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sábado, 4 de janeiro de 2014

terça-feira, 31 de julho de 2012

Ensina-me…




“Ensina-me o verbo amar,
Com um doce beijo teu…
Nas profundezas do mar,
Esconde-se o jeito meu.


Ensina-me a sentir-te,
Numa gota de chuva…
Teu sorriso a seduzir-me,
Iluminado pela lua.


Ensina-me a suportar,
Esta ausência de ti…
Como te quero abraçar,
Ter-te perto de mim…


Ensina-me a viver,
Quando estiveres aqui…
P’ra poder sobreviver,
Quando estou longe de ti…


Ensina-me a sorrir,
Quando estou chorar…
Só tu me fazes feliz,
Basta a luz do teu olhar.


Ensina-me a entrar,
Dentro do teu coração…
Contigo quero acordar,
Adormecer com emoção.


Ensina-me a alcançar-te,
Com paciência e amor…
P’ra que possa esperar-te,
Com todo o meu vigor.


Ensina-me a voar,
Nas asas do cupido…
Tenho pressa de chegar,
Quero tanto estar contigo.


Ensina-me a compreender,
Este fogo que arde em mim…
Nos teus braços vou renascer,
Com tuas carícias sem fim.”


Cris Henriques


Preciso de ti

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Gaivota e o Gato - Uma História Para Reflectir

Imagem aqui.

A gaivota voava por cima de uma praia, quando viu um gato, e imediatamente apaixonou-se por ele. Desceu dos céus, e perguntou:

─ Onde estão as tuas asas?

Como cada bicho fala apenas a sua própria língua, o gato não entendeu o que ela dizia, mas notou que o ser à sua frente tinha duas coisas estranhas a sair do seu corpo.

─ Deve sofrer alguma doença. ─ pensou o gato.

A gaivota percebeu que o seu novo amado a olhava fixamente:

─ Pobrezinho! Foi atacado por monstros, que o deixaram surdo e lhe roubaram as asas.

Compadecida, pegou-o com o seu bico, e levou-o para passear nas alturas.

─ Pelo menos, ficamos juntos algum tempo – pensou a gaivota, enquanto voavam.

E o gato apaixonou-se por aquela criatura mágica, que lhe permitia ir além dos seus sonhos.

Mas como não conseguiu – por mais que tentasse – demonstrar o seu amor, a gaivota deixou o gato no chão, e partiu em busca de alguém que a compreendesse melhor.

Durante alguns meses, o gato, tornou-se uma criatura profundamente infeliz, tinha conhecido as alturas, visto o mundo vasto e belo, e encontrado uma companheira.

Mas com o passar do tempo, voltou a se acostumar com o que era, concluiu que não tinha nascido para ir tão longe nos seus sonhos, e nunca mais desejou que algo de bom lhe acontecesse na vida, pois isso fazia-o sofrer muito.
Autor: Desconhecido

Imagem aqui.

Moral da história:

Muitos romances terminam assim, falta de diálogo e necessidade de compreensão. Se têm um amor, conversem, ouçam e tentem compreender o que o outro sente.
Nao desistam dos vossos sonhos de amor, porque ao desistirem do amor e do sonho, desistem da vossa vida e da vossa felicidade.

Abraços,
Cris Henriques

terça-feira, 15 de maio de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mini Manual do Amor

Imagem aqui.


Desde o berço tenho aprendido muita coisa, das mais simples às mais difíceis e confusas. São estas coisas chamam-se também lições para a vida, ou lições de vida. As lições de vida são-nos facultadas através do nosso ambiente familiar, mais concretamente, através dos nossos progenitores segundo os seus conhecimentos e experiências de vida.

Há medida que crescemos, vamos fazendo escolhas, vivendo as nossas próprias experiências. São as nossas próprias experiências que nos motivam às nossas escolhas e nos ajudam a optar entre o Bem e o Mal, a distinguir o Certo do Errado. É assim que construímos o nosso carácter, que definimos a nossa personalidade.

Outras coisas, aprendi com professores e através de livros ou dos manuais, mas muitas coisas também aprendi sozinha descobrindo, intuindo. Durante todo esse tempo reflecti acerca de tudo o que li, assimilando, experienciando, em suma vivendo.

Tudo se aprende, dizem que existem livros, manuais que ensinam todo o tipo de matéria. Só precisamos estar conscientes do que queremos aprender e estarmos abertos a essa realidade. No entanto, eu não concordo. Existe um manual do qual já notei a falta e que é inexistente na biblioteca da nossa sociedade é: O Manual de Instruções para o Amor. É verdade, não há ainda nenhum livro que ensine a amar. Sim, existem livros e filmes que falam de amor, mas esses materiais não são propriamente manuais. O seu conteúdo normalmente é biográfico, porque para falar de sentimentos tão fortes deve-se ter vivido pelo menos uma vez na vida. Eu acredito que assim seja. Não importa se o amor foi correspondido, ou não. O importante é que foi sentido, mesmo que tenha sido sentido só por uma dessas pessoas.

Realmente não existe um manual para o amor, um manual que nos ensine a amar. Para amar precisamos querer sentir, mas até para sentir precisamos aprender e para fazer isso é necessário dar o devido uso ao coração. O coração, para alguns, é apenas um músculo que bombeia o sangue levando-o a todos os lugares do nosso corpo. É ele que nos mantém vivos, mantém-nos conectados com a matéria. Já para os seres mais sensíveis, o coração tem a ver com as emoções. Essas emoções tanto podem conter sentimentos positivos, quanto negativos. São emoções que nos ligam à vida, mas também à morte, ao desencarne.

Quando estamos enamorados, o coração bate num grande turbilhão de sentimentos. Quando avistamos a nossa cara-metade, quando ela nos acena ao longe, quando nos abraça, quando sorri, etc., o nosso coração bate com tanta força que quase nos salta do peito repleto de euforia. Estes são os pensamentos positivos que nos exultam de felicidade. Aí, o nosso coração bombeia o nosso sangue em louvor da vida.

Porém, quando estamos emanando pensamentos negativos, corremos o risco de ficarmos tristes e se essa tristeza perdurar ficamos doentes, podemos acabar por morrer de desgosto, morrer de amor. Mas não é de problemas que quero falar, já falei desses problemas noutro artigo: “Elas Não Matam Mas Moem”. O que quero é falar hoje é de amor e da capacidade de amar.

Todos nós nascemos com capacidades inatas, mas também nascemos para adquirirmos novas capacidades que após serem aprendidas, precisam ser colocadas em prática para que as possamos desenvolver. Neste caso, inclui-se também o amor. No entanto, muitos indivíduos não têm capacidade de amar. Passam pela vida seduzindo e brincando com os sentimentos dos outros, é como se para eles o amor fosse um brinquedo, ou um desporto!

Apesar de não haver o tal “Manual do Amor”, aprendi que amar não é difícil. Os seres humanos é que são complicados e confusos, porque de entre todos os caminhos que os encaminham para conhecer o amor, muitos de nós escolhe o mais difícil. Para amar, basta que tratemos a outra pessoa como se ela fosse nós próprios.

Então, hoje vou escrever um mini manual do amor, de acordo com aquilo que já aprendi.

Mini-Manual do Amor

1. Não devemos cobrar, o Amor não é moeda de troca;

2. Não devemos pressionar, porque ao pressionarmos a pessoa desaparecerá da nossa vida;

3. Não devemos implorar por Amor, isso é humilhante e revela falta de amor-próprio;

4. Não devemos possuir nem sentir ciúmes, a pessoa não é um objecto que nos pertence. Os ciúmes são os primeiros sintomas de desequilíbrio mental, revela insegurança, inveja e falta de confiança em quem amamos. Os ciúmes matam o Amor. Amar é confiar;

5. Não devemos manipular, tentar mudar a pessoa amada. Lembre-se que quando a conheceu, ela já era como é. Foi por isso, que se enamorou por ela;

6. Não devemos mimar excessivamente, dizer “Amo-te” a cada 10 minutos é sufocante e cansativo;

7. Devemos respeitar o seu silêncio, nesses momentos o melhor é pegar na mão, ou abraçá-la;

8. Devemos ouvir o que ela tem para dizer, ao ouvirmos aprendemos a conhecer a sua alma;

9. Devemos aceitar os seus momentos de reflexão, dar-lhe espaço. Quando ela se sentir melhor e tiver tudo resolvido na sua mente, ela voltará mais apaixonada do que antes e mais atenciosa também;

10. Devemos ser pacientes, ter compreensão. Ninguém é perfeito e todos temos dias complicados.

Mas difícil, difícil mesmo é exprimir o amor que sentimos por alguém, é dizer: “Amo-te muito, fica comigo.”

Isto sucede devido à timidez, mas também deriva do medo da rejeição. Porém, se não conseguir dizer verbalmente, escreva-lhe. Se não disser à pessoa o que sente, ela nunca saberá.

Vá lá, coragem!

Corra esse risco, porque vale a pena! Quando se ama verdadeiramente, tudo muda positivamente.

Lembre-se que o Amor não se pede, dá-se e sempre que o damos, alguma coisa boa acontece.

O importante mesmo na vida é amar!

Cris Henriques



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Puzzle da Vida

Imagem no Photo Rack - Stock Photos.


Quando nascemos, nos primeiros segundos da nossa vida sentimo-nos sós e indefesos perante um universo tão vasto, tão grandioso. Sentimo-nos assustados, desesperados e então choramos, suplicando a esse mesmo universo por uma mudança, pedimos alguém que nos dê amor, protecção e conforto. O universo atende o nosso pedido, como um génio da lâmpada mágica dizendo: “─ O teu desejo é o meu comando!” ─ e puff!

A situação muda imediatamente, uns braços e um regaço cheios de amor acolhem-nos de felicidade com o coração preenchido com tamanho afecto que nos envolve, enchendo-nos com muitos e muitos beijinhos, alimentando-nos seguidamente do seu seio com leite materno que nos trás vitalidade para conseguirmos subsistir perante a vida. Este ser tão bondoso, é como um pilar onde nos apoiamos durante a vida inteira é a nossa Mãe. Nós vemo-la como um anjo e à medida que essa mulher  nos  educa,  ama--nos e ensina-nos, nós vemo-la como uma super-mulher, pois além de mãe, ela é também mulher. Ela trabalha, cuida da casa, cuida do marido exigente e caprichoso que é o nosso pai, e no meio da azáfama diária, arranja sempre um tempinho para nós, para nos acolher no seu colo, para nos amar. Então este ser que nós tanto amamos torna-se a nossa heroína e crescemos orgulhosos, agradecidos por o universo ter sido tão generoso connosco com tão lindo presente e agradecemos por a nossa mãe preencher todas as nossas necessidades da nossa primeira infância. Esta é a primeira peça do puzzle que é a nossa vida, a nossa base e a peça à qual nos unimos quando fomos gerados no seu ventre.

No entanto, nós vamos crescendo e continuamos com o nosso puzzle, encaixando peças que também fazem parte de nós e da nossa vida, são os nossos avós e os nossos irmãos, são a nossa família. O amor flui e uma vez mais agradecemos ao poderoso universo pela sua amabilidade e pela sua maravilhosa generosidade. O tempo vai passando e vamos colocando mais umas pecinhas, algumas ligam-se a nossa base, outras não. Essas pecinhas que surgem mais tarde, um pouco afastadas da base são amizades que surgem ao longo da nossa vida e que ficam connosco até ao fim. As mais afastadas, são parentes, colegas, etc. E assim vamos crescendo e renascendo das cinzas, aprendendo e amadurecendo com eventuais perdas que vão ocorrendo no nosso puzzle da vida. As desilusões, são as peças que se perderam no nosso puzzle e nos deixam um buraquinho aqui e ali, ficando o puzzle incompleto.

Todavia, há um certo momento em que sentimos necessidade de preencher aquele vazio que fica entre a nossa base e as peças que representam os nossos amigos verdadeiros, estamos à procura da personificação do Amor. É nesse momento então que olhamos o céu e pedimos ao universo que nos envie um amor verdadeiro, um amor real que nos complete e nos faça feliz. O universo ouve-nos e sorri piscando um olho respondendo: “─ O teu desejo é o meu comando!” ─ e puff, desejo concedido.

Então essa pessoa cruza o nosso caminho. No início, nós não notamos o que está a acontecer-nos mas a roda da vida ganha uma grande velocidade pra diante e aquela pessoa torna-se especial, importante para nós e percebemos que é com ela que queremos passar o resto da nossa vida. Que é com ela que queremos amadurecer, criar uma família e envelhecer. Porque apesar das diferenças, de diferentes pontos de vista e dos defeitos, existe amor e as ambiguidades são superadas porque ela é a tal. Como diz a canção: “she's the one”, ela é a tal e durante algum tempo somos felizes. Tudo é mais bonito, o mundo ganha uma nova cor e nós desejamos que estes momentos se tornem eternos. Porém, o génio não aparece e nós esperamos sem sabermos que este nosso desejo não é tão simples como os outros, pois está dependente do nosso karma e do que está escrito no nosso Livro da Vida. Mas um dia o vento muda e a roda começa a girar em sentido contrário, é um movimento que vai aumentando gradualmente e aí as coisas mudam. Começamos a questionar-nos sem compreendermos que tudo muda e que nada na vida é perpétuo. Precisamos reestruturar os alicerces para que tudo não caia por terra. Assim que percebemos isto, as peças que haviam saído do nosso puzzle e algumas que não conseguíamos colocar, entram agora encaixando perfeitamente.

No entanto, só compreendemos como somos abençoados, quando aquele nosso amor se multiplica e Deus nos envia um filho. Esse filho é um presente, é o fruto do nosso amor pois é gerado com o amor que dois seres adultos e maduros sentem um pelo outro.

Sentada à mesa, vejo o puzzle que tenho vindo a construir e é enorme, lindo! É o mapa da minha vida, vejo nele todo o percurso nele percorrido. Alguns espaços estão completos, cheios de beleza, de cor e de alegria. São cheios de sol, de luz e de arco-íris. Noutros locais, os espaços não estão preenchidos. Falta-lhes peças que foram perdidas, outras não chegaram a ser colocadas e acabaram por ficar meio esquecidas, perdidas nas areias do tempo. Nesses espaços, não existe muita luz, não existe o sol mas existe a lua com as suas amigas estrelas que nos iluminam nos momentos de tristeza, nos momentos mais difíceis, lembrando-nos de ter esperança e que não estamos sós porque no grande cosmos olham por nós. Precisamos ter Fé. Estas peças em falta, são as pessoas que por algum motivo já não fazem parte da nossa vida. São pessoas que desencarnaram, amizades e relacionamentos que se diluíram, situações que o vento levou e que já não voltam nesta vida. Algumas dessas pessoas deixam saudades, outras não, sentimo-nos aliviados de certa forma por aquilo ter tido um fim. Mas por outras pessoas, sentimos tristeza e arrependimento por não termos tido o entendimento correcto para com aquela pessoa, pela exigência que tivemos sobre ela sem nos darmos conta da pressão que exercemos.

Fecho os olhos e visualizo quem magoei, quem maltratei, quem não compreendi e a quem pressionei em certos momentos, levando ao fim a relação. Lágrimas rolam no meu rosto e peço perdão pela minha conduta negligente, estou arrependida da atitude do passado e peço uma nova oportunidade para me redimir. Quando volto a abrir os olhos, já não estou no mesmo lugar. Uma luz de amor envolve-me e uma voz muito  terna  diz--me: “─ Bem-vinda! Descansa agora e dorme. Brevemente, voltarás à vida. O teu pedido de nova oportunidade foi atendido.” Percebo então que morri e que reencarnarei novamente. Agradeço pela nova oportunidade concedida e adormeço profundamente durante um longo tempo, até que mais tarde sou acordada por um mensageiro que me chama e diz: “─ Vem, está na hora.”

Sigo andando por um longo túnel, uma força imensa puxa-me, impele-me para outro mundo e eu entro num novo corpo. Renasci e assim recomeço um novo ciclo e puzzle da vida.

Cris Henriques

*Nota: Este artigo é dedicado a todas as pessoas que estão a ajudar-me na construção do Puzzle da Vida, em particular à minha Mãe, aos meus Guias Espirituais e claro ao meu Amor.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perda

Imagem aqui.

Estou numa fase de transição, (não estamos todos?!) e estou ainda a tentar compreender o que isto significa para mim. Sempre ocorre um período destes, ocorrem perdas. Não é verdade?

É um momento que devemos acabar, ou deitar fora o que já não nos interessa e nos impede de evoluir. Não acredito que esta mudança seja uma coisa má, mas sim boa.

No entanto, a espectativa é sempre algo que nos destabiliza trazendo-nos instabilidade à nossa vida, independentemente de quem somos, ou do que fazemos na vida. A nossa vida é como se fosse uma casa que construímos aos poucos, conforme os conhecimentos e materiais que adquirimos. Se é uma construção forte e inabalável, não sabes ao certo. Só com um abalo forte é que podemos testá-la. Quando ocorre um abanão, as áreas mais frágeis ficam afectadas e muitas caiem. ´O que devemos fazer com as zonas danificadas, é procurar os erros e as faltas que se cometeram e seguidamente concertar tudo, reconstruir o que foi destruído e torna-lo mais forte.

Com a nossa vida, acontece a mesma. Somos testados a toda a hora para ver se aquele sector já está bem estruturado e depois somos apanhadas de surpresa, porque aquilo volta a cair e nós não entendemos o porquê. Mas também, muitas vezes não percebemos as coisas por pura e simples casmurrice, nós vemos as coisas só que fingimos não ver para não tomarmos uma decisão. Pois sempre que surge uma mudança, surge também uma posição e decisão a tomar.

Em certas situações, fazemos resistência face às mudanças porque bem no fundo estamos a adiar. Estamos a fugir. Temos um imenso medo de perder algo que conquistamos com tanta luta.

Porque temos tanto medo de perder?

Porque o que conquistamos dá-nos segurança, conforto e alegria, faz-nos sentir bem. Entao é ai que acabamos por cometer um grave erro, tornamos o que conquistamos como certo, como um bem adquirido e ai descuidamo-nos… Só ficamos a absorver o que nos querem e podem dar, e depois, deixamos de nos esforçar por retribuir o amor que recebemos e é por sermos tão egocêntricos, tão egoístas que a grande energia universal nos puxa o tapete e nós caímos com a cara no chão. Espalhamo-nos ao comprido e a grande voz diz: “─ Vá, agora sacode a poeira e levanta-te. Monta o cavalo e anda.”

E nós obedecemos claro, mas não completa e nem imediatamente. Nós levantamo-nos do chão sim, mas ao invés de montarmos o cavalo, caminhamos a seu lado e questionamos o porquê daquela queda. Andamos quilómetros, milhas a pé se for necessário até compreendermos o porquê. Chegamos a atravessar desertos áridos, em busca de uma resposta que só nós podemos responder e que se encontra no nosso coração. É atravessando o imenso deserto que apuramos os nossos ouvidos e nos predispomos a ouvir o coração. E ele então fala connosco, mas indirectamente, através dos nossos sonhos. Por isso, devemos estar atentos aos sonhos que temos, porque essa é a linguagem do coração. Então, decifrado o enigma voltamos a montar o cavalo e percebemos que o final do deserto está já aqui e então conseguimos atingir as nossas metas.

Nada na vida é eterno, nem mesmo a tristeza. Às vezes perdemos para voltar a ganhar depois.

Que deste dia em diante, sejamos um pouco mais sábios e tenhamos aprendido a lição para que estas perdas não se voltem repetir no futuro.



Cris Henriques

Barreiro, 17 de Janeiro de 2012



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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não Há Distância Que Nos Separe


Olá a tod@s os meus leitores!

Obrigada pelas visitas, é sempre uma enorme alegria ter certeza de que o meu blog está a ser lido.

Estou a preparar este post, deitada na cama. Quando estou na cama, fico mais criativa e com maior disponibilidade para escrever. A noite não é somente uma boa conselheira, é também uma boa companheira. Tendo certas características do planeta Plutão no meu Mapa Astral, aprecio a noite. De noite fico mais enérgica, quer seja para trabalhar como para usar a minha criatividade, ou para me refugiar nos meus hobbies. Adoro escrever de noite. As minhas reflexões são bem mais profundas, principalmente, porque estou mais disponível para ouvir a minha intuição e o que o meu coração diz.

Esta noite estou muito pensativa, mas pela positiva. Estou a tentar compreender se estou a proceder bem, ou se estou a cometer erros. E se estiver preciso concertar isto. Preciso de uma solução. Preciso de uma segunda oportunidade...

Hoje vou falar de Amor Incondicional. Alguém sabe o que é?

Quem não sabe, vai, portanto, ficar a saber. Assim, aqui vai...

AMOR INCONDICIONAL

Este é um sentimento que preciso aprender a desenvolver e a sentir, mas não só pela minha Mãe, pelo meu irmão, pelos amigos, como também pela pessoa que amo. Isto faz parte do meu karma, está no meu Mapa Astral. Preciso aprender e desenvolver isto. Mas afinal... O que é o amor incondicional?

Muitas pessoas fazem-me esta pergunta e após responder, acusam-me de ser maluca. Dizem-me que essa é uma coisa dificílima de alcançar. Mas também se fosse fácil, não teria graça nenhuma, certo?

É difícil, mas não é impossível. Segundo, alguns autores que escrevem acerca da espiritualidade, como por exemplo, o Dr. Brian L. Weiss em “O Passado Cura”, ele menciona casos de pacientes seus, a quem fez terapia de regressão a vidas passadas. Lembro-me de um caso em que uma das suas pacientes não se conseguia relacionar com o filho na vida actual e ao fazer regressão, ela viu uma vida em que eles se odiavam e que noutras vidas posteriores, tentaram resgatar esse karma de várias maneiras mas sem qualquer sucesso. Então, na vida presente viriam como Mãe e filho, pois o amor de Mãe é um Amor Maior, é um Amor Incondicional.

Brian L. Weiss é psiquiatra e hipnoterapeuta norte-americano, que faz terapia e regressão a vidas passadas através da hipnose. É autor de vários livros: “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, “A Divina Sabedoria dos Mestres”, “Espelhos do Tempo”, “Só O Amor É Real” e como já mencionei à pouco “O Passado Cura”. Mas não é somente Brian L. Weiss que fala no Amor Incondicional, a Astróloga Karmica brasileira Dulce Regina é também autora de livros que falam neste tema mas direccionando-o às Almas Gémeas. Escreveu: “Alma Gémea – Em Busca da Luz”, “Almas Gémeas – O Encontro e a Busca” e “Vidas Que Se Repetem”. Neste âmbito, a autora fala de karma e do Amor Incondicional entre casais heterossexuais.

Porém, neste meu artigo de blog que é um artigo baseado na minha experiencia pessoal e resulta também da minha opinião formada através de livros que tenho lido até à actualidade, vou explicar o que é o Amor Incondicional para quem não sabe ainda o que é.

Segundo o que tenho lido, O amor incondicional - é um amor puro, este provém do coração. Este modo de amar, não exige nada em troca, apenas dá. É um amor despojado de interesse, sem ciúmes, sem querer possuir, sufocar e controlar o outro. É um amor que se dá sem intenção de receber. É uma entrega total, é confiar, é acreditar e é poder partilhar as nossas coisas com a pessoa amada, mesmo que sejam coisas triviais do dia-a-dia. É sobretudo respeitar e dar-lhe o seu espaço.

Entendem agora o porquê de me chamarem maluca?

Pois é, já sei que sou maluca! J No entanto, eu tenho tentado aprender a amar assim e estou a conseguir realizar esta proeza. Sim, é verdade!

Não quero de modo algum ser exigente com ela, nem impor-lhe o meu amor, muito menos pressioná-la a fazer seja o que for contra a sua vontade. Só quero amar, somente dar-lhe amor, poder partilhar o meu mundo com ela na alegria e na tristeza, mas acima de tudo fazê-la feliz. Se conseguir fazê-la sentir-se feliz e fazê-la sorrir, é como ver um grande e bonito Arco-Íris, é como estar às portas do Céu. É como se o seu sorriso fosse a chave da porta do Paraíso, embora para mim seja isto e muito mais, é quase como conquistar o mundo. Ver o seu sorriso de felicidade faz-me também feliz.

Exagero?

Não, é amor. J

Quando se ama verdadeiramente tudo muda na nossa vida. É verdade, acreditem-me. Encantamo-nos por aquela pessoa a cada dia e a admiração vai aumentando gradualmente, transformando uma paixão ardente num amor profundo. Sem admiração, não há amor.

Porém, como se faz para demonstrar-lhe que meu amor por ela é incondicional?

Como fazê-la entender que não estou com segundas intenções?

Como fazê-la compreender que este tipo de amor é diferente e que não é um amor materialista?

Que é aquele que dá, mas que não exige o retorno, como fazer isto?

Como demonstrar-lhe?

Assim, depois de muito meditar nesta questão decidi postar aqui no blog. Não sei se ela vem cá ler, mas esta é a minha tentativa. Estou apenas a desabafar, a abrir o peito, a deixar o meu coração falar. Espero que ela consiga compreender-me, desta maneira.

Eu não quero nada em troca, repito: quero apenas transmitir o meu amor, quero amar. Só isto.

Despeço-me de todos os meus leitores e seguidores, com mais uma poesia do meu livro O Que O Meu Coração Diz, que também dá nome a este blog.

Espero que gostem.

Obrigada.

Beijos para tod@s,

Cris Henriques.
(Clique na fotografia para aumentar e poder lêr a poesia.)


P. S. - A fotografia é da amiga Susana Alves.

Obrigada amiga.

Beijinhos.




Esta música é de Susanna Hoffs e chama-se Unconditional Love, -- em português Amor Incondicional. Susanna Hoffs era a vocalista da já extinta banda Rock The Bangles, que na década de 80 teve um grande sucesso. Esta era uma banda só constituida por raparigas e os seus maiores exitos foram: Manic Monday, Walk Like An Egiption e Eternal Flame.

Quem não se recorda destas músicas?

Sei que no post anterior, já tinha escolhido esta canção mas depois encontrei este vídeo tão bonito, que consegue ilustrar tão bem o que sinto que não resisti em colocá-lo aqui. Então, dedico-o aquela mulher que Amo Incondicionalmente.

É para ti e eu sei que sabes quem foste, quem és e quem serás sempre para mim. Espero que ainda te lembres disto...

"Só o facto de saber que tu existes, ajuda-me a viver."

Saudades imensas, de partir o coração...


domingo, 24 de julho de 2011

Travessia do Deserto

Olá a tod@s!


Desculpem a minha ausência tão longa desta vez… Não foi voluntária, nem propositada mas aconteceu. É a vida, são os afazeres e às vezes os problemas. Afinal, todos temos cenas destas na nossa vida, não existem vidas perfeitas na terra e quem acreditar nisso, é doidinh@. J Mas tudo bem, nós damos um desconto...


Ora bem, antes de começar a escrever este post, quero agradecer a tod@s @s espíritos que seguem o meu blog pelo facebook, pelo twitter, etc. Refiro-me aos espíritos encarnados, mas também aos que estão desencarnados. Muito obrigada e mesmo sem escreverem nenhum comentário, agradeço-vos a tod@s os meus visitantes e seguidores que me lêem e me acompanham.


Hoje o tema que escolhi para falar aqui no blog foi a traição a nível sentimental.


Porquê este tema?


Porque é um tema que mexe muito com as pessoas, neste caso ser LGBT é irrelevante porque este assunto afecta a sociedade em geral.


Quero falar também acerca deste assunto publicamente, porque este blog é o local onde tento expandir o que o meu coração me diz, o que me vai na alma. Foi assim que nasceu o meu livro e este blog. Sinto que deste modo estou a fazer psicanálise a mim própria e a interiorizar as minhas experiências. Esta é uma forma de fazer uma terapia a mim própria, colocando em prática alguns conhecimentos esotéricos que tenho vindo a aprender.


De que vale o estudo teórico das coisas sem as colocarmos em prática?


Também não me parece que tenha sentido tentar ajudar alguém sem ter passado da teoria à prática. É como se estivesse apenas a fazer algo para ter um cantinho no Céu. Na minha opinião, antes de passarmos o ensinamento devemos testá-lo e ver se realmente funciona. Assim, sim. Todavia, para este método resultar, tenho de ter uma mente aberta e aceitar que estou no meu limite. Tenho de acreditar que este método é bom e que resulta.


Certo?


Então, cá vai…


TRAIÇÃO


Como é que se deve lidar com uma traição sendo nós a parte sofredora, a vítima, como dizem alguns?


Não gosto de atribuir a expressão de vítima, mas foi a que me ocorreu neste preciso momento. Sinceramente, não sei lidar com a traição. Já passei por isso e digo que não é nada bom de sentir, muito menos de se ter consciência. É uma dor inexplicável cá dentro do peito, que imediatamente me despoleta a raiva, a fúria, os ciúmes e, por fim chegam a desilusão e a tristeza imensa. Quando tenho conhecimento de que estou a ser traída, choro compulsivamente no escuro, sozinha, isolo-me e desapareço da vista daquela pessoa por uns tempos para pensar, para decidir o que fazer à minha vida e pôr as ideias no lugar. Fico a curtir o desgosto e a depressão, até me esgotar. Não sei agir de outro modo. É chorar de amor, é perder-me no desânimo... Não tenho vergonha de confessar que choro por amor, esta é a verdade e quando se ama verdadeiramente, chora-se sim.


Mais tarde, tento raciocinar. Tento raciocinar para compreender o que aconteceu, para encontrar o erro que foi cometido. A culpa é sempre de ambos, temos de ser realistas. Não faz sentido culparmos a outra pessoa apenas, porque uma relação é construída a dois e às vezes, destruída a dois. Há que procurar o erro e tentar corrigi-lo. Penso que se deve dialogar acerca do acontecido com quem amamos, só então conseguiremos entender.


Hoje em dia, a traição não é só quando temos contacto íntimo, sexual, ou quando temos sentimentos afectivos por outra pessoa. Agora também existe a traição virtual, para mim este modelo de traição também é válido e genuíno. Esta é cada vez mais frequente. Não é nada agradável ver comentários sedutores no perfil online do nosso Amor, numa rede social comum.


Não concordam?


Quanto ao perdão... Devemos ou não perdoar?


Ora bem, isto depende do estado evolutivo espiritual de cada um. Na minha opinião, devemos perdoar quando existem sentimentos verdadeiros, dando uma segunda oportunidade, principalmente quando essa pessoa está arrependida. Aí, nós devemos pôr um ponto final parágrafo na história e começar um novo capítulo após estarmos conscientes dos erros cometidos. Esta é a primeira fase.


A seguir, numa segunda fase devemos reconquistar o nosso amor e tentar conhecê-la novamente. Afinal, esta já não é a mesma pessoa que conhecemos antes e nós também não somos. Tudo mudou, somos outras pessoas. Com o sofrimento amadurecemos. Com a desilusão amadurecemos. Assim, penso que quando existe amor vale a pena voltar e tentar de novo.


No entanto, também acontece nós perdoarmos e a pessoa dizer que se arrependeu sem realmente ser verdade. Ela não se arrependeu de ter traído, o que se passa é que ela é uma daquelas pessoas que tem medo da solidão. Não sabe estar na sua própria companhia, porque não se conhece a si mesma. Este tipo de pessoa é egocêntrica, porque preocupa-se mais em receber amor do que em retribuir. Não sabe dar. Só sabe receber e é insatisfeita, exigente e quer sempre mais de nós. Ela não sente falta de nós, apenas sente falta de ser o centro do mundo para alguém, é como se fosse uma rainha e nós o seu povo em que ela pode subjugar com seu poder de sedução. Ela usa-nos e abusa do nosso amor divertindo-se a nossa custa.


Para mim, este tipo de pessoa nunca vai mudar, a menos que se apaixone verdadeiramente e alguém lhe dê a provar do seu próprio veneno… Porém, esta aprendizagem nem sempre se faz na vida presente. Esta aprendizagem muitas vezes acontece noutras reencarnações.


Então, chega. Esta pessoa não sabe amar e talvez não chegue a saber nesta vida presente. Vai andar de mão em mão saltitando de relacionamento, em relacionamento até sentir na pele e se arrepender. Mas o arrependimento, é outro artigo que falarei noutro post. Então concluo-o com a seguinte reflexão: perdoa quando existe um sentimento verdadeiro e este é recíproco, caso contrário prossegue a tua vida. Mais vale só, que mal acompanhada.





Deixo-vos com um poema do meu livro de poesia lésbica O Que O Meu Coração Diz, que se chama: Travessia do Deserto.
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(Clica na imagem para ampliares e leres melhor o poema.)

*Nota: Escrevi-o num momento difícil da minha vida, tudo parecia estar de pernas para o ar e também sentia o mundo todo contra mim. Apesar da minha resistência entrei em depressão e sentia-me só, porque estava longe de ti. No entanto, algo mudou e tu voltaste. Então, a tempestade passou e eu voltei a sorrir.



Todos nós atravessamos desertos em certos momentos das nossas vidas. Estas travessias surgem no nosso caminho para que nós nos tornemos em pessoas melhores, pessoas mais sensíveis, mais humanas. É como um teste, uma prova muito dura que o destino nos propõe para que reflitamos acerca das nossas metas e se realmente queremos atingir aquele objectivo. Se aceitarmos o desafio, uma grande tempestade surge e devasta tudo ao nosso redor. Se sobrevivemos, muito bem, o sol volta a brilhar e regressam os dias soalheiros. A vida volta a sorrir-nos.



Se desistirmos, tudo à nossa volta pára no tempo e é como se ficássemos perdidas no mar sem nada para nos guiar. Portanto, todos os esforços anteriores foram perdas de tempo e perdemos o que tanto queriamos. É por isso que eu nunca desisto de nada. Se vencer, muito bem. Se não, vou reflectir e rever que erros cometi. Mais tarde voltarei a tentar e aí, então vencerei.



Actualmente, estou numa nova travessia do deserto e tem sido bastante penoso. Não sei quando chegarei ao fim, mas sei que não vou desistir.


Espero que gostem do vídeo: Susanna Hoffs - Unconditional Love. Isto é o que busco e preciso de alcançar, um amor incondicional.





Obrigada e até ao próximo post,
Cris Henriques

domingo, 3 de abril de 2011

Teus Lábios

Olá a tod@s!

A Primavera finalmente chegou e o pólen que vagueia no ar, faz-nos sonhar e ter mais disponibilidade para a paixão e para o amor. Quem está sozinh@ procura por um novo amor, mas quem já tem um amor volta a conquistar quem ama. Volta a cortejar seu amor, renovando o relacionamento.

Assim, hoje vou falar de amor e do é que ser lésbica, porque sei que há muitas pessoas que não têm a mínima noção do que isto significa. Tenho ouvido comentários tão absurdos e tão cheios de ignorância, tão cheios de preconceitos que penso que seria uma boa ideia escrever um texto acerca do que é ser lésbica.

Gosto muito de escrever, principalmente acerca do amor e de homossexualidade. Falar destes temas fazem com que me sinta equilibrada e em harmonia. Penso que a escrita é uma arma, cabe a cada um de nós utilizá-la como melhor sabe. Eu escolhi o amor, pois através dele tudo é possível. O amor transforma o mundo, basta darmos-lhe uma oportunidade e tudo muda. Tudo se renova e transforma, só é preciso amor.

Assim, dêem uma oportunidade seja da forma que ele exista, pois o amor é sempre amor. Não quero com os meus posts magoar, ou provocar alguém. Quero apenas dar a conhecer que o amor tem muitas variantes, muitas formas.

Então, aqui vai a minha designação do que é ser lésbica e do que é o amor lésbico. Peço desculpa aos gays, porque hoje o texto foi escrito e dedicado para nós lésbicas. Sendo eu uma mulher, não posso falar e acho que não sei exprimir o que sente um homem por outro homem, embora pense que o que eles sentem seja na mesma proporção ao que nós sentimos por uma mulher.





SER LÉSBICA

Ser lésbica, não significa apenas sentirmo-nos atraídas por mulheres, ou termos relações sexuais com elas. Ser lésbica não é participar de orgias e “papar” todas, isso é viver na luxúria e ser leviana. Sexo é bom mas não é tudo. O sexo é bom mas quando é feito com amor, é um dar e receber de sensações que nos funde no ser do nosso amor.

Já fiz esta afirmação noutros posts anteriores e, sem pretender repetir-me, digo apenas que experiencio esta afirmação a cada dia e que a cada dia, esta mesma afirmação torna-se mais consciente para mim, permanecendo no meu espírito.

Nós lésbicas, prescindimos dos homens porque nos bastamos a nós mesmas. Somos mulheres e isto faz toda a diferença. Amamos mulheres e elas complementam-nos em todos os sentidos, basta-nos um olhar terno e um abraço carinhoso. Um beijo para nós, não é sinónimo de sexo e ninguém fica amuado por não ter tido nessa noite. Desenganem-se e desistam os homens heterossexuais que pensam que nós lésbicas somos lésbicas, porque não tivemos um homem “à séria” que nos satisfizesse sexualmente. A única coisa que pode aproximar uma lésbica de um homem é somente a amizade. Desiludiam-se os que pensam que podem “converter” uma lésbica em heterossexual, com uma noite de sexo. Uma verdadeira lésbica, nem se quer pensa em “provar”, isso é não é uma coisa natural para nós e nem tem qualquer sentido.

Não se trata de sexo, trata-se de “amorzade” – amor e amizade, companheirismo. Ser lésbica, ou gay é tão natural quanto ser heterossexual. Já nasce connosco e a maioria de nós sabemos isto desde que temos consciência. Quem diz que é uma fase, não se quer é assumir por terem medo do preconceito. Mas pronto, cada um sabe de si. Ninguém tem a obrigação de se assumir. Porém, também ninguém consegue viver dentro do armário para sempre, a tensão vai aumentando tal como a pressão e nós acabamos por nos assumirmos mais tarde ou mais cedo, é uma questão de tempo.

Quando nos apaixonamos, é sempre algo que supera o lado físico. É uma coisa que nos toca o coração. Uma lésbica, é uma mulher que busca o amor, muitas vezes incessantemente e quando o encontra, torna-se mais madura e também mais responsável. Este sentimento, muitas vezes nasce de uma amizade e quando “acordamos”, estamos apaixonadas mas de uma forma que atribuo o nome de estar enamorada. O amor nasce e cresce de uma forma rápida, mas ganha uma grande profundidade. Isto sucede porque o amor é puro, quando começa com uma amizade e é assim, que aprendemos outra forma de amar: O Amor Incondicional. Este tipo de amor, é dos mais difíceis de praticar e de aprender. É amar sem exigências, sem esperar receber amor. É simplesmente Amar. É um amor d'alma e quando temos relações sexuais, não se chama assim, mas também não se diz ter sexo. Chama-se fazer amor. É um momento especial onde existe a fusão de corpo e de alma, a entrega. O nosso fazer amor é um momento poético. Sentimo-nos completas de corpo e de alma, especialmente após o orgasmo.

Num relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, não existe um que imponha a sua autoridade mandando e fazendo com que a outra pessoa obedeça. Neste relacionamento tudo é partilhado e decidido em conjunto pelo casal. Não há portanto domínio nem escravidão de parte a parte, não há cobranças e nem ciúmes. Só existe o Amor. O amor comanda a relação e só ele é real. E se um dia vos perguntarem o que é o amor, digam somente isto: “O amor não é uma reflexão, é um sentimento e, quem muito pensa no amor, por certo nunca amou”.

Este sentimento provém do coração e a este pertence. O amor é o que nos faz nascer, amadurecer e perecer. Mas quando perecemos em Amor, perecemos em felicidade. O amor é a nossa luta, o nosso sentido de vida, o nosso ideal, a nossa utopia. É uma doce, ou amarga quimera, depende pois de nós e do nosso karma para resgatar. Quem baixa os braços e não luta por seu amor, por certo não sabe amar.

E para quem ainda tem preconceitos e vê a homossexualidade como uma coisa imoral, perceba que é o Amor que une toda a gente. O Amor não escolhe sexualidades, não, o Amor escolhe pessoas que têm capacidade de amar.

A homossexualidade não é um crime. Um crime é: roubar, matar, é sodomizar, abusar de crianças, desprezar e colocar idosos em lares e esperar que eles morram, para receber as suas heranças. Isto sim, são crimes. São crimes cruéis. Crimes hediondos.

Amar não é crime.

Pensem nisto:

Não Julgues! Não Critiques! Não Te Vitimizes!

Abraços e beijos a quem me segue, a quem me lê…

Deixo-vos com mais uma poesia do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», espero que gostem desta e também do texto.

Obrigada,

Cris Henriques.




Saudades de ti...

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