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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Lírio Branco

Lirio-Branco
Imagem aqui.

“Tu que tens nome de flor
Quando se lê na «tradução»
Pintas-me com amor
Fazendo-me perder a razão.


Teu nome que rima com «dama»
Tem um significado tão puro
Sabes bem quem te ama
És o meu porto-seguro.


Tu meu lírio branco que vais despertando
Toda esta paz que há dentro de mim
Com amor vais-me ensinando
Perfumando o meu jardim.


Ensinas-me o verbo «amar»
Tocando a minha alma assim
Fazes meu coração cantar
Sempre que estás comigo aqui.


Tocando-me com subtileza
Acendes o meu desejo
Apagas a amarga tristeza
Com o doce gosto dos teus beijos.”


Cris Henriques

Do livro: O Que O Meu Coração Diz

domingo, 25 de novembro de 2012

Aguarela Com Sete Cores

image
Recebi esta linda imagem por email (desconheço o autor).

“Um dia contigo
É como estar no céu
Fazes sentir-me no paraíso
Pintado a pincel.


Aguarela com sete cores
Em mil nuances coloridas
Nesta ocultam-se os meus tesouros
As páginas da minha vida.


Nelas tu também lá estás
Bastante evidenciada
Para que possas sentir
A emoção retratada.


És uma pessoa importante
E estes versos são para ti
A minha alma anda errante
Por querer fazer-te feliz.”

Cris Henriques

Poema do livro: O Que O Meu Coração Diz

domingo, 20 de maio de 2012

Paixão Desmedida

Bom domingo para tod@s e que a vossa paixão, ou amor nunca seja medida e contida.

(Clique na foto para conseguir visualizar a poesia)

Poema do livro de Cris Henriques, O Que O Meu Coração Diz.

Abraço a tod@s,

Cris Henriques.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vai

Olá a tod@s!
Deixo aqui nesta noite primaveril mais uma poesia do meu livro O QUE O MEU CORAÇÃO DIZ, do capítulo Saudades...

Se não conseguir ler o poema clique na foto para ler melhor.


Aproveito para agradecer as visitas que tenho recebido, os novos seguidores e os comentários.
Obrigada.

Espero que gostem deste poema.

Abraço para tod@s,
Cris Henriques





Hoje como sempre
Estou pensando em ti.

terça-feira, 15 de maio de 2012

domingo, 24 de julho de 2011

Travessia do Deserto

Olá a tod@s!


Desculpem a minha ausência tão longa desta vez… Não foi voluntária, nem propositada mas aconteceu. É a vida, são os afazeres e às vezes os problemas. Afinal, todos temos cenas destas na nossa vida, não existem vidas perfeitas na terra e quem acreditar nisso, é doidinh@. J Mas tudo bem, nós damos um desconto...


Ora bem, antes de começar a escrever este post, quero agradecer a tod@s @s espíritos que seguem o meu blog pelo facebook, pelo twitter, etc. Refiro-me aos espíritos encarnados, mas também aos que estão desencarnados. Muito obrigada e mesmo sem escreverem nenhum comentário, agradeço-vos a tod@s os meus visitantes e seguidores que me lêem e me acompanham.


Hoje o tema que escolhi para falar aqui no blog foi a traição a nível sentimental.


Porquê este tema?


Porque é um tema que mexe muito com as pessoas, neste caso ser LGBT é irrelevante porque este assunto afecta a sociedade em geral.


Quero falar também acerca deste assunto publicamente, porque este blog é o local onde tento expandir o que o meu coração me diz, o que me vai na alma. Foi assim que nasceu o meu livro e este blog. Sinto que deste modo estou a fazer psicanálise a mim própria e a interiorizar as minhas experiências. Esta é uma forma de fazer uma terapia a mim própria, colocando em prática alguns conhecimentos esotéricos que tenho vindo a aprender.


De que vale o estudo teórico das coisas sem as colocarmos em prática?


Também não me parece que tenha sentido tentar ajudar alguém sem ter passado da teoria à prática. É como se estivesse apenas a fazer algo para ter um cantinho no Céu. Na minha opinião, antes de passarmos o ensinamento devemos testá-lo e ver se realmente funciona. Assim, sim. Todavia, para este método resultar, tenho de ter uma mente aberta e aceitar que estou no meu limite. Tenho de acreditar que este método é bom e que resulta.


Certo?


Então, cá vai…


TRAIÇÃO


Como é que se deve lidar com uma traição sendo nós a parte sofredora, a vítima, como dizem alguns?


Não gosto de atribuir a expressão de vítima, mas foi a que me ocorreu neste preciso momento. Sinceramente, não sei lidar com a traição. Já passei por isso e digo que não é nada bom de sentir, muito menos de se ter consciência. É uma dor inexplicável cá dentro do peito, que imediatamente me despoleta a raiva, a fúria, os ciúmes e, por fim chegam a desilusão e a tristeza imensa. Quando tenho conhecimento de que estou a ser traída, choro compulsivamente no escuro, sozinha, isolo-me e desapareço da vista daquela pessoa por uns tempos para pensar, para decidir o que fazer à minha vida e pôr as ideias no lugar. Fico a curtir o desgosto e a depressão, até me esgotar. Não sei agir de outro modo. É chorar de amor, é perder-me no desânimo... Não tenho vergonha de confessar que choro por amor, esta é a verdade e quando se ama verdadeiramente, chora-se sim.


Mais tarde, tento raciocinar. Tento raciocinar para compreender o que aconteceu, para encontrar o erro que foi cometido. A culpa é sempre de ambos, temos de ser realistas. Não faz sentido culparmos a outra pessoa apenas, porque uma relação é construída a dois e às vezes, destruída a dois. Há que procurar o erro e tentar corrigi-lo. Penso que se deve dialogar acerca do acontecido com quem amamos, só então conseguiremos entender.


Hoje em dia, a traição não é só quando temos contacto íntimo, sexual, ou quando temos sentimentos afectivos por outra pessoa. Agora também existe a traição virtual, para mim este modelo de traição também é válido e genuíno. Esta é cada vez mais frequente. Não é nada agradável ver comentários sedutores no perfil online do nosso Amor, numa rede social comum.


Não concordam?


Quanto ao perdão... Devemos ou não perdoar?


Ora bem, isto depende do estado evolutivo espiritual de cada um. Na minha opinião, devemos perdoar quando existem sentimentos verdadeiros, dando uma segunda oportunidade, principalmente quando essa pessoa está arrependida. Aí, nós devemos pôr um ponto final parágrafo na história e começar um novo capítulo após estarmos conscientes dos erros cometidos. Esta é a primeira fase.


A seguir, numa segunda fase devemos reconquistar o nosso amor e tentar conhecê-la novamente. Afinal, esta já não é a mesma pessoa que conhecemos antes e nós também não somos. Tudo mudou, somos outras pessoas. Com o sofrimento amadurecemos. Com a desilusão amadurecemos. Assim, penso que quando existe amor vale a pena voltar e tentar de novo.


No entanto, também acontece nós perdoarmos e a pessoa dizer que se arrependeu sem realmente ser verdade. Ela não se arrependeu de ter traído, o que se passa é que ela é uma daquelas pessoas que tem medo da solidão. Não sabe estar na sua própria companhia, porque não se conhece a si mesma. Este tipo de pessoa é egocêntrica, porque preocupa-se mais em receber amor do que em retribuir. Não sabe dar. Só sabe receber e é insatisfeita, exigente e quer sempre mais de nós. Ela não sente falta de nós, apenas sente falta de ser o centro do mundo para alguém, é como se fosse uma rainha e nós o seu povo em que ela pode subjugar com seu poder de sedução. Ela usa-nos e abusa do nosso amor divertindo-se a nossa custa.


Para mim, este tipo de pessoa nunca vai mudar, a menos que se apaixone verdadeiramente e alguém lhe dê a provar do seu próprio veneno… Porém, esta aprendizagem nem sempre se faz na vida presente. Esta aprendizagem muitas vezes acontece noutras reencarnações.


Então, chega. Esta pessoa não sabe amar e talvez não chegue a saber nesta vida presente. Vai andar de mão em mão saltitando de relacionamento, em relacionamento até sentir na pele e se arrepender. Mas o arrependimento, é outro artigo que falarei noutro post. Então concluo-o com a seguinte reflexão: perdoa quando existe um sentimento verdadeiro e este é recíproco, caso contrário prossegue a tua vida. Mais vale só, que mal acompanhada.





Deixo-vos com um poema do meu livro de poesia lésbica O Que O Meu Coração Diz, que se chama: Travessia do Deserto.
<>  <> 
(Clica na imagem para ampliares e leres melhor o poema.)

*Nota: Escrevi-o num momento difícil da minha vida, tudo parecia estar de pernas para o ar e também sentia o mundo todo contra mim. Apesar da minha resistência entrei em depressão e sentia-me só, porque estava longe de ti. No entanto, algo mudou e tu voltaste. Então, a tempestade passou e eu voltei a sorrir.



Todos nós atravessamos desertos em certos momentos das nossas vidas. Estas travessias surgem no nosso caminho para que nós nos tornemos em pessoas melhores, pessoas mais sensíveis, mais humanas. É como um teste, uma prova muito dura que o destino nos propõe para que reflitamos acerca das nossas metas e se realmente queremos atingir aquele objectivo. Se aceitarmos o desafio, uma grande tempestade surge e devasta tudo ao nosso redor. Se sobrevivemos, muito bem, o sol volta a brilhar e regressam os dias soalheiros. A vida volta a sorrir-nos.



Se desistirmos, tudo à nossa volta pára no tempo e é como se ficássemos perdidas no mar sem nada para nos guiar. Portanto, todos os esforços anteriores foram perdas de tempo e perdemos o que tanto queriamos. É por isso que eu nunca desisto de nada. Se vencer, muito bem. Se não, vou reflectir e rever que erros cometi. Mais tarde voltarei a tentar e aí, então vencerei.



Actualmente, estou numa nova travessia do deserto e tem sido bastante penoso. Não sei quando chegarei ao fim, mas sei que não vou desistir.


Espero que gostem do vídeo: Susanna Hoffs - Unconditional Love. Isto é o que busco e preciso de alcançar, um amor incondicional.





Obrigada e até ao próximo post,
Cris Henriques

domingo, 3 de abril de 2011

Teus Lábios

Olá a tod@s!

A Primavera finalmente chegou e o pólen que vagueia no ar, faz-nos sonhar e ter mais disponibilidade para a paixão e para o amor. Quem está sozinh@ procura por um novo amor, mas quem já tem um amor volta a conquistar quem ama. Volta a cortejar seu amor, renovando o relacionamento.

Assim, hoje vou falar de amor e do é que ser lésbica, porque sei que há muitas pessoas que não têm a mínima noção do que isto significa. Tenho ouvido comentários tão absurdos e tão cheios de ignorância, tão cheios de preconceitos que penso que seria uma boa ideia escrever um texto acerca do que é ser lésbica.

Gosto muito de escrever, principalmente acerca do amor e de homossexualidade. Falar destes temas fazem com que me sinta equilibrada e em harmonia. Penso que a escrita é uma arma, cabe a cada um de nós utilizá-la como melhor sabe. Eu escolhi o amor, pois através dele tudo é possível. O amor transforma o mundo, basta darmos-lhe uma oportunidade e tudo muda. Tudo se renova e transforma, só é preciso amor.

Assim, dêem uma oportunidade seja da forma que ele exista, pois o amor é sempre amor. Não quero com os meus posts magoar, ou provocar alguém. Quero apenas dar a conhecer que o amor tem muitas variantes, muitas formas.

Então, aqui vai a minha designação do que é ser lésbica e do que é o amor lésbico. Peço desculpa aos gays, porque hoje o texto foi escrito e dedicado para nós lésbicas. Sendo eu uma mulher, não posso falar e acho que não sei exprimir o que sente um homem por outro homem, embora pense que o que eles sentem seja na mesma proporção ao que nós sentimos por uma mulher.





SER LÉSBICA

Ser lésbica, não significa apenas sentirmo-nos atraídas por mulheres, ou termos relações sexuais com elas. Ser lésbica não é participar de orgias e “papar” todas, isso é viver na luxúria e ser leviana. Sexo é bom mas não é tudo. O sexo é bom mas quando é feito com amor, é um dar e receber de sensações que nos funde no ser do nosso amor.

Já fiz esta afirmação noutros posts anteriores e, sem pretender repetir-me, digo apenas que experiencio esta afirmação a cada dia e que a cada dia, esta mesma afirmação torna-se mais consciente para mim, permanecendo no meu espírito.

Nós lésbicas, prescindimos dos homens porque nos bastamos a nós mesmas. Somos mulheres e isto faz toda a diferença. Amamos mulheres e elas complementam-nos em todos os sentidos, basta-nos um olhar terno e um abraço carinhoso. Um beijo para nós, não é sinónimo de sexo e ninguém fica amuado por não ter tido nessa noite. Desenganem-se e desistam os homens heterossexuais que pensam que nós lésbicas somos lésbicas, porque não tivemos um homem “à séria” que nos satisfizesse sexualmente. A única coisa que pode aproximar uma lésbica de um homem é somente a amizade. Desiludiam-se os que pensam que podem “converter” uma lésbica em heterossexual, com uma noite de sexo. Uma verdadeira lésbica, nem se quer pensa em “provar”, isso é não é uma coisa natural para nós e nem tem qualquer sentido.

Não se trata de sexo, trata-se de “amorzade” – amor e amizade, companheirismo. Ser lésbica, ou gay é tão natural quanto ser heterossexual. Já nasce connosco e a maioria de nós sabemos isto desde que temos consciência. Quem diz que é uma fase, não se quer é assumir por terem medo do preconceito. Mas pronto, cada um sabe de si. Ninguém tem a obrigação de se assumir. Porém, também ninguém consegue viver dentro do armário para sempre, a tensão vai aumentando tal como a pressão e nós acabamos por nos assumirmos mais tarde ou mais cedo, é uma questão de tempo.

Quando nos apaixonamos, é sempre algo que supera o lado físico. É uma coisa que nos toca o coração. Uma lésbica, é uma mulher que busca o amor, muitas vezes incessantemente e quando o encontra, torna-se mais madura e também mais responsável. Este sentimento, muitas vezes nasce de uma amizade e quando “acordamos”, estamos apaixonadas mas de uma forma que atribuo o nome de estar enamorada. O amor nasce e cresce de uma forma rápida, mas ganha uma grande profundidade. Isto sucede porque o amor é puro, quando começa com uma amizade e é assim, que aprendemos outra forma de amar: O Amor Incondicional. Este tipo de amor, é dos mais difíceis de praticar e de aprender. É amar sem exigências, sem esperar receber amor. É simplesmente Amar. É um amor d'alma e quando temos relações sexuais, não se chama assim, mas também não se diz ter sexo. Chama-se fazer amor. É um momento especial onde existe a fusão de corpo e de alma, a entrega. O nosso fazer amor é um momento poético. Sentimo-nos completas de corpo e de alma, especialmente após o orgasmo.

Num relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, não existe um que imponha a sua autoridade mandando e fazendo com que a outra pessoa obedeça. Neste relacionamento tudo é partilhado e decidido em conjunto pelo casal. Não há portanto domínio nem escravidão de parte a parte, não há cobranças e nem ciúmes. Só existe o Amor. O amor comanda a relação e só ele é real. E se um dia vos perguntarem o que é o amor, digam somente isto: “O amor não é uma reflexão, é um sentimento e, quem muito pensa no amor, por certo nunca amou”.

Este sentimento provém do coração e a este pertence. O amor é o que nos faz nascer, amadurecer e perecer. Mas quando perecemos em Amor, perecemos em felicidade. O amor é a nossa luta, o nosso sentido de vida, o nosso ideal, a nossa utopia. É uma doce, ou amarga quimera, depende pois de nós e do nosso karma para resgatar. Quem baixa os braços e não luta por seu amor, por certo não sabe amar.

E para quem ainda tem preconceitos e vê a homossexualidade como uma coisa imoral, perceba que é o Amor que une toda a gente. O Amor não escolhe sexualidades, não, o Amor escolhe pessoas que têm capacidade de amar.

A homossexualidade não é um crime. Um crime é: roubar, matar, é sodomizar, abusar de crianças, desprezar e colocar idosos em lares e esperar que eles morram, para receber as suas heranças. Isto sim, são crimes. São crimes cruéis. Crimes hediondos.

Amar não é crime.

Pensem nisto:

Não Julgues! Não Critiques! Não Te Vitimizes!

Abraços e beijos a quem me segue, a quem me lê…

Deixo-vos com mais uma poesia do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», espero que gostem desta e também do texto.

Obrigada,

Cris Henriques.




Saudades de ti...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Noite Enluarada

“Goat,


Como é que nos apaixonamos? Damos um passo em falso? Tropeçamos, perdemos o equilíbrio e caímos no passeio, esfolando o joelho, esfolando o coração? Embatemos contra o chão de pedra? Será um precipício, à beira do qual flutuamos para sempre?

Sei que sinto paixão quando te vejo. Sei-o quando desejo ver-te. Sem que um único músculo se mova. Não há qualquer brisa que agite as folhas. Não corre uma aragem.

Apaixonei-me sem dar um passo. Quando é que isto aconteceu? Não deu se quer tempo de fechar e voltar a abrir os olhos.

Estou em chamas. Será assim tão banal, para ti? Sabes que não. Vais ver. É o que acontece. É o que importa. Estou em chamas.

Já não como, esqueço-me de comer. A comida parece-me ridícula, irrelevante. Isto quando reparo nela. Mas não reparo em nada. Os meus pensamentos estão cheios e enfurecidos, uma casa cheia de irmãos, irmãos de sangue desavindos:

- Apaixonei-me.

- Opção tipicamente estúpida.

- O certo é que o meu coração está destroçado, como se o amor fosse dor.

- Avança. Dá cabo da tua vida. Está tudo errado e tu sabes. Acorda. Admite-o.

- Vejo apenas um rosto, é tudo o que vejo na vigília e no sono.

Ontem à noite atirei o livro pela janela. Tentei esquecer. Não és de todo a pessoa indicada para mim, eu sei, mas já não quero saber dos meus pensamentos a não ser que sejam sobre ti. Quando estou perto de ti, na tua presença, sinto o teu cabelo tocar o meu rosto quando isso não acontece. Desvio o olhar, às vezes. Depois torno a olhar.

Quando aperto os sapatos, quando descasco uma laranja, quando conduzo, quando me deito todas as noites sem ti, serei,

Para sempre,

Ram”

Excerto do livro «A Carta de Amor», de Cathleen Shine.



“10 de Setembro de 1965



Querida Francesca,



Aqui vão duas fotografias. Uma delas foi a que te tirei no campo ao pôr-do-sol. Espero que gostes tanto dela como eu. A outra é de Roseman Bridge antes de eu tirar o bilhete que tu lá deixaras preso.

Estou aqui sentado percorrendo as zonas obscuras da minha mente em busca de cada pormenor, cada momento, do tempo que passámos juntos. E não paro de me perguntar - "O que foi que me aconteceu em Madison County, Iowa?" E esforço-me por conseguir compreender. Foi por isso que escrevi o pequeno texto "A queda da Dimensão Z", que te envio, como forma de tentar pôr ordem na minha confusão.

Olho através de uma objectiva, e tu estás ao fundo dela. Começo a trabalhar num artigo, e é sobre ti que escrevo. Nem sequer estou certo de como voltei do Iowa para aqui. De alguma forma a velha carrinha trouxe-me de volta para casa, mas mal me consigo lembrar dos quilómetros que percorri.

Há algumas semanas atrás, sentia-me equilibrado, razoavelmente satisfeito. Talvez não profundamente feliz, talvez um pouco só, mas pelo menos satisfeito. Agora tudo isso mudou. Vejo agora claramente que tenho avançado na tua direcção e tu na minha desde há bastante tempo. Embora nenhum de nós tivesse consciência do outro antes de nos termos encontrado, havia uma espécie de certeza inconsciente que murmurava alegremente por debaixo da nossa ignorância, garantindo que havíamos de nos unir. Como duas aves solitárias sobrevoando as imensas pradarias por vontade divina, todos estes anos e vidas avançámos ao encontro um do outro.

A estrada é um lugar estranho. Nela andava eu arrastando-me, quando olhei para cima e tu estavas ali atravessando a erva em direcção à minha carrinha num dia de Agosto.

Retrospectivamente, parece inevitável – não podia ter sido de nenhuma outra forma - um caso do que eu chamo alta probabilidade do improvável.

Por isso agora debato-me com outra pessoa dentro de mim. Embora me pareça que me exprimi melhor no dia em que nos separámos, quando te disse que havia uma terceira pessoa que tínhamos criado a partir de nós os dois. E agora estou condicionado por esse outro ser.

Seja como for, temos de voltar a ver-nos. Não importa onde, nem quando.

Telefona-me, se precisares de algo ou se desejares apenas ver-me. Estarei à tua espera, seja quando for. Diz-me, se puderes vir até aqui alguma vez - não importa quando. Eu poderei tratar das passagens aéreas, se isso for problema. Parto para o Sudeste da Índia na próxima semana, mas estarei de volta no final de Outubro.



Amo-te,

Robert



P. S. O projecto fotográfico em Madison County resultou lindamente. Procura-o na NG do próximo ano. Ou diz-me se prefere que te envie um exemplar da revista quando sair.”



Excerto do livro: «As Pontes de Madison County», de Robert James Waller.



Olá amig@s!

Inicio o meu primeiro post de 2011 com estas cartas de amor. A primeira, faz parte do livro da autora Cathleen Shine – A Carta de Amor, como já está identificado. A segunda, faz parte do livro do Robert James Waller – As Pontes de Madison County. Gostei muito de ler estes livros, fazem-me sorrir em alguns momentos. Recomendo vivamente a leitura destas obras.

Estas cartas de amor, são das mais lindas que já li. A primeira carta, une dois sentimentos: a paixão e o amor. Sim, porque antes do amor geralmente surge a paixão primeiramente, isto é o que dizem os entendidos e segundo a minha experiência verifico que é assim. Já a segunda, fala apenas de sentimento: o amor.

Quando sabemos que é amor e não somente paixão?

Eu sei que é amor porque desde que a conheci, que vejo a vida com outros olhos. Tudo tem mais cor e mais luz. “Para mim és a luz ao fundo do túnel. És a luz que me resgatou das trevas e que me continua a resgatar delas, quando estas se aproximam. Sei que é amor, porque sempre que estamos em contacto o meu coração bate mais forte como da primeira vez e volto a apaixonar-me, mais uma e outra vez.” É amor, porque tudo me lembra ela. Só nela penso, com ela sonho acordada, ou adormecida, com ela me realizo e luto pelos meus sonhos. Sei que é amor, porque me sinto bem. Ela faz-me sorrir. Partilhamos sonhos e existe muito companheirismo. Os nossos momentos são doces e as saudades, às vezes são dolorosas. Chegam a desesperar-me e nesses dias mais nostálgicos, encontro consolo na minha almofada imaginando-a comigo até adormecer. Nestas alturas, tento distrair-me com o trabalho, com um filme, ou até mesmo com um desenho animado que me faça rir e sabem que mais? Resulta. Fico mais leve.

Se sentes tudo isto, os meus parabéns! Encontraste o verdadeiro Amor.

Outras vezes, quando as saudades apertam demasiadamente não há ocupação e nem distracção que me valha e então, afasto-me por uns dias. Preciso pôr as ideias em ordem. Faço-o também porque me sinto sufocada num deserto chamado saudade e por esse motivo, fico muito sufocante e ela não aguenta. Penso que é melhor assim, não quero que se sinta sufocada. Não quero e nem gosto pressionar.

Para alguns, o que digo aqui acerca do Amor, são apenas palavras que se dizem na hora da conquista. No entanto, para mim, as coisas do Amor não são tão lineares assim. São mais profundas. Só as profiro quando amo e muitas vezes, nem as digo porque sou aquele tipo de pessoa com problemas de expressão e receio não ser compreendida. Então, olho para quem amo e no silêncio do olhar o meu coração diz o que vai cá dentro. No princípio fazia muito isto. Porém, ao longo do tempo tenho encontrado outras formas para que não surja aquele sentimento de dúvida da parte dela. Escrevo-lhe poesias, pensamentos, às vezes cartas, ou escrevo aqui.

O Dia dos Namorados está a chegar e eu só quero fazê-la sentir-se amada, para que ela saiba e sinta o que é o Amor. Este post é para ela, alias, como todos os outros, como tudo o que escrevo aqui, ou noutros lugares.

“Perdoa-me quando me afasto, apenas não te quero magoar…”

Termino com um poema do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», alusivo ao tema e com uma música que gosto.

Obrigada a quem me lê e me visita.

Abraços e beijos,

Cris Henriques.

Até breve!

(clica na foto para leres melhor a poesia.)




segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Saudades

Olá a tod@s!


Estamos no final do Outono e daqui a poucos dias chega o Inverno. Este traz consigo a chuva, o vento e o frio, muito frio mesmo. Apesar de faltar pouquíssimos dias, o frio já se instalou nas nossas casas. Já cheira a Inverno este cheirinho, começou logo após o Verão de S. Martinho, começou-se a acender as lareiras, ou para quem possui lares mais modernos, basta ajustarem a temperatura do aquecimento central para que a casa fique mais confortável.

Estamos portanto em Dezembro, desde Setembro que não publico nada no Blog. Falta de tempo e alguma reflexão foram os grandes motivos, mas estou de volta hoje.

Para começar, vou falar um pouco dos signos que se antecederam até chegarmos ao signo em que estamos actualmente que é o Sagitário. No entanto, começamos com Balança/Libra, que foi o signo posterior a Virgem, prosseguimos com Escorpião e finalmente terminamos com Sagitário.

Balança/Libra: Este é um Signo do elemento Ar e quem nasce sob a sua regência, independentemente de ter Signo, ou Ascendente são pessoas que vivem em busca de três coisas na vida: o Amor, a Harmonia e o Equilíbrio, quando encontrados estes ideais sentem-se completas e estáveis. A instabilidade emocional é marcante para estes nativos que, geralmente, não sabem lidar com a solidão. Talvez por isso, sejam muito namoradeiros (risos) e devido à sua beleza exterior, charme e doçura, não lhe falta par.

Escorpião: Este é considerado o Signo mais sensual do zodíaco, para qual o sexo é extremamente importante. É mais que uma necessidade física, é vital e é talvez a melhor maneira que encontram para recarregarem as suas energias. São seres extremamente intensos e amam com essa mesma intensidade, fazendo com que o par se sinta muitas vezes sufocado. “Amar é transformar e possuir a cara-metade”, é assim que Escorpião ama. É extremamente insatisfeito a todos os níveis e um ser do estilo 8 ou 80. É de elemento Água, no entanto, esta é uma Água muito diferente dos outros signos. Esta Água é Lava, que chega a consumir estes nativos interiormente.

Sagitário: É tido como o Signo da sorte e da espontaneidade. São bem-humorad@s, divertid@s, joviais e optimistas. Como pertencem ao elemento Fogo, gostam de conquistar no amor. São muitos sociáveis, gostam namoriscar e disparam as suas setas para todas as direcções.
 

Despeço-me com uma poesia extraída do meu livro: «O Que O Meu Coração Diz». Espero que gostem…

Bom Natal e um Feliz 2011!

Beijinhos a tod@s,

Cris Henriques

 
(Clique na imagem para ler melhor a poesia)
 
 

domingo, 15 de agosto de 2010

Palavras

Boa tarde a todas(os)!

Obrigada pelas visitas.
Estamos a meio do Verão e as paixões tornam-se intensas, despertando a nossa líbido... O calor é abrasador e o nosso corpo necessita de sentir o corpo amado, fundir-se, inscrever-se na sua alma e à custa destas necessidades, acabamos por cercar o nosso Amor com o excesso de atenção e cuidados. Acabamos por sofucar sem querer.

Assim, devemos ter cuidado e travar essas acções exageradas, ou arriscamo-nos a que esse amor não prossiga para o Outono terminando no fim do Verão.

Para nos redimirmos desse excesso, o melhor é agirmos naturalmente. Dar espaço ao nosso Amor e deixá-la ser como é. Foi por isso que nos apaixonámos por ela.

Não é verdade?

Estamos a meio do Verão e no final do Signo Leão. As nativas deste signo são criativas, generosas, corajosas, divertidas e namoradeiras. Mas também são independentes, individualistas, excêntricas, egocêntricas, exibicionistas, impulsivas, requintadas, autoritárias, orgulhosas e muito apaixonadas. Possuem um sentido de humor inteligente e gostam de ser elogiadas a todos os níveis. Gostam de conquistar e quando estão em crise, sentem mais necessidade de namorar e aí, tendem a cair na infidelidade em busca de atenção. Precisam sentir-se desejadas, amadas e únicas para a sua cara-metade. Os relacionamentos não devem de cair na rotina nunca e o seu espaço, deve ser respeitado sempre.
Termino com mais um poema do meu livro: O Que O Meu Coração Diz, do Capítulo 1 - Amor e com o título: Palavras.

(Clique na Imagem para poder ler melhor a poesia.)


A foto foi-me cedida e tirada pela Susana Alves, como é habitual, a que eu sempre agradeço do fundo do coração pela sua amizade e paciência de Job. :)

Beijos até breve,

Cris Henriques

Maroon 5 - Back At Your Door

Desde o momento em que as luzes se apagaram

Tudo tinha mudado
Deito acordado num quarto vazio
Na minha cabeça, tudo parece o mesmo

Como o gosto do dia que você partiu
Ainda permanece no meu hálito
E a umidade das lágrimas que deixaram
Aquela mancha onde você tinha chorado

Completamente sozinho com o vestido
Que ainda está jogado na minha cama
Eu sempre penso em me desfazer dele
Mas simplesmente o deixo lá

Não preciso chorar por causa disto
Eu não posso viver sem isto
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Mais três dias até eu ver seu rosto
Receio que seja muito tempo
Cozinho uma refeição e arrumo a casa
Ligo para seu número, desligo

Se eu te subestimei,
Eu peço desculpas por agir de forma dura
Você é minha razão de viver
E de jeito nenhum eu desistirei

Não preciso chorar por causa disto
Eu não posso viver sem isto
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta
Agora toda noite é uma luta amarga
E eu estou comendo sozinho numa 6ª-feira à noite
E eu sei o que seus amigos dizem
"Ele está apenas desperdiçando seu amor e seu tempo"
Eu nunca deixarei você mudar de idéia

Não preciso chorar por causa disto
Eu não posso viver sem isto
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Não preciso chorar por causa disto
Eu posso morrer sem isso
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Por que você faz isto comigo?
Você penetra direto em mim
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

Toda vez eu acabo voltando à sua porta
Toda vez eu acabo voltando à sua porta

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Liberdade

Olá a todos!

Hoje cumprimento e saúdo a quem me visita frequentemente, mas também a quem vem aqui de passagem e já não volta mais. Entendo que a vida é apenas uma passagem, repleta de encontros, desencontros mas também de reencontros. Isto tanto se refere a lugares que se visitam, como a relacionamentos entre pessoas. Por mais que tentemos ser livres e sem nos relacionarmos afectivamente com alguém, acabamos sempre por nos envolvermos. É inevitável, acontece a todos e geralmente até aos mais convictos.

E porquê?

Porque todos nós fomos concebidos para amar e para procriar. No entanto, existe muito boa gente que confunde o Amor com a Posse. Logo que se envolvem com alguém, tentam "agarrar" quem amam. Tentam controlá-la das mais diversas formas, querem saber com quem elas estão, ou com quem estiveram, para onde elas foram e para quê! Isto não é amor, é doença e deriva da insegurança, abrindo a porta para os ciúmes. O resultado de uma relação como esta tende a acabar, pois a pessoa cansa-se e termina tudo. Sente-se sufocada e quer libertar-se para voar.

Claro que quando passamos por uma experiência alucinante em que fomos possuídos inteiramente por alguém, às vezes adquirimos o medo do compromisso e exageramos, tornamo-nos libertinos e andamos a voar de "flor-em-flor" em busca de mel e sedentos de novos sabores... Na minha opinião, amar é libertar quem amamos. Essa pessoa voltará sempre para os nossos braços, mais cedo ou mais tarde porque nós somos o seu porto-seguro.

(Clica na fotografia para ampliar e puderes ler melhor a poesia.)


Este é mais um poema do meu livro de poesia: O Que O Meu Coração Diz, pertence ao Capítulo 1 - Amor e chama-se Liberdade. A fotografia foi-me cedida pela minha amiga minhota Susana Alves que a tirou quando esteve de férias na Suíça. Creio que é perfeita para falar da liberdade. Susana, obrigada pela foto. Como sempre captas o momento certo, mais uma vez o fizeste nesta foto. Quanto à musica elejo Queen - I Want To Break Free, relembrando uma das vozes mais sonantes da música Pop/Rock Freddie Mercury. Adoro esta música, fala de Liberdade.

No entanto, a liberdade de que falo na poesia tem a ver com aquela liberdade de se poder estar em público com a mulher amada sem que sejamos criticadas, mal-faladas, ou julgadas pela sociedade por amarmos alguém do mesmo sexo que nós. Graças a Deus que o casamento foi aprovado, agora falta apenas uma etapa que é termos o direito a adopção.

Este é um assunto actual que gera muita polémica e divergência de opiniões... Os mais "incultos", chamemos-lhes assim para não ferir susceptibilidades -, discordam das nossas capacidades para educarmos crianças e incutir-lhes valores, valores estes que nos foram transmitidos pelos nossos pais que são heterossexuais e regem a nossa sociedade. Dizem que se tivermos direito à adopção as nossas crianças irão copiar e seguir o mesmo modelo de vida optando pelo nosso padrão, tornando-se gays e lésbicas também. Outros ainda, dizem que as crianças precisam de crescer num ambiente estável, tendo pai e mãe para terem os modelos de referência masculino/feminino.

Ora bem, tal como o diz o meu irmão e passo a citá-lo: "As opiniões são como os cús, toda a gente tem um!" - analizando esta questão, eu penso que não será por um casal de lésbicas por exemplo adoptar uma criança, que ela optará por ser gay também, até porque, quando uma criança nasce já tem consciência da sua opção sexual. Eu sempre tive certeza do que sou e do que queria para a minha vida, desde que tive consciência da minha existência e não cresci numa família gay, os meus pais são heterossexuaiis puros. A minha família é tradicional e o meu pai é muito austero.

Em relação a uma criança crescer, ser educada por um pai e por uma mãe para terem o modelo masculino/feminino, não concordo porque nem sempre se faz desse pai ou dessa mãe os nossos modelos, opta-se por um avô, por exemplo, foi assim que eu fiz. Além disso, nem todas as crianças têm a possibilidade de fazer isso, porque por vezes já nascem sem um dos dois pais.

Quanto a crescer-se num lar estável e equilibrado, acho muito difícil e não compreendo o significado desta expressão... O que significa exactamente isto?

Nada é perfeito e nisto inclui-se as famílias. Um lar perfeito, - pondo as opções sexuais de lado, - seria a meu ver: muito amor, paz, alegria, companheirismo, respeito, dialogo, apoio e compreensão entre o casal. Não haveria domínio de um sobre o outro, não haveria violência doméstica, nem agressões verbais.

Onde é que existem lares assim?

Alguém conhece?

Eu não conheço nenhum, mas se alguém tiver conhecimento agradeço que me diga. Gostaria que este tipo de lar existisse. Adoptar uma criança não é uma brincadeira, é uma coisa muito séria e de muita responsabilidade. Não deve ser feito por capricho, ou para submeter alguém a ficar connosco. Isto também serve para quem engravida para prender alguém a si própria, ou para salvarem um casamento. Tal coisa não existe, é uma ilusão que com o tempo se tornará em desilusão e acabará. A finalidade disto é exclusivamente, para a satisfação do seu Ego pessoal. Uma criança deve ser gerada e criada num ambiente onde haja amor. Isto é das coisas mais importantes, só a seguir vem o lado material. Porque com amor tudo se cria, este vence todas as batalhas. Penso que é mais salutar para uma criança crescer num lar homossexual, do que viver em orfanatos e noutras instituições, para serem submetidas a certos senhores tarados para as suas sevícias sexuais.

Lembrem-se de casos como o da Casa Pia. O processo está prestes a prescrever e os culpados voltaram às suas vidas normais, sem terem consciência do mal que fizeram e considerando-se eles próprios umas potênciais vítimas, ainda por cima!!! Provavelmente esses senhores continuam a cometer o horrendo crime de pedófilia...

Pensem nisto!

Despeço-me com um volto já!

Beijos para quem partilhar da minha ópinião e para todas as pessoas que me amam como eu sou, principalmente a minha Mãe. Amo-te muito Mammy. Obrigada por me educares, por seres como és e por seres a minha Mammy.

Cris Henriques

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Teu Nome

Olá amigos e visitantes!


Deixei-vos na Primavera e chegámos ao Verão, finalmente! Digo finalmente, porque é a época sazonal do ano que mais gosto. O solstício de Verão o seu início no dia 21 de Junho, este teve o dia mais longo do ano pois o Sol alcançou o seu ponto mais alto no Céu. A partir deste dia, os dias começam a diminuir e as noites começam a ser mais longas. Com a chegada do Verão, o Sol entrou no Signo Caranguejo, também denominado de Câncer.

Ora bem, quais são as características dos nativos deste Signo?

Caranguejo, ou Câncer têm como astro regente a Lua atribuindo as estas pessoas características lunares e lunáticas nalguns casos, pondo os nervos em franja aos nativos dos outros signos. Caranguejo é um signo muito emocional e maternal, gosta de proteger e de ser protegido. Embora, escolha não revelar que precisa ser protegido pela pessoa amada, pois tem tendência para considerar uma fraqueza a revelação das emoções e da sua sensibilidade. Tem uma natureza muito instável e cíclica, geralmente não conhece o motivo dos seus amuos, mau humor, ou (luas). Quando está nestes períodos de crise, tem tendência por norma culpabilizar sempre os outros das suas frustrações e nalguns casos, faz chantagem emocional. Tal como a Lua, estas pessoas nunca mostram todas as suas faces tendo sempre uma oculta que ninguém conhece. Esta face, pode esconder o seu lado obscuro ocultando um segredo. Porém, possui uma mente muito imaginativa e é um ser com carências afectivas, necessita de muita atenção e é muito ligada na família. O relacionamento com a mãe é muito forte, quer seja no sentido positivo como negativo. A sua sexualidade é exacerbada, sendo considerado um dos melhores amantes do zodíaco.

Estas são apenas algumas características astrais do Signo Caranguejo. No entanto, regressando ao Verão... nesta época, anda-se com a sensibilidade à flor da pele e devido ao calor fica-se com uma sexualidade mais poderosa, para alguns, incontrolável. É por isso que lembro a todos o uso do preservativo, ou da camisinha para os homens e para mulheres que amam mulheres não dispensem o uso das protecções em látex que são encontradas nas farmácias para a prevenção das DST's - Doenças Sexualmente Transmissíveis, isto também serve para o povo heterossexual, é evidente.

Portugal, o meu belo país está de Parabéns! No passado dia 17 de Maio de 2010, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva promulgou a lei da realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Assim sendo Portugal tornou-se no 8º País da Europa a aderir ao casamento homossexual, sendo o 12º País do mundo.

Penso que finalmente, estamos a progredir, a preparar um futuro mais bonito e feliz para o bem de todos. Porque todos nós, nascemos com devido direito. Só assim, as mentalidades mudarão e os preconceitos serão banidos. Só assim, acabarão os ódios. Parece um sonho impossível, sim, mas eu tenho Fé.

Uma curiosidade: No dia 6 de Julho de 2006, escrevi o poema: O Teu Nome. Mal sabia eu, que este seria o princípio de um livro tão apaixonado e romântico que iria escrever: O Que O Meu Coração Diz. Passaram praticamente 4 anos desde o primeiro poema, até à publicação do livro. Assim eu continuo nessa energia bonita que me deixa serena e em Paz, permitindo que continue a escrever e a sonhar.

Este poema: O Teu Nome, pertence ao Capítulo 3 - Paixão que é um capítulo com poemas mais intensos, eróticos. São dedicados a todas as mulheres que amam mulheres, tal como o livro em si.

(Clique na Imagem para ampliar e ler melhor.)


Your Name
(Adaptado e traduzido para Inglês por Wendy e por mim.)

"In this hot afternoon of summer, I'm waiting for you and I miss you...
I imagine your burning lips kissing my mouth,
Going through my body driving me totally crazy...
Hands go up,
Hands go down over me...
What an intense and delicious desire you awake in me...
Which fire is this that consumes me and makes me reborn, such as phoenix being reborn from the ashes?
Is it called love?
Is it called passion?
Is it called madness?
Who cares which name that Wisemen and the poets name it?
It doesn't matter anything, because for me it only has a name: yours."


 

Esta música serve para dar as boas-vindas ao Verão.

Voltem sempre!


Beijos a todas(os),

Cris Henriques


P. S.: Thank you Gi and Wendy for being so paciente with me, and thanks for your help to make a translating of my poem to English. You're good friends that I've got. :)

sábado, 17 de abril de 2010

Meu, Minha

Boa noite a todos os meus amigos, seguidores e visitantes!

Esta semana houve dois assuntos muito polémicos: o TC - Tribunal Constitucional deu luz verde ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o Número 2 do Vaticano falou que a pedófilia não tem a ver com o celibato, mas sim com a Homossexualidade!!!

Ora bem, o nosso Portugal está prestes a dar um grande passo em termos de evolução a nível social legalizando o casamento cívil entre pessoas do mesmo sexo. É claro que muitas pessoas estão contra e reclamam por um referendo, porém e a meu ver, para acabar com o preconceito, muitas vezes é necessário tomar uma atitude radical e implementar uma lei. O engraçado no meio disto tudo é que, os homofóbicos estão a sentir-se ameaçados com medo que a espécie humana fique em vias de extinção por causa da legalização do casamento gay, acusando o governo de não ser democrático!

Fartei-me rir com certos comentários que li acerca destas "cabecinhas fracas"! Então, num país democrático os cidadãos não têm os mesmos direitos?
Se Sim, então a decisão do governo foi acertada. Se Não, então será que os homossexuais só servem para pagar impostos?
Pensem nisto: Nós também temos direito a ter uma vida digna e a sermos felizes. Somos humanos como todas as pessoas e nascemos de pais heterossexuais. A homossexualidade não é uma patologia, mas é sim algo genético tal como, a heterossexualidade é.


Ser homossexual não é fácil e nem nunca foi, muito menos em Portugal, tal como nos é mostrado neste vídeo de uma reportagem realizada pela SIC - Notícias. A assumição perante as pessoas que fazem parte da nossa vida é angustiante, pois o medo da regeição está sempre presente. É como se de pessoas perfeitas, nos tornássemos em seres imperfeitos e até doentes mentais, para aqueles que amamos. Os pais pensam que erraram no modo que nos educaram, os amigos verdadeiros aceitam-nos e apoiam-nos, outros há que se afastam e desligam-se completamente de nós. No entanto, nem tudo é mau. É em momentos como estes que sabemos com quem nós podemos contar pelo resto da nossa vida e vemos quem está ao nosso lado.
A nível profissional, é bastante mais complicado, corremos o sério perigo de sermos despedidos... É verdade que isto é descriminação e que é um crime, mas qual é o patrão que se interessa por isso??
Resposta: nenhum... Há 4 anos atrás soube da história de uma pessoa que resolveu "sair do armário" e assumiu-se, quando se descobriu no emprego a pessoa foi demitida e o mais grave, teve de mudar da sua cidade para outra onde ninguém a conhecesse, porque na sua, não encontrava trabalho devido ao facto de se ter assumido como homossexual e isto aconteceu já em pleno século XXI.
Como é que é possível?!
Sem comentários...

Como se pode ver neste comunicado, o Número 2 do Vaticano veio a público falar dos crimes sexuais cometidos pela Igreja Católica e referiu que estes, nada têm a ver com o voto de celibato e sim, com a homossexualidade e que estudos ciêntíficos comprovam isto.

Ora bem, o que se passa aqui?!
Que palhaçada vem a ser esta?!
Estou indignada com estas afirmações e mais indignada fiquei alguns dias depois, por saber que os padres acusados de pedófilia não só foram perdoados pela igreja, como continuam a exercer o sacerdócio!! Eu sei que perdoar é divino, mas isto não vos parece exagerado? É que nem foram penalizados! Denominam-se como "Homens de Deus", mas a meu ver são "Homens do Diabo"! Não me parece que Deus tenha como seus Ministros pessoas que pratiquem actos de malvadez.
Agora para se livrarem das responsabilidades, a igreja fomenta o Ódio contra os homossexuais e eu, que ingenuamente, acreditei que as perseguições haviam terminado com o desequilibrado do Adolf Hitler... O pior é que ainda existem muitas pessoas que acreditam em tudo o que a igreja diz, não sabem pensar por si próprias e só baixam a cabeça dizendo "Ámem".
Enfim, este é o mundo em que vivemos. Pergunto-me onde estão os humanos, pois pessoas que pensam assim não podem ser humanos. E isto ainda se torna mais assustador, se pensarmos que estas pessoas procriam e incutem estes valores nos seus filhos, afinal as crianças são o futuro e se elas são o futuro, então o preconceito continuará e a desumanização também.
Com este desabafo, não pretendo ofender ninguém. Tenho respeito por todos os seres. Só vos peço um pequeno favor, não julguem a diferença. Amem deixem-nos Amar também, só assim o mundo será um lugar maravilhoso e o planeta sobreviverá a catástrofes naturais.
Façam Amor. Párem a guerra!

Por último e para terminar, despeço-me com mais um poema do meu livro O Que O Meu Coração Diz. Chama-se: «Meu, Minha» e fala de Amor, claro está e encontra-se no Capítulo 3 - Paixão. A fotografia foi-me cedida pela amiga Susana Alves, que tem sensibilidade para a imagem, cor e para o momento que se sente a harmonia. Obrigada por a partilhares comigo.

(Clique na fotografia para a ampliar e puder ler melhor a poesia.)


Aqui fica o vídeo dos Savage Garden - Truely, Madly, Deeply dedicado a todos aqueles que amam verdadeiramente e saibam o que é o Amor, mas também para a minha musa inspiradora: Tu!

Beijos para todos,

Cris Henriques


sábado, 3 de abril de 2010

Observo O Mar

Olá a todos!

Após ter estado ausente, regresso hoje e regressei em força, pois adicionei uma nova página falando um pouco de mim. Espero satisfazer um pouco a curiosidade dos meus seguidores, mas também dos meus visitantes.

Ora bem, amanhã no calendário católico é Domingo de Páscoa, é o dia em que Jesus Cristo ressuscitou e subiu ao Céu, por outras palavras, regressou a casa. Pessoalmente, não ligo a esta data, nem professo nenhuma religião. Porém, tenho a minha e falo com Deus à minha maneira. Ele ouve-me sempre e ajuda-me muito. É um grande amigo, tal como os Espíritos de Luz que habitam a grande abóbada Celeste. Agradeço-lhes pela ajuda e coragem que me prestam sempre que necessito. Geralmente, é um período de provações para mim. Estou mais em reflexão nesta altura buscando respostas para as minhas perguntas, tentado compreender o porquê de certas coisas me acontecerem, principalmente nos assuntos do coração: O Amor - e este ano, não é diferente. Assim, tenho passeado no campo para clarear as ideias. O contacto com a natureza é muito bom para reequilibrarmo-nos psicológicamente, brevemente recomeçarei a meditar para reequilibrar o espírito.

Sei que brevemente verei as minhas respostas respondidas, é somente uma mera questão de tempo. Mas entretanto devo ser paciente e ter esperança, desenvolvendo a Fé e acreditando sempre. No momento certo, verei o meu sonho concretizado e essa será a minha Vitória. Vale a pena esperar!

Para terminar este post, deixo aqui mais um poema do meu livro: O Que O Meu Coração Diz, do Capítulo 3 - Paixão. A foto é de Esposende e foi-me mais uma vez cedida pela Susana Alves, uma grande amiga.

Obrigada pela visita!

Um abraço e beijos para todos,

Cris Henriques.

Páscoa Feliz!


(Clica na foto para a ampliares e leres melhor o poema.)



segunda-feira, 22 de março de 2010

O Que O Meu Coração Te Diz

Olá, a todos os que passeiam por aqui!

Hoje dia 22 de Março de 2010, foi o primeiro dia da Primavera. Ah, que "prima" tão desejada e tão esperada esta! Já estava saudosa dela. :) Depois de um Inverno tão rigoroso, cheio de frio, com intensa chuva, com dias pequenos e noites longas chega a Primavera. Na Primavera, os dias são grandes e soalheiros, é a estação das flores e de novos amores, ou novas paixões. Mas para mim, esta estação é ainda mais que tudo isto; é o começo do novo ano astrológico com entrada do primeiro signo do zodíaco ocidental: Carneiro/Áries.

E o que significa isso?

Carneiro/Áries: representa o começo, o impulso, a acção, o nascimento, a vontade, a conquista e as paixões. É por isso que a Primavera e o signo de Carneiro estão relacionados, são unos.
Deixo-vos com mais uma poesia do meu livro: «O Que O Meu Coração Diz», Capítulo 3 – Paixão. Intitula-se: O Que O Meu Coração Te Diz. Espero que gostem da poesia e da paisagem que a ilustra, mas também do vídeo: Primavera In Antecipo - Laura Pausini & James Blunt.

(Clica na foto para ler melhor a poesia.)






Obrigada pela visita e pelos comentários!

Beijos,

Cris Henriques.

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