só O Amor É Real” e como já mencionei à pouco “O Passado Cura”. Mas não é somente Brian L. Weiss que fala no Amor Incondicional, a Astróloga Karmica brasileira Dulce Regina é também autora de livros que falam neste tema mas direccionando-o às Almas Gémeas. Escreveu: “Alma Gémea – Em Busca da Luz”, “Almas Gémeas – O Encontro e a Busca” e “Vidas Que Se Repetem”. Neste âmbito, a autora fala de karma e do Amor Incondicional entre casais heterossexuais.
Porém, neste meu artigo de blog que é um artigo baseado na minha experiencia pessoal e resulta também da minha opinião formada através de livros que tenho lido até à actualidade, vou explicar o que é o Amor Incondicional para quem não sabe ainda o que é.
Segundo o que tenho lido, O amor incondicional - é um amor puro, este provém do coração. Este modo de amar, não exige nada em troca, apenas dá. É um amor despojado de interesse, sem ciúmes, sem querer possuir, sufocar e controlar o outro. É um amor que se dá sem intenção de receber. É uma entrega total, é confiar, é acreditar e é poder partilhar as nossas coisas com a pessoa amada, mesmo que sejam coisas triviais do dia-a-dia. É sobretudo respeitar e dar-lhe o seu espaço.
Entendem agora o porquê de me chamarem maluca?
Pois é, já sei que sou maluca! J No entanto, eu tenho tentado aprender a amar assim e estou a conseguir realizar esta proeza. Sim, é verdade!
Não quero de modo algum ser exigente com ela, nem impor-lhe o meu amor, muito menos pressioná-la a fazer seja o que for contra a sua vontade. Só quero amar, somente dar-lhe amor, poder partilhar o meu mundo com ela na alegria e na tristeza, mas acima de tudo fazê-la feliz. Se conseguir fazê-la sentir-se feliz e fazê-la sorrir, é como ver um grande e bonito Arco-Íris, é como estar às portas do Céu. É como se o seu sorriso fosse a chave da porta do Paraíso, embora para mim seja isto e muito mais, é quase como conquistar o mundo. Ver o seu sorriso de felicidade faz-me também feliz.
Exagero?
Não, é amor. J
Quando se ama verdadeiramente tudo muda na nossa vida. É verdade, acreditem-me. Encantamo-nos por aquela pessoa a cada dia e a admiração vai aumentando gradualmente, transformando uma paixão ardente num amor profundo. Sem admiração, não há amor.
Porém, como se faz para demonstrar-lhe que meu amor por ela é incondicional?
Como fazê-la entender que não estou com segundas intenções?
Como fazê-la compreender que este tipo de amor é diferente e que não é um amor materialista?
Que é aquele que dá, mas que não exige o retorno, como fazer isto?
Como demonstrar-lhe?
Assim, depois de muito meditar nesta questão decidi postar aqui no blog. Não sei se ela vem cá ler, mas esta é a minha tentativa. Estou apenas a desabafar, a abrir o peito, a deixar o meu coração falar. Espero que ela consiga compreender-me, desta maneira.
Eu não quero nada em troca, repito: quero apenas transmitir o meu amor, quero amar. Só isto.
Despeço-me de todos os meus leitores e seguidores, com mais uma poesia do meu livro O Que O Meu Coração Diz, que também dá nome a este blog.
Espero que gostem.
Obrigada.
Beijos para tod@s,
Cris Henriques.
(Clique na fotografia para aumentar e poder lêr a poesia.)
P. S. - A fotografia é da amiga Susana Alves.
Obrigada amiga.
Beijinhos.
Esta música é de Susanna Hoffs e chama-se Unconditional Love, -- em português Amor Incondicional. Susanna Hoffs era a vocalista da já extinta banda Rock The Bangles, que na década de 80 teve um grande sucesso. Esta era uma banda só constituida por raparigas e os seus maiores exitos foram: Manic Monday, Walk Like An Egiption e Eternal Flame.
Quem não se recorda destas músicas?
Sei que no post anterior, já tinha escolhido esta canção mas depois encontrei este vídeo tão bonito, que consegue ilustrar tão bem o que sinto que não resisti em colocá-lo aqui. Então, dedico-o aquela mulher que Amo Incondicionalmente.
É para ti e eu sei que sabes quem foste, quem és e quem serás sempre para mim. Espero que ainda te lembres disto...
"Só o facto de saber que tu existes, ajuda-me a viver."
Como é que nos apaixonamos? Damos um passo em falso? Tropeçamos, perdemos o equilíbrio e caímos no passeio, esfolando o joelho, esfolando o coração? Embatemos contra o chão de pedra? Será um precipício, à beira do qual flutuamos para sempre?
Sei que sinto paixão quando te vejo. Sei-o quando desejo ver-te. Sem que um único músculo se mova. Não há qualquer brisa que agite as folhas. Não corre uma aragem.
Apaixonei-me sem dar um passo. Quando é que isto aconteceu? Não deu se quer tempo de fechar e voltar a abrir os olhos.
Estou em chamas. Será assim tão banal, para ti? Sabes que não. Vais ver. É o que acontece. É o que importa. Estou em chamas.
Já não como, esqueço-me de comer. A comida parece-me ridícula, irrelevante. Isto quando reparo nela. Mas não reparo em nada. Os meus pensamentos estão cheios e enfurecidos, uma casa cheia de irmãos, irmãos de sangue desavindos:
- Apaixonei-me.
- Opção tipicamente estúpida.
- O certo é que o meu coração está destroçado, como se o amor fosse dor.
- Avança. Dá cabo da tua vida. Está tudo errado e tu sabes. Acorda. Admite-o.
- Vejo apenas um rosto, é tudo o que vejo na vigília e no sono.
Ontem à noite atirei o livro pela janela. Tentei esquecer. Não és de todo a pessoa indicada para mim, eu sei, mas já não quero saber dos meus pensamentos a não ser que sejam sobre ti. Quando estou perto de ti, na tua presença, sinto o teu cabelo tocar o meu rosto quando isso não acontece. Desvio o olhar, às vezes. Depois torno a olhar.
Quando aperto os sapatos, quando descasco uma laranja, quando conduzo, quando me deito todas as noites sem ti, serei,
Para sempre,
Ram”
Excerto do livro «A Carta de Amor», de Cathleen Shine.
“10 de Setembro de 1965
Querida Francesca,
Aqui vão duas fotografias. Uma delas foi a que te tirei no campo ao pôr-do-sol. Espero que gostes tanto dela como eu. A outra é de Roseman Bridge antes de eu tirar o bilhete que tu lá deixaras preso.
Estou aqui sentado percorrendo as zonas obscuras da minha mente em busca de cada pormenor, cada momento, do tempo que passámos juntos. E não paro de me perguntar - "O que foi que me aconteceu em Madison County, Iowa?" E esforço-me por conseguir compreender. Foi por isso que escrevi o pequeno texto "A queda da Dimensão Z", que te envio, como forma de tentar pôr ordem na minha confusão.
Olho através de uma objectiva, e tu estás ao fundo dela. Começo a trabalhar num artigo, e é sobre ti que escrevo. Nem sequer estou certo de como voltei do Iowa para aqui. De alguma forma a velha carrinha trouxe-me de volta para casa, mas mal me consigo lembrar dos quilómetros que percorri.
Há algumas semanas atrás, sentia-me equilibrado, razoavelmente satisfeito. Talvez não profundamente feliz, talvez um pouco só, mas pelo menos satisfeito. Agora tudo isso mudou. Vejo agora claramente que tenho avançado na tua direcção e tu na minha desde há bastante tempo. Embora nenhum de nós tivesse consciência do outro antes de nos termos encontrado, havia uma espécie de certeza inconsciente que murmurava alegremente por debaixo da nossa ignorância, garantindo que havíamos de nos unir. Como duas aves solitárias sobrevoando as imensas pradarias por vontade divina, todos estes anos e vidas avançámos ao encontro um do outro.
A estrada é um lugar estranho. Nela andava eu arrastando-me, quando olhei para cima e tu estavas ali atravessando a erva em direcção à minha carrinha num dia de Agosto.
Retrospectivamente, parece inevitável – não podia ter sido de nenhuma outra forma - um caso do que eu chamo alta probabilidade do improvável.
Por isso agora debato-me com outra pessoa dentro de mim. Embora me pareça que me exprimi melhor no dia em que nos separámos, quando te disse que havia uma terceira pessoa que tínhamos criado a partir de nós os dois. E agora estou condicionado por esse outro ser.
Seja como for, temos de voltar a ver-nos. Não importa onde, nem quando.
Telefona-me, se precisares de algo ou se desejares apenas ver-me. Estarei à tua espera, seja quando for. Diz-me, se puderes vir até aqui alguma vez - não importa quando. Eu poderei tratar das passagens aéreas, se isso for problema. Parto para o Sudeste da Índia na próxima semana, mas estarei de volta no final de Outubro.
Amo-te,
Robert
P. S. O projecto fotográfico em Madison County resultou lindamente. Procura-o na NG do próximo ano. Ou diz-me se prefere que te envie um exemplar da revista quando sair.”
Excerto do livro: «As Pontes de Madison County», de Robert James Waller.
Olá amig@s!
Inicio o meu primeiro post de 2011 com estas cartas de amor. A primeira, faz parte do livro da autora Cathleen Shine – A Carta de Amor, como já está identificado. A segunda, faz parte do livro do Robert James Waller – As Pontes de Madison County. Gostei muito de ler estes livros, fazem-me sorrir em alguns momentos. Recomendo vivamente a leitura destas obras.
Estas cartas de amor, são das mais lindas que já li. A primeira carta, une dois sentimentos: a paixão e o amor. Sim, porque antes do amor geralmente surge a paixão primeiramente, isto é o que dizem os entendidos e segundo a minha experiência verifico que é assim. Já a segunda, fala apenas de sentimento: o amor.
Quando sabemos que é amor e não somente paixão?
Eu sei que é amor porque desde que a conheci, que vejo a vida com outros olhos. Tudo tem mais cor e mais luz. “Para mim és a luz ao fundo do túnel. És a luz que me resgatou das trevas e que me continua a resgatar delas, quando estas se aproximam. Sei que é amor, porque sempre que estamos em contacto o meu coração bate mais forte como da primeira vez e volto a apaixonar-me, mais uma e outra vez.” É amor, porque tudo me lembra ela. Só nela penso, com ela sonho acordada, ou adormecida, com ela me realizo e luto pelos meus sonhos. Sei que é amor, porque me sinto bem. Ela faz-me sorrir. Partilhamos sonhos e existe muito companheirismo. Os nossos momentos são doces e as saudades, às vezes são dolorosas. Chegam a desesperar-me e nesses dias mais nostálgicos, encontro consolo na minha almofada imaginando-a comigo até adormecer. Nestas alturas, tento distrair-me com o trabalho, com um filme, ou até mesmo com um desenho animado que me faça rir e sabem que mais? Resulta. Fico mais leve.
Se sentes tudo isto, os meus parabéns! Encontraste o verdadeiro Amor.
Outras vezes, quando as saudades apertam demasiadamente não há ocupação e nem distracção que me valha e então, afasto-me por uns dias. Preciso pôr as ideias em ordem. Faço-o também porque me sinto sufocada num deserto chamado saudade e por esse motivo, fico muito sufocante e ela não aguenta. Penso que é melhor assim, não quero que se sinta sufocada. Não quero e nem gosto pressionar.
Para alguns, o que digo aqui acerca do Amor, são apenas palavras que se dizem na hora da conquista. No entanto, para mim, as coisas do Amor não são tão lineares assim. São mais profundas. Só as profiro quando amo e muitas vezes, nem as digo porque sou aquele tipo de pessoa com problemas de expressão e receio não ser compreendida. Então, olho para quem amo e no silêncio do olhar o meu coração diz o que vai cá dentro. No princípio fazia muito isto. Porém, ao longo do tempo tenho encontrado outras formas para que não surja aquele sentimento de dúvida da parte dela. Escrevo-lhe poesias, pensamentos, às vezes cartas, ou escrevo aqui.
O Dia dos Namorados está a chegar e eu só quero fazê-la sentir-se amada, para que ela saiba e sinta o que é o Amor. Este post é para ela, alias, como todos os outros, como tudo o que escrevo aqui, ou noutros lugares.
“Perdoa-me quando me afasto, apenas não te quero magoar…”
Termino com um poema do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», alusivo ao tema e com uma música que gosto.
Após ter estado ausente, regresso hoje e regressei em força, pois adicionei uma nova página falando um pouco de mim. Espero satisfazer um pouco a curiosidade dos meus seguidores, mas também dos meus visitantes.
Ora bem, amanhã no calendário católico é Domingo de Páscoa, é o dia em que Jesus Cristo ressuscitou e subiu ao Céu, por outras palavras, regressou a casa. Pessoalmente, não ligo a esta data, nem professo nenhuma religião. Porém, tenho a minha Fé e falo com Deus à minha maneira. Ele ouve-me sempre e ajuda-me muito. É um grande amigo, tal como os Espíritos de Luz que habitam a grande abóbada Celeste. Agradeço-lhes pela ajuda e coragem que me prestam sempre que necessito. Geralmente, é um período de provações para mim. Estou mais em reflexão nesta altura buscando respostas para as minhas perguntas, tentado compreender o porquê de certas coisas me acontecerem, principalmente nos assuntos do coração: O Amor - e este ano, não é diferente. Assim, tenho passeado no campo para clarear as ideias. O contacto com a natureza é muito bom para reequilibrarmo-nos psicológicamente, brevemente recomeçarei a meditar para reequilibrar o espírito.
Sei que brevemente verei as minhas respostas respondidas, é somente uma mera questão de tempo. Mas entretanto devo ser paciente e ter esperança, desenvolvendo a Fé e acreditando sempre. No momento certo, verei o meu sonho concretizado e essa será a minha Vitória. Vale a pena esperar!
Para terminar este post, deixo aqui mais um poema do meu livro: O Que O Meu Coração Diz, do Capítulo 3 - Paixão. A foto é de Esposende e foi-me mais uma vez cedida pela Susana Alves, uma grande amiga.
Obrigada pela visita!
Um abraço e beijos para todos,
Cris Henriques.
Páscoa Feliz!
(Clica na foto para a ampliares e leres melhor o poema.)
Todos os que passam por aqui e leram os meus poemas, com certeza que já notaram que este blog dirige-se principalmente a mulheres lésbicas, ou como gosto de dizer, ao amor no feminino. Sou uma mulher romântica que ama intensamente. Porém, todas as pessoas estão convidadas a ler este blog, ou o meu livro «O Que O Meu Coração Diz» independentemente das suas preferências sexuais, uma vez que o livro fala de amor.
Estamos no final de Fevereiro, que é representado como o mês do Amor. Dia 14 foi dia de São Valentim e este é um dia em que todos os apaixonados trocam presentes passando todo dia juntos, ou mesmo a noite. Porém, os apaixonados não são só os casais Homem e Mulher, mas também Homem e Homem, Mulher e Mulher. Sim, os casais Homossexuais também namoram e amam-se como qualquer casal dito “normal”, como ouço certas pessoas dizerem.
Infelizmente a nossa sociedade é muito preconceituosa ainda e não acredita que entre duas pessoas do mesmo sexo, possa existir sentimentos tão bonitos, tão puros e tão verdadeiros como o Amor. Há muitas pessoas que pensam que o Amor entre homossexuais é pura depravação, que é até contra-natura e muitos católicos dizem que é pecado!
Ora bem, desde quando é que Amar é tão mau, ou é pecado?
O Amor é um sentimento bonito, profundo que deve ser partilhado entre dois seres não importa o sexo que tenham, tal como não importa a raça e muito menos a religião. O Amor é sempre e será sempre o Amor. Pena que as pessoas não queiram entender as coisas como elas são… O mundo um dia será um lugar bonito quando as pessoas compreenderem e aceitarem as diferenças de cada um, pois somos todos diferentes quer seja físico, ou intelectualmente. Cada um com a sua personalidade e cada um com os seus gostos. No entanto, interiormente somos iguais. Todos temos um coração revestido de emoções, sentimentos e nós lésbicas, ou gays não somos diferentes dos heterossexuais neste sentir.
Recentemente, foi aprovado em Portugal o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este tema tem sido muito polémico, particularmente entre os heterossexuais homofóbicos do nosso país. Essas mentes perversas dão-se ao luxo de criarem piadas e anedotas acerca do assunto, enviando por e-mails para toda a gente e depois acham muita graça! Ora bem, eu sou uma pessoa com sentido de humor e até gosto de anedotas, aprecio o humor inteligente sobretudo, só não entendo qual é a graça de fazer piadas acerca de casais homossexuais.
Será que não temos direito à felicidade amorosa?
A meu ver isto tem um nome e chama-se: Descriminação Sexual. Para os leigos, qualquer tipo de descriminação é crime, tal como a homofobia. É tão bom amar e partilhar as nossas vidas com quem amamos, as nossas alegrias e as tristezas, as nossas vitórias e as derrotas, a nossa saúde e a doença. E por falar em doença, na antiga lei quando uma de nós estava internada no hospital, a nossa amada companheira de vida não podia ver-nos. Se uma de nós desencarnava, não bastava a dor de perdermos o nosso amor, como ainda ficávamos sem direitos nenhuns. Depois apareciam os herdeiros para reclamarem o seu quinhão no testamento, os familiares que repudiaram o amor da nossa vida e lhe viraram as costas quando finalmente teve coragem para “sair do armário”, assumindo o seu ser. São esses mesmos familiares que tiveram anos sem fazerem um telefonema para saberem, simplesmente, como estava a nossa amada sem qualquer interesse de preocupação.
São então estas pessoas que devemos considerar como familiares?
Quanto a mim, não passam de um bando de abutres que aparecem na pior altura das nossas vidas. Altura essa em que estamos mais fragilizadas e sozinhas, quando perdemos o nosso amor, que para nós era o nosso “Fio de Ariadne”, a quem chamámos de vida.
Porque não podemos amar simplesmente?
É tão bom ver o nascer, ou o pôr-do-sol com a nossa cara-metade, poder abraçar e namorar ao luar. Tudo o que nós procuramos na vida é o amor, amar e ser amadas. Foi por isso que nascemos. No entanto, muita gente não sabe o que isso é e talvez seja por esse motivo que condena quem ama, perseguindo e reprimindo. No fundo são uns tristes, frustrados por não serem amados.
Com este post não pretendo chocar mentalidades e muito menos ofender alguém. O que pretendo realmente é mostrar às pessoas com mentes mais antigas, que ser homossexual não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, nem é uma doença e muito menos daquelas contagiosas. Somos seres humanos como qualquer outro. Respeitem-se e respeitem-nos, mas acima de tudo sejam felizes, amem-se e deixem-nos ser felizes também. Nós agradecemos.
Este é um dos desejos que nós queremos ver realizados e para terminar este post, despeço-me com mais um poema do meu livro, que espero que seja do vosso agrado. Chama-se: II - Nosso Amor É... e pertence ao Capítulo 1 - Amor. A foto foi cedida pela Susana Alves e foi tirada na Serra da Estrela.
Aqui fica mais um poema do meu livro: O Que O Meu Coração Diz, este último chama-se: Profundo Como O Mar.
Agradeço a Susana Alves, minha amiga, por me ter cedido a foto para ilustrar o poema. A praia localiza-se em Esposende, é a Praia das Pedrinhas que fica na região do Minho, aqui em Portugal.
O meu nome é Cris
Henriques e resolvi criar este blog para puder partilhar convosco algo de mim.
Assim, pensei no que poderia partilhar e depois de muito pensar decidi: “Vou
partilhar alguns dos meus poemas”.
No dia 13 de Dezembro
de 2008 foi publicado o meu primeiro livro intitulado: O Que O Meu Coração Diz.
Este livro levou-me 2 anos a escrever e foi escrito com três sentimentos: Amor,
Saudades e Paixão. É um livro que fala do Amor no Feminino, no amor entre duas
mulheres onde se gera uma força imensa, o chamado Turbilhão de Sentimentos,
movido por uma energia intensa que tanto nos impele a viver buscando a
felicidade.
É um livro que descreve
o Amor da forma mais sublime, a poesia...
Capa do livro: O Que O
Meu Coração Diz
Contra Capa do livro
com o poema:
Saudades
As saudades são como
setas flamejantes e pontiagudas,
Trespassando o meu
coração.
Vão queimando,
Causando uma lancinante
dor…
Desespero,
Ansiedade,
Tortura.
Por vezes,
A dúvida do teu amor,
Deixa-me insegura…
Necessito de ti.
Saudades simplesmente
de estar contigo,
De te falar.
Saudades do teu abraço,
De te olhar.
Saudades de te ter
comigo,
Saudades de te beijar.
*****
O livro O Que O Meu
Coração Diz encontra-se à venda nos sites, em E-Book e em papel:
Algumas imagens contidas no blog foram colocadas nas postagens apenas para ilustrar o conteúdo, dando-lhe mais beleza. Essas imagens foram encontradas no navegador Google e estão inseridas noutros sites, ou blogs. Se alguma dessas imagens for sua, peço que me informe pelo FormuláriodeContacto, ou pelo meu e-mailpara que eu a possa retirar e substituir.
Conversor Tipográfico
UnitConverter.org - the universal assistant for all of your unit conversion needs.