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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Junho

DSC_0031

Estava calor naquela tarde
Despedia-se a primavera,
Apareceste com intensidade
Acabando com minha espera.
 
 
Árvores cheias de flores
Era o final do mês de Junho,
Despertaste-me o amor
Falando-me num murmúrio.
 
 
Sentimentos tão profundos
Há muito adormecidos,
Acordados em segundos
Com teus beijos atrevidos.
 
 
Ardendo de desejos,
Delirando de prazer…
Anseio por teus beijos
Tocando no meu ser.
 
 
Exploro tua pele nua
Com minhas mãos e boca,
Conduzo-te até à lua
De paixão tu ardes louca.
 
 
Embriagadas pela paixão
Nossos corpos se fundem
Tremendo com emoção
Repousamos numa nuvem.
 
Cris Henriques

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Encontro Apaixonado

encontro apaixonado, poesia, amor
Imagem do Tumblr

“Um encontro apaixonado,
Bastante estimulante…
Com teu beijo molhado,
Deixas-me estonteante…


Meu coração palpitante,
Salta com o beijo teu…
Teu olhar penetrante,
Cruza-se com o meu…


Tua pele eriçada,
Reage ao meu tocar…
Suspiras excitada,
Ansiando me tomar…


Tomo-te com loucura,
Exaltando tua emoção…
Sacio-te com doçura,
Tremes de paixão.”

Cris Henriques

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Como Num Sonho…

paixão
Imagem aqui.

“Com num sonho me apareces
Abraças-me, beijas-me com desejo
Meu corpo todo estremece
Com o doce dos teus beijos…

Tuas carícias queimam
Entrego-me com paixão
Tuas mãos me tacteiam
Perco-me na emoção.

Minha dama, meu Amor
Pareces estar aqui
Nossa cama tem o odor
Desse corpo saciado em mim”


Cris Henriques

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Naquela Tarde Quente


Imagem veio daqui.

“Naquela tarde quente
Chegaste decidida
Beijaste-me ardentemente
Deixando-me rendida.


Trazendo o fogo no olhar
Controlaste a situação
Fiquei com falta d’ar
Sentindo tua paixão.


Tremendo de desejo
Teu corpo roçando em mim
Perco-me com teus beijos
Desfaleço de amor por ti.


Saboreando mil sabores
Encontro meu rumo em ti
Levo-te para a ilha dos amores
Sacio teu desejo em mim.


Depois do prazer imenso
Namoramos com doçura
Repousamos num doce momento
Abraçadas com ternura.”


Do livro: O Que O Meu Coração Diz

Cris Henriques

sábado, 6 de outubro de 2012

Malmequer

Foto0287

“Esse corpo de mulher,
É a minha perdição.
És o meu malmequer,
Perfumando meu coração.


Mal-me-quer, bem-me-quer…
Desfolho a flor, então.
Exaltando o teu ser,
Com a minha paixão.


Como a abelha recolhe mel,
Preenches-me com teu amor.
Pintando este meu céu,
Com todas as tuas cores.


Esta natural doçura
Que já nasceu contigo,
Envolve-me na loucura
Ao fazeres amor comigo.


«Faz amor comigo,
Ama-me intensamente!»
Segredas-me ao ouvido
Desejando-me ardentemente.”

Cris Henriques



Frases

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Por Amor – 6ª Parte

Imagem aqui.

Alberto, assim se chamava o comerciante, compreendeu a situação e o porquê do roubo. A seguir, ofereceu trabalho a Dani e ela aceitou. Começaria no dia seguinte às 14h e sairia às 20h da noite. Disse-lhe:

─ É errado roubar, mas quando há crianças com fome é compreensível. Vai para casa e não te esqueças de estar aqui amanhã às 14h00, ouviste?

─ Ouvi sim, Sr. Alberto. Muito obrigada, serei pontual!

Dani saiu do supermercado sorridente e dirigiu-se à praia, que estava deserta àquela hora. Era noite e o céu estava iluminado de estrelas, no entanto não havia Lua, ou melhor, era Lua Nova. Não gostava dessa fase da Lua, porque nesta fase costumava ocorrer problemas… Intrigas, mistérios… Porém, ela hoje estava feliz e sentia-se abençoada. Entrou no mar, vestida e mergulhou, para se molhar por inteiro. A água estava gelada, mas Dani sabia que deveria agradecer a graça recebida e assim o fez, ao sair do mar ajoelhou-se à beira-mar, benzeu-se e seguidamente rezou olhando para a primeira estrela que avistou no céu, mas uma nuvem cobriu essa estrela… Isto não era um bom presságio, Dani, sabia-o, mas agradeceu mesmo assim.

Meia hora depois foi para casa e ao chegar, abraçou a mulher e beijou a filha que dormia. Contou a Sofia tudo o que tinha acontecido, ela abraçou-a e disse:

─ Amo-te, Daniela Lopes. Orgulho-me de ti, Amor.

─ Agora vai correr tudo bem, Amor.

─ Vai sim.

E beijaram-se ternamente. Abraçaram-se e desse abraço, desse longo beijo, o desejo renasceu. Sofia tirou as roupas molhadas da esposa, começando por lhe desabotoar os botões da camisa e a cada botão que abria, beijava-lhe o peito nu. Dani gemia baixinho, pois o prazer que sentia quando Sofia tomava a iniciativa de a possuir, era imensa. Sofia atirou a mulher para cima da cama e tirou-lhe as calças, beijando-lhe o ventre e todo o resto do corpo, até que Dani teve um orgasmo múltiplo intensíssimo…

Fizeram amor praticamente toda noite e adormeceram enroscadas uma na outra, às 3h45 o telemóvel de Sofia toca para ela ir trabalhar. Estava na hora e apesar de estar a dormir à 1h00 levantou-se, vestiu-se e lá foi. Escreveu no ecrã do telemóvel da sua amada a seguinte mensagem:

“Bom dia, meu Amor!

Fui trabalhar. Volto à hora de almoço.

Tu és fantástica! Estou de rastos, precisava dormir mais umas horas. Sorriso

Amo-te.

Beijos da tua esposa,

Sofia.

P. S. – Saudades tuas! Sorriso

O dia amanheceu soalheiro e ao acordar, Dani, pegou no telemóvel para lhe pôr som, pois podiam ligar-lhe e se estivesse sem som, não o ouviria tocar. Mal lhe pegou, viu a mensagem que o seu Amor lhe tinha deixado escrita. Ao lê-la, sorriu com uma expressão matreira.

Tratou de Leninha e despachou-se para ir trabalhar. Estava animada e optimista, acreditando que a sua sorte estava a mudar e que dali em diante, a vida lhe sorriria. Limpou a casa, para Sofia poder descansar e dormir um pouco também, afinal, a noite passada tinha sido de arromba!

Entretanto, na lota as coisas corriam bem. O peixe estava a vender-se e Sofia não tinha realmente mãos a medir. Às 13h30 regressou a casa com um passo apressado, porque estava na hora de Dani ir trabalhar e Leninha não podia ficar sozinha. Ao chegar, Dani abraçou-a, beijou-a e despediu-se até à noite.

Nesse dia, Sofia aproveitou para descansar e para cuidar da menina. À noite, preparou um jantar romântico para a sua amada. As noites eram para namorar e para desfrutarem da companhia uma da outra.

Estava tudo em harmonia e do Rui Melo, nem sinal. Não havia discussões, não havia desconfianças, nem ciúmes. Estava tudo tranquilo, até mesmo com relação ao dinheiro. Sofia recebia ao dia e isto, dava para pôr comida na mesa, além do mais a D. Rosalinda dava-lhe sempre peixe que sobrava da venda.

Quanto a Dani, recebia à semana e aos fins-de-semana, o Sr. Alberto pagava-lhe o dobro. Tinha sido isto que ficara acordado entre ambos e quando a validade dos produtos estava a terminar, Alberto Lobo dava esses mesmos produtos a Dani. Ele era uma boa pessoa e gostava de ajudar os mais necessitados. Tinha o hábito de dizer que fazer caridade, não era “fornecer” as ditas instituições que diziam ajudar pessoas carenciadas. Para se ajudar pessoas carenciadas bastava olhar a quem estava ao seu redor, dando trabalho para essas pessoas subsistirem, ou dando alguns alimentos. Para ajudar, bastava querer.

Alberto, não era um empresário e não tinha dinheiro por aí além. Mas tinha um bom coração e uma grande riqueza interior. Aos 72 anos vivia sozinho, nunca tinha casado e também não tinha filhos. Porém, nunca se esquecera do seu amor quando tinha 20 anos, mas esse era um assunto que ele se recusava a falar. O povo contava duas versões diferentes da história. Numa delas, a mulher pela qual Alberto se enamora era casada e ele era seu amante e, num dia o marido tinha chegado mais cedo a casa e os surpreendera juntos na cama. E que a partir desse dia, ele nunca mais tinha querido ter outra mulher.

Noutra versão, Alberto apaixonara-se por uma mulher que o havia deixado e tinha-o trocado por outro homem com mais dinheiro que ele. A verdade é que ninguém sabia dizer ao certo o que tinha acontecido e também talvez nunca se viesse a saber, pois ele não falava no passado.

Alguns dias mais tarde, Rui apareceu na lota. Ao vê-lo, Sofia sentiu-se nervosa e ficou mais nervosa ainda, quando o viu tratar a D. Rosalinda por “Mãe”. Então, ela era mãe dele… Estava explicado porque ele ia muito à lota, a mãe trabalhava lá. Rui viu-a imediatamente e sorriu-lhe, ela fingiu que não o tinha visto e continuou a arranjar os carapaus para uma freguesa. Ele percebeu que ela o estava a ignorar e depois de a mãe lhe dar o dinheiro que ele pedira, Rosalinda foi com ele até à banca onde estava Sofia.

─ Sofia, quero apresentar-lhe uma pessoa. Este é o Rui, o meu filho.

─ Nós já nos conhecemos, o seu filho é o senhorio da casa onde estou. Bom dia, Sr. Melo. ─ Disse enfrentando-o.

─ Verdade? Que interessante, não sabia!

─ Pois é, é verdade, Mãe. Olá, Sofia! Esquece isso do Sr. Melo, trata-me por Rui como toda a gente. Estás cada dia mais bonita… ─ disse olhando-a de alto abaixo.

─ O meu filho, é um verdadeiro cavalheiro, muito galanteador e educado com as moças. Especialmente, quando está interessado em alguma moça. ─ Disse Rosalinda com orgulho.

─ Pois é, mas sou uma mulher casada e… Ups, já são horas de ir para casa… ─ disse Sofia olhando para o relógio, ─ …Já estou é quase atrasada e a minha mulher está à minha espera para ir trabalhar. Portanto, D. Rosalinda, vemo-nos amanhã.

─ Ai, filha desculpa. Vou arranjar as tuas coisas e o Rui leva-te a casa no carro. Espera um bocadinho, é só mais uns minutos. Ainda são 13h22.

─ Não é preciso, D. Rosalinda. Eu vou a pé. Obrigada, na mesma.

─ Disparate, filha. Vá, toma lá o saco e até amanhã. Rui, leva a Sofia a casa.

─ Está bem, vamos Sofia, eu levo-te. Até logo, Mãe.

─ Adeus, meninos.

E lá o Rui levou Sofia até a casa. Ela não tinha tido alternativa, bem que resistira mas não teve qualquer hipótese.

─ Que bom que estás na lota, assim vamos ver-nos mais vezes e conhecer-nos melhor!

Sofia manteve-se em silêncio. Não queria conversar com ele, estava preocupada com Dani e com Leninha, mas também com a reacção dela ao vê-la chegar com Rui, de carro. “Vai ser, lindo…”, pensou.

─ Então? Não dizes nada, Amor? ─ Pergunta Rui para a provocar.

─ Não me chame de “Amor”. O meu Amor é a minha mulher, a Dani.

─ Que disparate, “minha mulher”! ─ Exclamou ele escarnecendo do que ela tinha dito, ─ Falta-te é conheceres um homem a sério… ─ e dizendo isto, passa a mão pela perna dela.

Sofia, empurra-lhe a mão com força e sai do carro em andamento, tropeçando mas correndo em direcção a casa. Nesse momento, Rui trava o carro e grita, pondo a cabeça de fora da janela:

─ ÉS LOUCA OU QUÊ?! ANDA CÁ!

As lágrimas caiam-lhe pelo rosto abaixo e ao virar a esquina, ainda o ouviu gritar: “─ EU SEI ONDE MORAS!!”. Entrou em casa e encontrou Dani, a deitar Leninha. Sofia limpa imediatamente a cara para a sua amada não perceber que algo tinha acontecido e para disfarçar o nervoso, começou a falar:

─ Olá, Amor! Vim a correr, hoje atrasei-me porque a D. Rosalinda teve que ir ao médico… ─ Mentiu. Mas não era totalmente mentira, realmente Rosalinda tinha tido uma consulta nessa mesma manhã, só que o atraso havia acontecido por causa de Rui ter aparecido.

─ Ok, tudo bem. Eu vou indo, estás bem, Amor? É que não pareces… ─ Disse Dani, notando que havia alguma coisa que não estava bem.

─ Estou, estou Amor. Só estou cansada por vir a correr. ─ Disse sorrindo.

─ Ok, então, até logo. Tenho de ir. ─ E dizendo estas palavras, despediu-se da mulher com um beijo e saiu.

Sofia, sentou-se na cadeira pensativa, pois sabia que as coisas iam piorar. Ele iria tentar novamente… Não sabia como fazer as coisas, se deveria contar à esposa o que acontecera, ou não. Contar-lhe, implicaria fazê-la voltar atrás no tempo e lembrá-la da violação… Para não lhe contar, também não estava correcto, porque eram um casal e partilhavam tudo. Não podia contar à D. Rosalinda, ela não iria acreditar em toda aquela história… Nesse caso, o que fazer então?

Precisava de pensar muito bem e decidir, mas não agora porque estava cansada e ao deitar-se no sofá, adormeceu. O cansaço fora mais forte.

Dormiu até a Leninha acordar perto das 18h00! Grande sesta que elas dormiram! Mas foi bom, porque permitiu que Sofia descansasse e ao acordar, via a questão com outros olhos. Por enquanto, ia deixar as coisas como estavam e se ele voltasse a tentar mais alguma, contaria à esposa e resolveriam as coisas juntas.

Então, não pensou mais nisso. Após tratar da menina, fez o jantar e tomou um banho relaxante. Quando Dani chegou do trabalho, encontrou-a no duche. Despiu-se e ao chegar perto dela, perguntou:

─ Há lugar para mais uma?

Sofia, abraçou-a e as duas raparigas beijaram-se apaixonadamente. Os seus corpos iniciaram uma dança sensual, quente, que as transportou para um orgasmo intenso e em simultâneo.

Na manhã seguinte, aconteceu algo que Sofia não esperava. Ao caminhar pelas ruas até à lota, um carro começou a andar ao seu lado devagar e a janela abriu-se automaticamente. Sofia não conhecia aquele carro.

─ Olá, bom dia ou será boa noite?

Era o Rui. Sofia não lhe respondeu e continuou a andar em silêncio, olhando em frente.

─ Ainda estás chateada?

Novo silêncio, a caminhada e o olhar fixo em frente manteve-se. Sofia, começava a ficar nervosa. Não valia a pena correr, ele estava conduzir o carro e apanhá-la-ia num ápice.

─ Vá, não sejas casmurra. Entra, eu dou-te boleia até à lota. Prometo comportar-me…

Sofia, manteve a sua caminhada e continuou a ignorá-lo. Rui continuou a insistir, mas ela mantinha-se impávida e serena. Até que chegaram a uma rua deserta sem iluminação, não havia casas nem nada ali. Aquele lugar era descampado e o nervoso de Sofia aumentava, Rui começou a perder a paciência. Então, acelerou o carro e parou na frente dela. Ela gritou e tentou correr para fora do seu alcance. Porém, ele estava em boa forma e agarrou-a pelo cabelo longo.

─ Onde pensas que vais, hã?

Desorientada Sofia, gritou e voltou-se para ele para se soltar. Mas nesse momento ele agarrou-a, atirando-a ao chão, caindo sobre ela. Ele era pesado e musculado, o seu peso mobilizava-lhe as pernas e ela não conseguia mexer-se.

─ Desta vez não me escapas, vais ser minha!

Então, vendo-se encurralada, Sofia pensou rápido e agiu instintivamente. Beijou-o na boca e quando sentiu que podia mexer as penas novamente, deu-lhe uma joelhada com força nos testículos. Rui gemeu e largou-a imediatamente.

─ Ahhh, puta! Vais pagar caro por isto… Ahhh, ─ e ficou deitado no chão contorcendo-se com a dor.

Sofia correu até à lota o mais depressa que conseguiu e ao chegar lá, com as roupas amarrotadas, sujas de areia e com a maquilhagem por retocar, Rosalinda deitou as mãos à cabeça e exclamou:

─ Santo Deus! Que te aconteceu, filha?

─ Fui assaltada quando vinha no caminho para aqui… ─ Respondeu Sofia.
─ Isto cada vez está pior! É só ladroagem, ninguém está seguro aqui. Estás bem, filha?

─ Estou, D. Rosalinda. Consegui defender-me lutando e fugi.

─ Bem, antes assim. Vai-te lavar, filha e arranja as roupas.

─ Obrigada, D. Rosalinda. Já volto, então.

Sofia, foi à casa de banho e ao chegar lá, chorou. Chorou muito porque sabia que a harmonia que sentira há dias, terminara. O sossego definitivamente, acabara…

Continua…

Cris Henriques




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Se Os Meus Olhos Falassem

Paixão

“Se os meus olhos falassem
Segredavam-te ao ouvido,
Palavras que te mostrassem
Como meu amor é sentido.

Minhas asas se abriam
Prosseguia numa viagem,
Com teus beijos me cobriam
Tua boca tão selvagem.

Teus braços me abraçavam
Teu corpo me recebia,
Nossas línguas se entrelaçavam
Nossas almas se uniam.”

Do livro: O Que O Meu Coração Diz

Cris Henriques

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Por Amor – 5ª Parte

Imagem aqui.

Os ciúmes enlouqueciam-na. Até que, subitamente sentiu um beijo na boca. Um beijo de uns lábios muito doces, ternos que lhe eram familiares. Era Sofia. Dani correspondeu ao beijo de forma intensa, deixando que ela tomasse as rédeas daquele momento de amor, de paixão. Sofia vinha ávida de desejo, os seus beijos tornaram-se ardentes e acenderam o fogo existente nos seus corpos. Os beijos trocados entre as duas eram de tirar o fôlego.

Sofia e Dani, arrancaram as roupas uma da outra e fizeram amor de uma forma extremamente intensa, apaixonada, consumindo-se naquele fogo intenso que sentiam e como só dois seres que se amam verdadeiramente podem fazer.

No fim e exausta, Dani observou Sofia adormecida no seu peito. Era uma mulher linda, tinha cabelos negros, longos e ondulados, pareciam seda ao deslisá-los pelo seu corpo. A pele era muito branca, não tinha aquele tom de pele morena que escurecia ao sol, mas tinha um sinal em forma de meia-lua num dos seios. Tinha um corpo muito atraente com belas formas femininas, onde Dani se perdia e encontrava nas suas curvas. Morria de ciúmes quando via Rui a falar com ela. Ele era o Senhorio e portanto, era muito natural encontrá-los de vez em quando a conversarem.

Algumas horas mais tarde, Sofia acordou e viu que Dani estava acordada e, rabiscava qualquer coisa no bloco com a esferográfica.

─ Olá! ─ Disse meio ensonada. ─ Que estás a fazer?

─ Nada de especial, ─ disse sorrindo.

─ Mostra!

─ Ainda não… ─ e piscou-lhe o olho, ─ não está pronto.

Sofia estava curiosa e queria ver, então ergueu-se sobre os ombros e precipitou-se para beijar a sua amada. Ela cedeu e Sofia roubou-lhe o bloco e riu-se.

─ Sofia, assim não vale! Não está acabado…

─ Tola! Parecias um gajo agora! ─ Disse rindo e levantou-se para ver o que Dani tinha rabiscado na folha.

─ Porquê? Porque dizes isso?!

─ Porque com a minha sedução beijei-te só para te roubar o desenho e tu nem desconfiaste de nada! Isso é uma actitude típica de homem! ─ e dizendo estas palavras riu-se, Dani fez-lhe uma careta e deitou-lhe a língua de fora, amuada.

Sofia avançou até à janela do quarto e viu o que estava rabiscado na folha do bloco. Os seus olhos encheram-se de lágrimas devido à emoção. Era um desenho dela a dormir minutos antes. Apesar de ser apenas um esboço feito a esferográfica, estava muito parecido com ela.

─ Desculpa, Amor, eu faço outro depois que esse não está bom… ─ Murmurou Dani a pensar que Sofia estava a chorar por não ter gostado.

─ Não, não é nada disso. Está lindo, Amor. Estou apenas emocionada com a beleza do esboço. Está perfeito! ─ Exclamou abraçando-a. ─ Devias mostrar a alguém, porque está realmente muito bom.

─ Ó, Amor que exagero! É só um esboço e feito com esferográfica, não está nada de especial. Não está tão bom assim. ─ Disse abraçando-a novamente e beijando-a.

─ Amo-te.

─ Eu também te amo muito, Amor.

─ Amor, vem cá e senta-te aqui ─ disse Sofia sentando-se na cama e acariciou a colcha indicando-lhe onde se sentar.

─ Ok, está tudo bem?

─ Sim, está Amor. Só que preciso falar contigo, já devia tê-lo feito quando cheguei mas depois fizemos amor e ainda não tinha tido oportunidade de te falar.

─ O que se passa?

─ É o seguinte: Amor, tenho uma novidade! ─ Disse Sofia excitada.

─ Então? ─ Perguntou Dani expectante por boas notícias.

─ Arranjei trabalho por uns dias e estou a receber também. Não é muito, mas é melhor que nada.

─ Fixe! ─ Exclamou feliz e abraçou-a. ─ E onde é? O que é para fazeres? Perguntaste se também havia para mim?

─ É na lota, na banca da venda do peixe.

Dani suspirou chateada, assim ela iria ver o Rui com mais frequência... Ele ia muito lá.

─ Por favor, não te zangues comigo. Eu vou só ficar a ajudar a D. Rosalinda a vender e a amanhar o peixe. Ela cortou-se hoje e eu ofereci-me para ajudá-la, no fim ela disse para eu aparecer amanhã, deu-me algum dinheiro e também me deu peixe para o nosso almoço. Ela gostou de mim! ─ Disse Sofia feliz.

─ Sim, ok. ─ Respondeu Dani secamente.

─ Porque estás assim? Diz-me de uma vez o que se passa, porque não estou a compreender porque ficaste de mau humor agora.

─ Ai, não? Ok, Sofia, eu digo-te. 1° disse para não ires procurar trabalho na lota e tu foste; 2° Vais ver o Rui enquanto lá estiveres, porque ele todos os dias vai à lota.

─ Não vai nada todos os dias. Enquanto lá estive hoje, nunca o vi! Ele não apareceu.

─ Oh, se calhar tinha lá ido de manhã mais cedo!

─ Não sei, mas também não interessa. Eu não quero nada com ele. Eu estou lá para arranjar dinheiro para podermos subsistir. Quero lá saber dele!

─ Não gosto dele! Ele olha-te com olhar ordinário, com um olhar de quem te quer comer...

─ Pára Dani, pára! Já chega! Tivemos esta conversa no outro dia. Pára! Estás a ficar demasiado ciumenta e isso não é bom para nós. Tens de esquecer isso e já! Tens de confiar em mim.

Os ciúmes de Dani revelavam falta de confiança e insegurança, ela estava com uma autoestima muito baixa.

─ Tenho medo que deixes de me amar... e me troques por outra pessoa...

─ Isso não vai acontecer, amo-te. Confia em mim.

─ Eu confio em ti, mas nele não.

Após o almoço, Dani dirigiu-se ao supermercado onde tinha roubado o leite para Leninha. É certo que não ia devolver o que tinha roubado, pois o leite já fora consumido. Ela queria pagar para reparar o erro, este pesava-lhe na consciência.

Estava nervosa e com receio de que o dono do supermercado pudesse chamar a polícia, Sofia advertiu-a para não fazer isso porque também ela receava que as autoridades a prendessem e tentou impedir que ela fosse lá. Discutiram e Dani saiu de casa batendo com a porta. Segundos depois ouviu Leninha chorar. Naquele momento as três choravam. Sofia e Dani choravam por receio de que Dani fosse presa e, Leninha chorava porque tinha acordado com o barulho e assustara-se.

De repente, parou antes de entrar e reflectiu alguns momentos. Estava nervosa, aquilo podia mesmo correr mal. Porém, ela já estava à porta do estabelecimento e não voltou atrás. Inspirou fundo e olhando para o céu, benzeu-se e isto deu-lhe coragem.

─ Seja o que Deus quiser… ─ Murmurou baixando a cabeça. Assim, entrou dentro da loja e decidida foi falar com o senhor que estava a atender ao balcão. Disse-lhe porque estava ali e contou-lhe o que se tinha passado, no fim, pousou o dinheiro e pediu perdão mostrando seu profundo arrependimento.

Continua…

Cris Henriques



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Tuas Mãos

hands
Imagem daqui.

“Nesta noite quente
Estrelas brilham triunfantes
Lembranças invadem minha mente
Desse teu corpo vibrante.


Essas tuas mãos macias
Acariciam-me a pele suave
Abrem o portal da magia
Com tamanha intensidade.


Mãos atrevidas que sabem o que fazer
Percorrem meu corpo que sempre foi seu
Deixam-me rendida com imenso prazer
Prendendo-me em ti, nesse fogo teu.


Nossos corpos enroscados
Vibrando de paixão
Transpiram entusiasmados
No calor da emoção.


No auge desta aventura
Entregamo-nos ao prazer
Beijas-me com loucura
Exaltando o meu ser.”

Do livro: O Que O Meu Coração Diz

Cris Henriques

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