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sábado, 18 de setembro de 2010

Amor Grandioso

Olá a tod@s que visitam e lêem os meus escritos!

Antes demais, agradeço as visitas. É sempre agradável perceber que sou apreciada pelo que escrevo. Fico feliz.

Estamos no final do Verão e também no final do signo de Virgem. As pessoas deste signo, geralmente, são empreendedoras no trabalho e dedicam-se muito a este. Têm tendência para se exceder nesta área, pois, são muito perfeccionistas querendo sempre tudo bem feito e seguindo uma determinada ordem. São organizad@s, mesmo que as coisas estejam desarrumadas, el@s sabem onde está tudo. Gostam da rotina, porque esta transmite-lhes a sensação de segurança. No amor, são dedicados e disponíveis. Cobrem de mimos e de atenções quem amam, tentando sempre cuidar da pessoa amada. São possessiv@s e ciument@s quando estão insegur@s com a cara-metade.

Hoje quero partilhar convosco a minha opinião acerca do casamento. Aqui vai…



O CASAMENTO

O que é um Casamento?

No meu modo de ver as coisas existem vários modelos para o casamento. No modelo básico, as pessoas casam-se para poderem ser mais independentes, para deixarem o lar dos pais, sendo um deles, bastante austero. Isto ocorre geralmente com as mulheres. Porém, isto não passa de uma ilusão, ao casar a liberdade é perdida e adquirem-se inúmeras responsabilidades, tais como: pagar a renda de casa, pagar os impostos, etc. A vantagem que encontro é a de ter a pessoa amada perto de nós o resto da nossa vida, “até que a morte nos separe”, como diz o sacerdote. Esta frase tão simples e tão romântica para alguns, sempre teve um impacto assustador dentro de mim. Soava-me como uma condenação, como se fosse um castigo. E tanto é, que desde criança meti na cabeça que não me ia casar com ninguém.

E porquê?

Porque em Portugal, nessa altura não era permitido que pessoas do mesmo sexo se pudessem casar como nos dias de hoje. No entanto, cresci e apaixonei-me algumas vezes. Todas as minhas paixões foram intensas, duradouras e eu pensei sempre que se tratassem de amor. Mas não eram, porque sofria muito, ficando com o orgulho ferido. No Amor não existe o Ego, o Eu. No Amor existe apenas o Nós. Assim, andei enganada até atingir os 30 anos. Porém, até chegar a esta idade foi muito doloroso. Foram desilusões atrás de desilusões, porque vivia à procura de alguém que me amasse do jeito que eu sou. E nessa busca incessante, ela apareceu mas eu não a reconheci logo imediatamente.

Porquê?

Penso que foi por medo, medo de não merecer este presente divino: Ela. Medo da rejeição. Medo de assumir responsabilidades. Medo de não ser o que ela sonhou, desejou, ou quis para si. Medo de não saber protegê-la deste mundo inóspito e de pessoas hostis. Medo. Medo… MEDO! O medo domina-nos e atrasa os nossos sonhos.

No entanto, ela não me desamparou, esteve e está sempre por perto. Sempre. É muito paciente comigo. Tudo muda quando amamos alguém verdadeiramente. Dei-me conta disso quando a conheci e tive esta consciência, novamente, muito recentemente, porque os meus medos desapareceram em relação às responsabilidades no relacionamento. Agora já aceito o que não queria ver. Já aceito novas responsabilidades. Já aceito o Amor e estou preparada para Amar. Estou pronta para me fundir na mulher que o meu Ser escolheu para Amar. Agora já tenho o sonho de casar e de também criar uma família. Criar filh@s, educar, ensinar, mimar e amar. Um dia, a Lei muda e nós vamos poder adoptar crianças, como qualquer casal comum.

Contudo, tal como disse no início, há muitas formas de casamento e eu também encontrei a minha forma. Estar casad@ com quem se ama é viver perto desta pessoa, cuidando, amando, protegendo e apoiando em cada decisão. É ouvi-l@ quando tem algo para nos dizer, é acompanhá-l@ quando el@ assim o deseja respeitando o espaço individual de cada um@ de nós. É partilhar os nossos sonhos, as nossas alegrias e as nossas preocupações. Em suma, é partilhar todos os momentos importantes e mostrar-se presente. É fazermos a nossa mulher sentir-se um ser único, especial, o nosso Todo. E podemos fazer isto, mesmo que não vivamos debaixo do mesmo tecto e estejamos impossibilitad@ disto. É certo que existe uma distância, que pode ser real, ou imaginária. Porém, existe sempre uma maneira de transformarmos o longe em perto e assim, estarmos perto de quem amamos. Uma convivência diária em que exista atenção, respeito, apoio e amor, é uma forma de cumplicidade conjugal e companheirismo. Isto é amor e denomina-se também de casamento, pelo menos no nosso coração e nós sentimos isso, porque não queremos estar com mais ninguém. É tão bom olharmos @ noss@ companheir@ de vida e deixarmo-nos apaixonar por el@ diariamente, continuando tantos anos depois. É tão bom quando @ noss@ companheir@ de vida, nos olha nos olhos e nos revemos no seu olhar tão lindo e tão puro.


(Para leres melhor o poema, clica na foto para a ampliares.)

Poema “Amor Grandioso” do meu livro: O Que O Meu Coração Diz.


Fotografia: Susana Alves.

Música: Nicolaj Grandjean - Heroes and Saints

Abraços e beijos,

Cris Henriques



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Liberdade

Olá a todos!

Hoje cumprimento e saúdo a quem me visita frequentemente, mas também a quem vem aqui de passagem e já não volta mais. Entendo que a vida é apenas uma passagem, repleta de encontros, desencontros mas também de reencontros. Isto tanto se refere a lugares que se visitam, como a relacionamentos entre pessoas. Por mais que tentemos ser livres e sem nos relacionarmos afectivamente com alguém, acabamos sempre por nos envolvermos. É inevitável, acontece a todos e geralmente até aos mais convictos.

E porquê?

Porque todos nós fomos concebidos para amar e para procriar. No entanto, existe muito boa gente que confunde o Amor com a Posse. Logo que se envolvem com alguém, tentam "agarrar" quem amam. Tentam controlá-la das mais diversas formas, querem saber com quem elas estão, ou com quem estiveram, para onde elas foram e para quê! Isto não é amor, é doença e deriva da insegurança, abrindo a porta para os ciúmes. O resultado de uma relação como esta tende a acabar, pois a pessoa cansa-se e termina tudo. Sente-se sufocada e quer libertar-se para voar.

Claro que quando passamos por uma experiência alucinante em que fomos possuídos inteiramente por alguém, às vezes adquirimos o medo do compromisso e exageramos, tornamo-nos libertinos e andamos a voar de "flor-em-flor" em busca de mel e sedentos de novos sabores... Na minha opinião, amar é libertar quem amamos. Essa pessoa voltará sempre para os nossos braços, mais cedo ou mais tarde porque nós somos o seu porto-seguro.

(Clica na fotografia para ampliar e puderes ler melhor a poesia.)


Este é mais um poema do meu livro de poesia: O Que O Meu Coração Diz, pertence ao Capítulo 1 - Amor e chama-se Liberdade. A fotografia foi-me cedida pela minha amiga minhota Susana Alves que a tirou quando esteve de férias na Suíça. Creio que é perfeita para falar da liberdade. Susana, obrigada pela foto. Como sempre captas o momento certo, mais uma vez o fizeste nesta foto. Quanto à musica elejo Queen - I Want To Break Free, relembrando uma das vozes mais sonantes da música Pop/Rock Freddie Mercury. Adoro esta música, fala de Liberdade.

No entanto, a liberdade de que falo na poesia tem a ver com aquela liberdade de se poder estar em público com a mulher amada sem que sejamos criticadas, mal-faladas, ou julgadas pela sociedade por amarmos alguém do mesmo sexo que nós. Graças a Deus que o casamento foi aprovado, agora falta apenas uma etapa que é termos o direito a adopção.

Este é um assunto actual que gera muita polémica e divergência de opiniões... Os mais "incultos", chamemos-lhes assim para não ferir susceptibilidades -, discordam das nossas capacidades para educarmos crianças e incutir-lhes valores, valores estes que nos foram transmitidos pelos nossos pais que são heterossexuais e regem a nossa sociedade. Dizem que se tivermos direito à adopção as nossas crianças irão copiar e seguir o mesmo modelo de vida optando pelo nosso padrão, tornando-se gays e lésbicas também. Outros ainda, dizem que as crianças precisam de crescer num ambiente estável, tendo pai e mãe para terem os modelos de referência masculino/feminino.

Ora bem, tal como o diz o meu irmão e passo a citá-lo: "As opiniões são como os cús, toda a gente tem um!" - analizando esta questão, eu penso que não será por um casal de lésbicas por exemplo adoptar uma criança, que ela optará por ser gay também, até porque, quando uma criança nasce já tem consciência da sua opção sexual. Eu sempre tive certeza do que sou e do que queria para a minha vida, desde que tive consciência da minha existência e não cresci numa família gay, os meus pais são heterossexuaiis puros. A minha família é tradicional e o meu pai é muito austero.

Em relação a uma criança crescer, ser educada por um pai e por uma mãe para terem o modelo masculino/feminino, não concordo porque nem sempre se faz desse pai ou dessa mãe os nossos modelos, opta-se por um avô, por exemplo, foi assim que eu fiz. Além disso, nem todas as crianças têm a possibilidade de fazer isso, porque por vezes já nascem sem um dos dois pais.

Quanto a crescer-se num lar estável e equilibrado, acho muito difícil e não compreendo o significado desta expressão... O que significa exactamente isto?

Nada é perfeito e nisto inclui-se as famílias. Um lar perfeito, - pondo as opções sexuais de lado, - seria a meu ver: muito amor, paz, alegria, companheirismo, respeito, dialogo, apoio e compreensão entre o casal. Não haveria domínio de um sobre o outro, não haveria violência doméstica, nem agressões verbais.

Onde é que existem lares assim?

Alguém conhece?

Eu não conheço nenhum, mas se alguém tiver conhecimento agradeço que me diga. Gostaria que este tipo de lar existisse. Adoptar uma criança não é uma brincadeira, é uma coisa muito séria e de muita responsabilidade. Não deve ser feito por capricho, ou para submeter alguém a ficar connosco. Isto também serve para quem engravida para prender alguém a si própria, ou para salvarem um casamento. Tal coisa não existe, é uma ilusão que com o tempo se tornará em desilusão e acabará. A finalidade disto é exclusivamente, para a satisfação do seu Ego pessoal. Uma criança deve ser gerada e criada num ambiente onde haja amor. Isto é das coisas mais importantes, só a seguir vem o lado material. Porque com amor tudo se cria, este vence todas as batalhas. Penso que é mais salutar para uma criança crescer num lar homossexual, do que viver em orfanatos e noutras instituições, para serem submetidas a certos senhores tarados para as suas sevícias sexuais.

Lembrem-se de casos como o da Casa Pia. O processo está prestes a prescrever e os culpados voltaram às suas vidas normais, sem terem consciência do mal que fizeram e considerando-se eles próprios umas potênciais vítimas, ainda por cima!!! Provavelmente esses senhores continuam a cometer o horrendo crime de pedófilia...

Pensem nisto!

Despeço-me com um volto já!

Beijos para quem partilhar da minha ópinião e para todas as pessoas que me amam como eu sou, principalmente a minha Mãe. Amo-te muito Mammy. Obrigada por me educares, por seres como és e por seres a minha Mammy.

Cris Henriques

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