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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Por Amor – 5ª Parte

Imagem aqui.

Os ciúmes enlouqueciam-na. Até que, subitamente sentiu um beijo na boca. Um beijo de uns lábios muito doces, ternos que lhe eram familiares. Era Sofia. Dani correspondeu ao beijo de forma intensa, deixando que ela tomasse as rédeas daquele momento de amor, de paixão. Sofia vinha ávida de desejo, os seus beijos tornaram-se ardentes e acenderam o fogo existente nos seus corpos. Os beijos trocados entre as duas eram de tirar o fôlego.

Sofia e Dani, arrancaram as roupas uma da outra e fizeram amor de uma forma extremamente intensa, apaixonada, consumindo-se naquele fogo intenso que sentiam e como só dois seres que se amam verdadeiramente podem fazer.

No fim e exausta, Dani observou Sofia adormecida no seu peito. Era uma mulher linda, tinha cabelos negros, longos e ondulados, pareciam seda ao deslisá-los pelo seu corpo. A pele era muito branca, não tinha aquele tom de pele morena que escurecia ao sol, mas tinha um sinal em forma de meia-lua num dos seios. Tinha um corpo muito atraente com belas formas femininas, onde Dani se perdia e encontrava nas suas curvas. Morria de ciúmes quando via Rui a falar com ela. Ele era o Senhorio e portanto, era muito natural encontrá-los de vez em quando a conversarem.

Algumas horas mais tarde, Sofia acordou e viu que Dani estava acordada e, rabiscava qualquer coisa no bloco com a esferográfica.

─ Olá! ─ Disse meio ensonada. ─ Que estás a fazer?

─ Nada de especial, ─ disse sorrindo.

─ Mostra!

─ Ainda não… ─ e piscou-lhe o olho, ─ não está pronto.

Sofia estava curiosa e queria ver, então ergueu-se sobre os ombros e precipitou-se para beijar a sua amada. Ela cedeu e Sofia roubou-lhe o bloco e riu-se.

─ Sofia, assim não vale! Não está acabado…

─ Tola! Parecias um gajo agora! ─ Disse rindo e levantou-se para ver o que Dani tinha rabiscado na folha.

─ Porquê? Porque dizes isso?!

─ Porque com a minha sedução beijei-te só para te roubar o desenho e tu nem desconfiaste de nada! Isso é uma actitude típica de homem! ─ e dizendo estas palavras riu-se, Dani fez-lhe uma careta e deitou-lhe a língua de fora, amuada.

Sofia avançou até à janela do quarto e viu o que estava rabiscado na folha do bloco. Os seus olhos encheram-se de lágrimas devido à emoção. Era um desenho dela a dormir minutos antes. Apesar de ser apenas um esboço feito a esferográfica, estava muito parecido com ela.

─ Desculpa, Amor, eu faço outro depois que esse não está bom… ─ Murmurou Dani a pensar que Sofia estava a chorar por não ter gostado.

─ Não, não é nada disso. Está lindo, Amor. Estou apenas emocionada com a beleza do esboço. Está perfeito! ─ Exclamou abraçando-a. ─ Devias mostrar a alguém, porque está realmente muito bom.

─ Ó, Amor que exagero! É só um esboço e feito com esferográfica, não está nada de especial. Não está tão bom assim. ─ Disse abraçando-a novamente e beijando-a.

─ Amo-te.

─ Eu também te amo muito, Amor.

─ Amor, vem cá e senta-te aqui ─ disse Sofia sentando-se na cama e acariciou a colcha indicando-lhe onde se sentar.

─ Ok, está tudo bem?

─ Sim, está Amor. Só que preciso falar contigo, já devia tê-lo feito quando cheguei mas depois fizemos amor e ainda não tinha tido oportunidade de te falar.

─ O que se passa?

─ É o seguinte: Amor, tenho uma novidade! ─ Disse Sofia excitada.

─ Então? ─ Perguntou Dani expectante por boas notícias.

─ Arranjei trabalho por uns dias e estou a receber também. Não é muito, mas é melhor que nada.

─ Fixe! ─ Exclamou feliz e abraçou-a. ─ E onde é? O que é para fazeres? Perguntaste se também havia para mim?

─ É na lota, na banca da venda do peixe.

Dani suspirou chateada, assim ela iria ver o Rui com mais frequência... Ele ia muito lá.

─ Por favor, não te zangues comigo. Eu vou só ficar a ajudar a D. Rosalinda a vender e a amanhar o peixe. Ela cortou-se hoje e eu ofereci-me para ajudá-la, no fim ela disse para eu aparecer amanhã, deu-me algum dinheiro e também me deu peixe para o nosso almoço. Ela gostou de mim! ─ Disse Sofia feliz.

─ Sim, ok. ─ Respondeu Dani secamente.

─ Porque estás assim? Diz-me de uma vez o que se passa, porque não estou a compreender porque ficaste de mau humor agora.

─ Ai, não? Ok, Sofia, eu digo-te. 1° disse para não ires procurar trabalho na lota e tu foste; 2° Vais ver o Rui enquanto lá estiveres, porque ele todos os dias vai à lota.

─ Não vai nada todos os dias. Enquanto lá estive hoje, nunca o vi! Ele não apareceu.

─ Oh, se calhar tinha lá ido de manhã mais cedo!

─ Não sei, mas também não interessa. Eu não quero nada com ele. Eu estou lá para arranjar dinheiro para podermos subsistir. Quero lá saber dele!

─ Não gosto dele! Ele olha-te com olhar ordinário, com um olhar de quem te quer comer...

─ Pára Dani, pára! Já chega! Tivemos esta conversa no outro dia. Pára! Estás a ficar demasiado ciumenta e isso não é bom para nós. Tens de esquecer isso e já! Tens de confiar em mim.

Os ciúmes de Dani revelavam falta de confiança e insegurança, ela estava com uma autoestima muito baixa.

─ Tenho medo que deixes de me amar... e me troques por outra pessoa...

─ Isso não vai acontecer, amo-te. Confia em mim.

─ Eu confio em ti, mas nele não.

Após o almoço, Dani dirigiu-se ao supermercado onde tinha roubado o leite para Leninha. É certo que não ia devolver o que tinha roubado, pois o leite já fora consumido. Ela queria pagar para reparar o erro, este pesava-lhe na consciência.

Estava nervosa e com receio de que o dono do supermercado pudesse chamar a polícia, Sofia advertiu-a para não fazer isso porque também ela receava que as autoridades a prendessem e tentou impedir que ela fosse lá. Discutiram e Dani saiu de casa batendo com a porta. Segundos depois ouviu Leninha chorar. Naquele momento as três choravam. Sofia e Dani choravam por receio de que Dani fosse presa e, Leninha chorava porque tinha acordado com o barulho e assustara-se.

De repente, parou antes de entrar e reflectiu alguns momentos. Estava nervosa, aquilo podia mesmo correr mal. Porém, ela já estava à porta do estabelecimento e não voltou atrás. Inspirou fundo e olhando para o céu, benzeu-se e isto deu-lhe coragem.

─ Seja o que Deus quiser… ─ Murmurou baixando a cabeça. Assim, entrou dentro da loja e decidida foi falar com o senhor que estava a atender ao balcão. Disse-lhe porque estava ali e contou-lhe o que se tinha passado, no fim, pousou o dinheiro e pediu perdão mostrando seu profundo arrependimento.

Continua…

Cris Henriques



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Por Amor – 2ª Parte

Imagem aqui.

─ Dani, eu entendo o teu lado e melhor do que ninguém sei o que tens passado. Sei os pesadelos que tens tido, mas Amor é uma criança, é um bebezinho... Teu. Eu amo-te e quero muito criar esta criança, criá-la como nossa e torná-la nossa filha. ─ Argumentou Sofia acariciando o ventre de Dani com amor.

─ Tu sabes o que estás a pedir-me?! ─ Nunca se tinha imaginado grávida e daquela maneira, muito menos ainda...

─ Sei... ─ disse pegando-lhe na mão. ─ Amo-te, Dani.

─ Sofia, isto é de loucos! Eu não posso ter este bebé, percebes? Não posso… Perdoa-me, mas não consigo ─ e dizendo isto saiu apressadamente lá para fora, fechando a porta atrás de si. Sofia ainda a chamou, mas Dani já não a ouviu.

Sofia, sentou-se no sofá a chorar, pois sabia que o que estava a pedir a Dani não era justo. Estaria a ser caprichosa, egoísta?

Enquanto isso, Dani foi caminhar à beira-mar. Sempre que discutia com Sofia, ia para a praia para pôr as ideias em ordem e procurar uma resposta, ou simplesmente para chorar.

Sentou-se numa rocha, contemplando o mar de óculos de sol e chorou sozinha. Não gostava que a vissem chorar, nem mesmo Sofia. Nesse ponto eram iguais. Não queriam que pensassem que elas, afinal não eram tão fortes quanto pareciam ser.

Porque tudo estava a ser tão difícil depois de ter casado com a mulher da sua vida? Que provas teria ainda que ultrapassar para poder ser feliz? Questionava-se. Não compreendia...

Porém, algo estranho aconteceu naquele momento. No céu viu uma nuvem transformar-se num sorriso enorme e apareceu em seguida a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Tirou os óculos para ver melhor, mas quando voltou a olhar já não estava nada ali. Foi então que ela entendeu. Tinha recebido uma mensagem. Deveria ter o bebé, era isso e estranhamente sentiu-se mais calma, mais em Paz e mais aliviada também. Colocou a mão no ventre e sorriu, aceitou aquele filho. Ao chegar a casa, Sofia abraçou-a.

─ Perdoa-me. Vamos fazer o que for melhor para ti, para nós. Amo-te.

Dani abraçou Sofia e beijou-a ternamente, mas aquele beijo tornou-se mais ardente e segundos depois, as roupas acabaram caídas no chão e fizeram amor com muita doçura. Desde a violação que nunca mais tinham feito amor, Dani ficara perturbada e sem vontade. Após algumas horas, adormeceram nos braços uma da outra, saciadas.

Sofia acordou primeiro e foi comprar cereais para o pequeno-almoço. Antes de sair, escreveu um bilhetinho para Dani e deixou-o em cima da mesa-de-cabeceira, para que quando a sua amada acordasse o pudesse ler. Depois saiu.

Comprou cereais e o jornal para procurarem trabalho. Deu uma volta pela cidade, procurando nos cafés, pastelarias, lojas para ver se estavam a contratar pessoas. Embora, já estivessem inscritas no Centro de Emprego as moças não eram pessoas de ficarem de braços cruzados. Quer Dani como Sofia, eram mulheres dinâmicas, activas e nem eram de ficar a lamentar-se. A ficar a pensar no passado. Elas eram fortes, determinadas e lutadoras.

Entretanto, Dani acorda. Espreguiçando-se com os olhos fechados, chama por Sofia:

─ Amooooor? ─ E esperou que Sofia respondesse.

Como não obteve resposta abriu os olhos e viu o bilhete. Pegou nele e leu:


Bilhetinho Sofia

Ela sorriu e beijou o bilhetinho do seu Amor. Ficou a pensar na noite anterior… Abraçou a almofada e sorriu novamente ao lembrar-se. Viu as horas e ficou surpreendida, pois não só passava das 10 da manhã, como se lembrou que dormira a noite toda num sono só. Aos meses que isso não acontecia!

Levantou-se e observou a casa que ela tinha arrendado com Sofia. A casa era pequenita: tinha uma sala, um quarto, uma cozinha e uma casa de banho minúscula, mas era confortável e tinha vista para o rio. Nada mal, pensou.

─ Bom diaaaaaa, meu Amor! ─ Disse Sofia entrando em casa com as compras.

─ Olá, Fofinha! ─ E dirigiu-se a ela, ajudando-a com as compras.

Sofia, puxou-a para si e beijou-a apaixonada.

─ Saudades tuas… ─ murmurou e o desejo entre as duas acendeu-se novamente, levando-as fazer amor ali na mesa da cozinha.

Horas depois, enquanto almoçavam Dani começa uma conversa com Sofia e conta-lhe o que acontecera na praia. Sofia ouviu-a atentamente, sem se surpreender com o que Dani vira no céu. Sofia sabia que Dani tinha este Dom e nunca comentava, mas aceitava-a tal como ela era por amor. Então, Dani diz-lhe que vai ficar com o bebé e Sofia abraça-a, feliz.

Dois meses depois do nascimento da pequena Lena, novamente, Sofia e Dani passam por uma nova crise. O problema de continuarem sem trabalho, persistia e o dinheiro era nulo…

Continua…

Cris Henriques

Nota: Se quiserem ler a 1ª Parte do conto «Por Amor», cliquem neste Link.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Por Amor – 1ª Parte

Imagem aqui.

Dani montou-se na bicicleta e foi em busca de comida, dirigindo-se até à quinta mais próxima do seu lar que hoje era uma barraca num bairro da lata no Porto.

Ao que a sua vida tinha chegado só por ter se ter casado com a mulher da sua vida…

Estava-se no ano de 2010 e o casamento entre pessoas do mesmo sexo tinha sido aprovado em Portugal. Em 14 de Fevereiro de 2011, Dani e Sofia celebraram o seu amor na praia e casam-se apenas com o conhecimento, de alguns amigos íntimos e de alguns familiares mais próximos que sempre as apoiaram. Casaram-se numa praia ao pôr-do-sol. A cerimónia foi discreta e muito romântica, Dani fez uma serenata a Sofia ao luar, ela própria escreveu a música e a compôs, após uma noite de amor enquanto Sofia dormia. Os expressivos e lindos olhos castanhos de Sofia, emocionaram-se com imenso amor por Dani chorando de alegria. A noite sim, estava fria, mas com tanto amor e paixão existente nos seus corações, o frio quase que não se sentia.

No entanto, as coisas no emprego mudam para Dani nos 15 dias que se seguiram após a Lua-de-Mel. Ao fim dessa tarde quando já quase todos os colegas foram para seus lares, Dani atrasa-se e decide ficar mais uma hora para acabar uma apresentação. Assim, poderia namorar a sua linda esposa sem levar trabalho para casa. Porém, se ela soubesse o que lhe ia acontecer, não teria permanecido ali nem mais um minuto... Mais-valia ter levado o trabalho para fazer em casa, perto da sua amada. Isto evitaria que fosse brutalmente violada pelo chefe, que grosseiramente lhe disse que, ela só era fufa porque nunca tinha conhecido um homem de verdade!

Apesar de lutar e de gritar por ajuda, ninguém ouviu Dani. Ninguém veio socorrê-la.

No fim, ele deixou-a caída no chão e ameaçou-a que se fizer queixa dele, vai atrás da mulher dela e mata-a à facada depois de violá-la também.

Ao chegar a casa, Dani não tem como esconder o que aconteceu e conta tudo à esposa amada. Sofia chora, abraça-a e ajuda-a a escrever um e-mail de demissão, que envia logo depois de escrito, mas ela não consegue convencê-la a denunciar o horrendo crime às autoridades.

No dia seguinte, Sofia é também despedida pela sua assumida orientação sexual e então, como as duas raparigas ficam sem emprego, não leva muito tempo para perderem a casa também algumas semanas depois, porque o senhorio não quer duas fufas a morarem no seu prédio, ainda mais desempregadas e sem dinheiro para pagar a renda.

As duas ficam em casa de um amigo durante um tempo, mas João recebe ameaças de morte, por dar guarida a um casal homoafectivo. Para não arranjarem mais problemas para o amigo, as raparigas decidem sair de Lisboa e dirigem-se para o Porto. O ideal seria o Algarve, as pessoas naquela região do país pareciam ser menos preconceituosas devido ao facto de ser um local que recebia muitos turistas, principalmente turistas estrangeiros. Uns diziam que a homossexualidade era moda, por vir do estrangeiro. Outros não diziam nada, aceitavam com naturalidade. Porém, por ser um local turístico, o tipo de vida era também mais caro. Assim, optaram pela zona norte do país e estabeleceram-se no grande Porto. Imediatamente, arranjaram uma casinha pequenina, mas confortável e com vista para o rio.

Entretanto, Dani descobre que está grávida. É então que surge a primeira crise no casamento. Dani quer abortar, porque aquele ser não foi concebido com amor. Porque aquele ser não foi planeado e porque receia que se tiver a criança, sempre que olhar para ela irá lembrar-se do momento mais horrível da sua vida. Sofia entende Dani, mas é contra o aborto. Afinal, está a cometer-se um assassínio e além disso, ela sempre desejou ser Mãe um dia.


Continua…

Cris Henriques

sábado, 18 de setembro de 2010

Amor Grandioso

Olá a tod@s que visitam e lêem os meus escritos!

Antes demais, agradeço as visitas. É sempre agradável perceber que sou apreciada pelo que escrevo. Fico feliz.

Estamos no final do Verão e também no final do signo de Virgem. As pessoas deste signo, geralmente, são empreendedoras no trabalho e dedicam-se muito a este. Têm tendência para se exceder nesta área, pois, são muito perfeccionistas querendo sempre tudo bem feito e seguindo uma determinada ordem. São organizad@s, mesmo que as coisas estejam desarrumadas, el@s sabem onde está tudo. Gostam da rotina, porque esta transmite-lhes a sensação de segurança. No amor, são dedicados e disponíveis. Cobrem de mimos e de atenções quem amam, tentando sempre cuidar da pessoa amada. São possessiv@s e ciument@s quando estão insegur@s com a cara-metade.

Hoje quero partilhar convosco a minha opinião acerca do casamento. Aqui vai…



O CASAMENTO

O que é um Casamento?

No meu modo de ver as coisas existem vários modelos para o casamento. No modelo básico, as pessoas casam-se para poderem ser mais independentes, para deixarem o lar dos pais, sendo um deles, bastante austero. Isto ocorre geralmente com as mulheres. Porém, isto não passa de uma ilusão, ao casar a liberdade é perdida e adquirem-se inúmeras responsabilidades, tais como: pagar a renda de casa, pagar os impostos, etc. A vantagem que encontro é a de ter a pessoa amada perto de nós o resto da nossa vida, “até que a morte nos separe”, como diz o sacerdote. Esta frase tão simples e tão romântica para alguns, sempre teve um impacto assustador dentro de mim. Soava-me como uma condenação, como se fosse um castigo. E tanto é, que desde criança meti na cabeça que não me ia casar com ninguém.

E porquê?

Porque em Portugal, nessa altura não era permitido que pessoas do mesmo sexo se pudessem casar como nos dias de hoje. No entanto, cresci e apaixonei-me algumas vezes. Todas as minhas paixões foram intensas, duradouras e eu pensei sempre que se tratassem de amor. Mas não eram, porque sofria muito, ficando com o orgulho ferido. No Amor não existe o Ego, o Eu. No Amor existe apenas o Nós. Assim, andei enganada até atingir os 30 anos. Porém, até chegar a esta idade foi muito doloroso. Foram desilusões atrás de desilusões, porque vivia à procura de alguém que me amasse do jeito que eu sou. E nessa busca incessante, ela apareceu mas eu não a reconheci logo imediatamente.

Porquê?

Penso que foi por medo, medo de não merecer este presente divino: Ela. Medo da rejeição. Medo de assumir responsabilidades. Medo de não ser o que ela sonhou, desejou, ou quis para si. Medo de não saber protegê-la deste mundo inóspito e de pessoas hostis. Medo. Medo… MEDO! O medo domina-nos e atrasa os nossos sonhos.

No entanto, ela não me desamparou, esteve e está sempre por perto. Sempre. É muito paciente comigo. Tudo muda quando amamos alguém verdadeiramente. Dei-me conta disso quando a conheci e tive esta consciência, novamente, muito recentemente, porque os meus medos desapareceram em relação às responsabilidades no relacionamento. Agora já aceito o que não queria ver. Já aceito novas responsabilidades. Já aceito o Amor e estou preparada para Amar. Estou pronta para me fundir na mulher que o meu Ser escolheu para Amar. Agora já tenho o sonho de casar e de também criar uma família. Criar filh@s, educar, ensinar, mimar e amar. Um dia, a Lei muda e nós vamos poder adoptar crianças, como qualquer casal comum.

Contudo, tal como disse no início, há muitas formas de casamento e eu também encontrei a minha forma. Estar casad@ com quem se ama é viver perto desta pessoa, cuidando, amando, protegendo e apoiando em cada decisão. É ouvi-l@ quando tem algo para nos dizer, é acompanhá-l@ quando el@ assim o deseja respeitando o espaço individual de cada um@ de nós. É partilhar os nossos sonhos, as nossas alegrias e as nossas preocupações. Em suma, é partilhar todos os momentos importantes e mostrar-se presente. É fazermos a nossa mulher sentir-se um ser único, especial, o nosso Todo. E podemos fazer isto, mesmo que não vivamos debaixo do mesmo tecto e estejamos impossibilitad@ disto. É certo que existe uma distância, que pode ser real, ou imaginária. Porém, existe sempre uma maneira de transformarmos o longe em perto e assim, estarmos perto de quem amamos. Uma convivência diária em que exista atenção, respeito, apoio e amor, é uma forma de cumplicidade conjugal e companheirismo. Isto é amor e denomina-se também de casamento, pelo menos no nosso coração e nós sentimos isso, porque não queremos estar com mais ninguém. É tão bom olharmos @ noss@ companheir@ de vida e deixarmo-nos apaixonar por el@ diariamente, continuando tantos anos depois. É tão bom quando @ noss@ companheir@ de vida, nos olha nos olhos e nos revemos no seu olhar tão lindo e tão puro.


(Para leres melhor o poema, clica na foto para a ampliares.)

Poema “Amor Grandioso” do meu livro: O Que O Meu Coração Diz.


Fotografia: Susana Alves.

Música: Nicolaj Grandjean - Heroes and Saints

Abraços e beijos,

Cris Henriques



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Liberdade

Olá a todos!

Hoje cumprimento e saúdo a quem me visita frequentemente, mas também a quem vem aqui de passagem e já não volta mais. Entendo que a vida é apenas uma passagem, repleta de encontros, desencontros mas também de reencontros. Isto tanto se refere a lugares que se visitam, como a relacionamentos entre pessoas. Por mais que tentemos ser livres e sem nos relacionarmos afectivamente com alguém, acabamos sempre por nos envolvermos. É inevitável, acontece a todos e geralmente até aos mais convictos.

E porquê?

Porque todos nós fomos concebidos para amar e para procriar. No entanto, existe muito boa gente que confunde o Amor com a Posse. Logo que se envolvem com alguém, tentam "agarrar" quem amam. Tentam controlá-la das mais diversas formas, querem saber com quem elas estão, ou com quem estiveram, para onde elas foram e para quê! Isto não é amor, é doença e deriva da insegurança, abrindo a porta para os ciúmes. O resultado de uma relação como esta tende a acabar, pois a pessoa cansa-se e termina tudo. Sente-se sufocada e quer libertar-se para voar.

Claro que quando passamos por uma experiência alucinante em que fomos possuídos inteiramente por alguém, às vezes adquirimos o medo do compromisso e exageramos, tornamo-nos libertinos e andamos a voar de "flor-em-flor" em busca de mel e sedentos de novos sabores... Na minha opinião, amar é libertar quem amamos. Essa pessoa voltará sempre para os nossos braços, mais cedo ou mais tarde porque nós somos o seu porto-seguro.

(Clica na fotografia para ampliar e puderes ler melhor a poesia.)


Este é mais um poema do meu livro de poesia: O Que O Meu Coração Diz, pertence ao Capítulo 1 - Amor e chama-se Liberdade. A fotografia foi-me cedida pela minha amiga minhota Susana Alves que a tirou quando esteve de férias na Suíça. Creio que é perfeita para falar da liberdade. Susana, obrigada pela foto. Como sempre captas o momento certo, mais uma vez o fizeste nesta foto. Quanto à musica elejo Queen - I Want To Break Free, relembrando uma das vozes mais sonantes da música Pop/Rock Freddie Mercury. Adoro esta música, fala de Liberdade.

No entanto, a liberdade de que falo na poesia tem a ver com aquela liberdade de se poder estar em público com a mulher amada sem que sejamos criticadas, mal-faladas, ou julgadas pela sociedade por amarmos alguém do mesmo sexo que nós. Graças a Deus que o casamento foi aprovado, agora falta apenas uma etapa que é termos o direito a adopção.

Este é um assunto actual que gera muita polémica e divergência de opiniões... Os mais "incultos", chamemos-lhes assim para não ferir susceptibilidades -, discordam das nossas capacidades para educarmos crianças e incutir-lhes valores, valores estes que nos foram transmitidos pelos nossos pais que são heterossexuais e regem a nossa sociedade. Dizem que se tivermos direito à adopção as nossas crianças irão copiar e seguir o mesmo modelo de vida optando pelo nosso padrão, tornando-se gays e lésbicas também. Outros ainda, dizem que as crianças precisam de crescer num ambiente estável, tendo pai e mãe para terem os modelos de referência masculino/feminino.

Ora bem, tal como o diz o meu irmão e passo a citá-lo: "As opiniões são como os cús, toda a gente tem um!" - analizando esta questão, eu penso que não será por um casal de lésbicas por exemplo adoptar uma criança, que ela optará por ser gay também, até porque, quando uma criança nasce já tem consciência da sua opção sexual. Eu sempre tive certeza do que sou e do que queria para a minha vida, desde que tive consciência da minha existência e não cresci numa família gay, os meus pais são heterossexuaiis puros. A minha família é tradicional e o meu pai é muito austero.

Em relação a uma criança crescer, ser educada por um pai e por uma mãe para terem o modelo masculino/feminino, não concordo porque nem sempre se faz desse pai ou dessa mãe os nossos modelos, opta-se por um avô, por exemplo, foi assim que eu fiz. Além disso, nem todas as crianças têm a possibilidade de fazer isso, porque por vezes já nascem sem um dos dois pais.

Quanto a crescer-se num lar estável e equilibrado, acho muito difícil e não compreendo o significado desta expressão... O que significa exactamente isto?

Nada é perfeito e nisto inclui-se as famílias. Um lar perfeito, - pondo as opções sexuais de lado, - seria a meu ver: muito amor, paz, alegria, companheirismo, respeito, dialogo, apoio e compreensão entre o casal. Não haveria domínio de um sobre o outro, não haveria violência doméstica, nem agressões verbais.

Onde é que existem lares assim?

Alguém conhece?

Eu não conheço nenhum, mas se alguém tiver conhecimento agradeço que me diga. Gostaria que este tipo de lar existisse. Adoptar uma criança não é uma brincadeira, é uma coisa muito séria e de muita responsabilidade. Não deve ser feito por capricho, ou para submeter alguém a ficar connosco. Isto também serve para quem engravida para prender alguém a si própria, ou para salvarem um casamento. Tal coisa não existe, é uma ilusão que com o tempo se tornará em desilusão e acabará. A finalidade disto é exclusivamente, para a satisfação do seu Ego pessoal. Uma criança deve ser gerada e criada num ambiente onde haja amor. Isto é das coisas mais importantes, só a seguir vem o lado material. Porque com amor tudo se cria, este vence todas as batalhas. Penso que é mais salutar para uma criança crescer num lar homossexual, do que viver em orfanatos e noutras instituições, para serem submetidas a certos senhores tarados para as suas sevícias sexuais.

Lembrem-se de casos como o da Casa Pia. O processo está prestes a prescrever e os culpados voltaram às suas vidas normais, sem terem consciência do mal que fizeram e considerando-se eles próprios umas potênciais vítimas, ainda por cima!!! Provavelmente esses senhores continuam a cometer o horrendo crime de pedófilia...

Pensem nisto!

Despeço-me com um volto já!

Beijos para quem partilhar da minha ópinião e para todas as pessoas que me amam como eu sou, principalmente a minha Mãe. Amo-te muito Mammy. Obrigada por me educares, por seres como és e por seres a minha Mammy.

Cris Henriques

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Teu Nome

Olá amigos e visitantes!


Deixei-vos na Primavera e chegámos ao Verão, finalmente! Digo finalmente, porque é a época sazonal do ano que mais gosto. O solstício de Verão o seu início no dia 21 de Junho, este teve o dia mais longo do ano pois o Sol alcançou o seu ponto mais alto no Céu. A partir deste dia, os dias começam a diminuir e as noites começam a ser mais longas. Com a chegada do Verão, o Sol entrou no Signo Caranguejo, também denominado de Câncer.

Ora bem, quais são as características dos nativos deste Signo?

Caranguejo, ou Câncer têm como astro regente a Lua atribuindo as estas pessoas características lunares e lunáticas nalguns casos, pondo os nervos em franja aos nativos dos outros signos. Caranguejo é um signo muito emocional e maternal, gosta de proteger e de ser protegido. Embora, escolha não revelar que precisa ser protegido pela pessoa amada, pois tem tendência para considerar uma fraqueza a revelação das emoções e da sua sensibilidade. Tem uma natureza muito instável e cíclica, geralmente não conhece o motivo dos seus amuos, mau humor, ou (luas). Quando está nestes períodos de crise, tem tendência por norma culpabilizar sempre os outros das suas frustrações e nalguns casos, faz chantagem emocional. Tal como a Lua, estas pessoas nunca mostram todas as suas faces tendo sempre uma oculta que ninguém conhece. Esta face, pode esconder o seu lado obscuro ocultando um segredo. Porém, possui uma mente muito imaginativa e é um ser com carências afectivas, necessita de muita atenção e é muito ligada na família. O relacionamento com a mãe é muito forte, quer seja no sentido positivo como negativo. A sua sexualidade é exacerbada, sendo considerado um dos melhores amantes do zodíaco.

Estas são apenas algumas características astrais do Signo Caranguejo. No entanto, regressando ao Verão... nesta época, anda-se com a sensibilidade à flor da pele e devido ao calor fica-se com uma sexualidade mais poderosa, para alguns, incontrolável. É por isso que lembro a todos o uso do preservativo, ou da camisinha para os homens e para mulheres que amam mulheres não dispensem o uso das protecções em látex que são encontradas nas farmácias para a prevenção das DST's - Doenças Sexualmente Transmissíveis, isto também serve para o povo heterossexual, é evidente.

Portugal, o meu belo país está de Parabéns! No passado dia 17 de Maio de 2010, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva promulgou a lei da realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Assim sendo Portugal tornou-se no 8º País da Europa a aderir ao casamento homossexual, sendo o 12º País do mundo.

Penso que finalmente, estamos a progredir, a preparar um futuro mais bonito e feliz para o bem de todos. Porque todos nós, nascemos com devido direito. Só assim, as mentalidades mudarão e os preconceitos serão banidos. Só assim, acabarão os ódios. Parece um sonho impossível, sim, mas eu tenho Fé.

Uma curiosidade: No dia 6 de Julho de 2006, escrevi o poema: O Teu Nome. Mal sabia eu, que este seria o princípio de um livro tão apaixonado e romântico que iria escrever: O Que O Meu Coração Diz. Passaram praticamente 4 anos desde o primeiro poema, até à publicação do livro. Assim eu continuo nessa energia bonita que me deixa serena e em Paz, permitindo que continue a escrever e a sonhar.

Este poema: O Teu Nome, pertence ao Capítulo 3 - Paixão que é um capítulo com poemas mais intensos, eróticos. São dedicados a todas as mulheres que amam mulheres, tal como o livro em si.

(Clique na Imagem para ampliar e ler melhor.)


Your Name
(Adaptado e traduzido para Inglês por Wendy e por mim.)

"In this hot afternoon of summer, I'm waiting for you and I miss you...
I imagine your burning lips kissing my mouth,
Going through my body driving me totally crazy...
Hands go up,
Hands go down over me...
What an intense and delicious desire you awake in me...
Which fire is this that consumes me and makes me reborn, such as phoenix being reborn from the ashes?
Is it called love?
Is it called passion?
Is it called madness?
Who cares which name that Wisemen and the poets name it?
It doesn't matter anything, because for me it only has a name: yours."


 

Esta música serve para dar as boas-vindas ao Verão.

Voltem sempre!


Beijos a todas(os),

Cris Henriques


P. S.: Thank you Gi and Wendy for being so paciente with me, and thanks for your help to make a translating of my poem to English. You're good friends that I've got. :)

sábado, 17 de abril de 2010

Meu, Minha

Boa noite a todos os meus amigos, seguidores e visitantes!

Esta semana houve dois assuntos muito polémicos: o TC - Tribunal Constitucional deu luz verde ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o Número 2 do Vaticano falou que a pedófilia não tem a ver com o celibato, mas sim com a Homossexualidade!!!

Ora bem, o nosso Portugal está prestes a dar um grande passo em termos de evolução a nível social legalizando o casamento cívil entre pessoas do mesmo sexo. É claro que muitas pessoas estão contra e reclamam por um referendo, porém e a meu ver, para acabar com o preconceito, muitas vezes é necessário tomar uma atitude radical e implementar uma lei. O engraçado no meio disto tudo é que, os homofóbicos estão a sentir-se ameaçados com medo que a espécie humana fique em vias de extinção por causa da legalização do casamento gay, acusando o governo de não ser democrático!

Fartei-me rir com certos comentários que li acerca destas "cabecinhas fracas"! Então, num país democrático os cidadãos não têm os mesmos direitos?
Se Sim, então a decisão do governo foi acertada. Se Não, então será que os homossexuais só servem para pagar impostos?
Pensem nisto: Nós também temos direito a ter uma vida digna e a sermos felizes. Somos humanos como todas as pessoas e nascemos de pais heterossexuais. A homossexualidade não é uma patologia, mas é sim algo genético tal como, a heterossexualidade é.


Ser homossexual não é fácil e nem nunca foi, muito menos em Portugal, tal como nos é mostrado neste vídeo de uma reportagem realizada pela SIC - Notícias. A assumição perante as pessoas que fazem parte da nossa vida é angustiante, pois o medo da regeição está sempre presente. É como se de pessoas perfeitas, nos tornássemos em seres imperfeitos e até doentes mentais, para aqueles que amamos. Os pais pensam que erraram no modo que nos educaram, os amigos verdadeiros aceitam-nos e apoiam-nos, outros há que se afastam e desligam-se completamente de nós. No entanto, nem tudo é mau. É em momentos como estes que sabemos com quem nós podemos contar pelo resto da nossa vida e vemos quem está ao nosso lado.
A nível profissional, é bastante mais complicado, corremos o sério perigo de sermos despedidos... É verdade que isto é descriminação e que é um crime, mas qual é o patrão que se interessa por isso??
Resposta: nenhum... Há 4 anos atrás soube da história de uma pessoa que resolveu "sair do armário" e assumiu-se, quando se descobriu no emprego a pessoa foi demitida e o mais grave, teve de mudar da sua cidade para outra onde ninguém a conhecesse, porque na sua, não encontrava trabalho devido ao facto de se ter assumido como homossexual e isto aconteceu já em pleno século XXI.
Como é que é possível?!
Sem comentários...

Como se pode ver neste comunicado, o Número 2 do Vaticano veio a público falar dos crimes sexuais cometidos pela Igreja Católica e referiu que estes, nada têm a ver com o voto de celibato e sim, com a homossexualidade e que estudos ciêntíficos comprovam isto.

Ora bem, o que se passa aqui?!
Que palhaçada vem a ser esta?!
Estou indignada com estas afirmações e mais indignada fiquei alguns dias depois, por saber que os padres acusados de pedófilia não só foram perdoados pela igreja, como continuam a exercer o sacerdócio!! Eu sei que perdoar é divino, mas isto não vos parece exagerado? É que nem foram penalizados! Denominam-se como "Homens de Deus", mas a meu ver são "Homens do Diabo"! Não me parece que Deus tenha como seus Ministros pessoas que pratiquem actos de malvadez.
Agora para se livrarem das responsabilidades, a igreja fomenta o Ódio contra os homossexuais e eu, que ingenuamente, acreditei que as perseguições haviam terminado com o desequilibrado do Adolf Hitler... O pior é que ainda existem muitas pessoas que acreditam em tudo o que a igreja diz, não sabem pensar por si próprias e só baixam a cabeça dizendo "Ámem".
Enfim, este é o mundo em que vivemos. Pergunto-me onde estão os humanos, pois pessoas que pensam assim não podem ser humanos. E isto ainda se torna mais assustador, se pensarmos que estas pessoas procriam e incutem estes valores nos seus filhos, afinal as crianças são o futuro e se elas são o futuro, então o preconceito continuará e a desumanização também.
Com este desabafo, não pretendo ofender ninguém. Tenho respeito por todos os seres. Só vos peço um pequeno favor, não julguem a diferença. Amem deixem-nos Amar também, só assim o mundo será um lugar maravilhoso e o planeta sobreviverá a catástrofes naturais.
Façam Amor. Párem a guerra!

Por último e para terminar, despeço-me com mais um poema do meu livro O Que O Meu Coração Diz. Chama-se: «Meu, Minha» e fala de Amor, claro está e encontra-se no Capítulo 3 - Paixão. A fotografia foi-me cedida pela amiga Susana Alves, que tem sensibilidade para a imagem, cor e para o momento que se sente a harmonia. Obrigada por a partilhares comigo.

(Clique na fotografia para a ampliar e puder ler melhor a poesia.)


Aqui fica o vídeo dos Savage Garden - Truely, Madly, Deeply dedicado a todos aqueles que amam verdadeiramente e saibam o que é o Amor, mas também para a minha musa inspiradora: Tu!

Beijos para todos,

Cris Henriques


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