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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não Há Distância Que Nos Separe


Olá a tod@s os meus leitores!

Obrigada pelas visitas, é sempre uma enorme alegria ter certeza de que o meu blog está a ser lido.

Estou a preparar este post, deitada na cama. Quando estou na cama, fico mais criativa e com maior disponibilidade para escrever. A noite não é somente uma boa conselheira, é também uma boa companheira. Tendo certas características do planeta Plutão no meu Mapa Astral, aprecio a noite. De noite fico mais enérgica, quer seja para trabalhar como para usar a minha criatividade, ou para me refugiar nos meus hobbies. Adoro escrever de noite. As minhas reflexões são bem mais profundas, principalmente, porque estou mais disponível para ouvir a minha intuição e o que o meu coração diz.

Esta noite estou muito pensativa, mas pela positiva. Estou a tentar compreender se estou a proceder bem, ou se estou a cometer erros. E se estiver preciso concertar isto. Preciso de uma solução. Preciso de uma segunda oportunidade...

Hoje vou falar de Amor Incondicional. Alguém sabe o que é?

Quem não sabe, vai, portanto, ficar a saber. Assim, aqui vai...

AMOR INCONDICIONAL

Este é um sentimento que preciso aprender a desenvolver e a sentir, mas não só pela minha Mãe, pelo meu irmão, pelos amigos, como também pela pessoa que amo. Isto faz parte do meu karma, está no meu Mapa Astral. Preciso aprender e desenvolver isto. Mas afinal... O que é o amor incondicional?

Muitas pessoas fazem-me esta pergunta e após responder, acusam-me de ser maluca. Dizem-me que essa é uma coisa dificílima de alcançar. Mas também se fosse fácil, não teria graça nenhuma, certo?

É difícil, mas não é impossível. Segundo, alguns autores que escrevem acerca da espiritualidade, como por exemplo, o Dr. Brian L. Weiss em “O Passado Cura”, ele menciona casos de pacientes seus, a quem fez terapia de regressão a vidas passadas. Lembro-me de um caso em que uma das suas pacientes não se conseguia relacionar com o filho na vida actual e ao fazer regressão, ela viu uma vida em que eles se odiavam e que noutras vidas posteriores, tentaram resgatar esse karma de várias maneiras mas sem qualquer sucesso. Então, na vida presente viriam como Mãe e filho, pois o amor de Mãe é um Amor Maior, é um Amor Incondicional.

Brian L. Weiss é psiquiatra e hipnoterapeuta norte-americano, que faz terapia e regressão a vidas passadas através da hipnose. É autor de vários livros: “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, “A Divina Sabedoria dos Mestres”, “Espelhos do Tempo”, “Só O Amor É Real” e como já mencionei à pouco “O Passado Cura”. Mas não é somente Brian L. Weiss que fala no Amor Incondicional, a Astróloga Karmica brasileira Dulce Regina é também autora de livros que falam neste tema mas direccionando-o às Almas Gémeas. Escreveu: “Alma Gémea – Em Busca da Luz”, “Almas Gémeas – O Encontro e a Busca” e “Vidas Que Se Repetem”. Neste âmbito, a autora fala de karma e do Amor Incondicional entre casais heterossexuais.

Porém, neste meu artigo de blog que é um artigo baseado na minha experiencia pessoal e resulta também da minha opinião formada através de livros que tenho lido até à actualidade, vou explicar o que é o Amor Incondicional para quem não sabe ainda o que é.

Segundo o que tenho lido, O amor incondicional - é um amor puro, este provém do coração. Este modo de amar, não exige nada em troca, apenas dá. É um amor despojado de interesse, sem ciúmes, sem querer possuir, sufocar e controlar o outro. É um amor que se dá sem intenção de receber. É uma entrega total, é confiar, é acreditar e é poder partilhar as nossas coisas com a pessoa amada, mesmo que sejam coisas triviais do dia-a-dia. É sobretudo respeitar e dar-lhe o seu espaço.

Entendem agora o porquê de me chamarem maluca?

Pois é, já sei que sou maluca! J No entanto, eu tenho tentado aprender a amar assim e estou a conseguir realizar esta proeza. Sim, é verdade!

Não quero de modo algum ser exigente com ela, nem impor-lhe o meu amor, muito menos pressioná-la a fazer seja o que for contra a sua vontade. Só quero amar, somente dar-lhe amor, poder partilhar o meu mundo com ela na alegria e na tristeza, mas acima de tudo fazê-la feliz. Se conseguir fazê-la sentir-se feliz e fazê-la sorrir, é como ver um grande e bonito Arco-Íris, é como estar às portas do Céu. É como se o seu sorriso fosse a chave da porta do Paraíso, embora para mim seja isto e muito mais, é quase como conquistar o mundo. Ver o seu sorriso de felicidade faz-me também feliz.

Exagero?

Não, é amor. J

Quando se ama verdadeiramente tudo muda na nossa vida. É verdade, acreditem-me. Encantamo-nos por aquela pessoa a cada dia e a admiração vai aumentando gradualmente, transformando uma paixão ardente num amor profundo. Sem admiração, não há amor.

Porém, como se faz para demonstrar-lhe que meu amor por ela é incondicional?

Como fazê-la entender que não estou com segundas intenções?

Como fazê-la compreender que este tipo de amor é diferente e que não é um amor materialista?

Que é aquele que dá, mas que não exige o retorno, como fazer isto?

Como demonstrar-lhe?

Assim, depois de muito meditar nesta questão decidi postar aqui no blog. Não sei se ela vem cá ler, mas esta é a minha tentativa. Estou apenas a desabafar, a abrir o peito, a deixar o meu coração falar. Espero que ela consiga compreender-me, desta maneira.

Eu não quero nada em troca, repito: quero apenas transmitir o meu amor, quero amar. Só isto.

Despeço-me de todos os meus leitores e seguidores, com mais uma poesia do meu livro O Que O Meu Coração Diz, que também dá nome a este blog.

Espero que gostem.

Obrigada.

Beijos para tod@s,

Cris Henriques.
(Clique na fotografia para aumentar e poder lêr a poesia.)


P. S. - A fotografia é da amiga Susana Alves.

Obrigada amiga.

Beijinhos.




Esta música é de Susanna Hoffs e chama-se Unconditional Love, -- em português Amor Incondicional. Susanna Hoffs era a vocalista da já extinta banda Rock The Bangles, que na década de 80 teve um grande sucesso. Esta era uma banda só constituida por raparigas e os seus maiores exitos foram: Manic Monday, Walk Like An Egiption e Eternal Flame.

Quem não se recorda destas músicas?

Sei que no post anterior, já tinha escolhido esta canção mas depois encontrei este vídeo tão bonito, que consegue ilustrar tão bem o que sinto que não resisti em colocá-lo aqui. Então, dedico-o aquela mulher que Amo Incondicionalmente.

É para ti e eu sei que sabes quem foste, quem és e quem serás sempre para mim. Espero que ainda te lembres disto...

"Só o facto de saber que tu existes, ajuda-me a viver."

Saudades imensas, de partir o coração...


domingo, 24 de julho de 2011

Travessia do Deserto

Olá a tod@s!


Desculpem a minha ausência tão longa desta vez… Não foi voluntária, nem propositada mas aconteceu. É a vida, são os afazeres e às vezes os problemas. Afinal, todos temos cenas destas na nossa vida, não existem vidas perfeitas na terra e quem acreditar nisso, é doidinh@. J Mas tudo bem, nós damos um desconto...


Ora bem, antes de começar a escrever este post, quero agradecer a tod@s @s espíritos que seguem o meu blog pelo facebook, pelo twitter, etc. Refiro-me aos espíritos encarnados, mas também aos que estão desencarnados. Muito obrigada e mesmo sem escreverem nenhum comentário, agradeço-vos a tod@s os meus visitantes e seguidores que me lêem e me acompanham.


Hoje o tema que escolhi para falar aqui no blog foi a traição a nível sentimental.


Porquê este tema?


Porque é um tema que mexe muito com as pessoas, neste caso ser LGBT é irrelevante porque este assunto afecta a sociedade em geral.


Quero falar também acerca deste assunto publicamente, porque este blog é o local onde tento expandir o que o meu coração me diz, o que me vai na alma. Foi assim que nasceu o meu livro e este blog. Sinto que deste modo estou a fazer psicanálise a mim própria e a interiorizar as minhas experiências. Esta é uma forma de fazer uma terapia a mim própria, colocando em prática alguns conhecimentos esotéricos que tenho vindo a aprender.


De que vale o estudo teórico das coisas sem as colocarmos em prática?


Também não me parece que tenha sentido tentar ajudar alguém sem ter passado da teoria à prática. É como se estivesse apenas a fazer algo para ter um cantinho no Céu. Na minha opinião, antes de passarmos o ensinamento devemos testá-lo e ver se realmente funciona. Assim, sim. Todavia, para este método resultar, tenho de ter uma mente aberta e aceitar que estou no meu limite. Tenho de acreditar que este método é bom e que resulta.


Certo?


Então, cá vai…


TRAIÇÃO


Como é que se deve lidar com uma traição sendo nós a parte sofredora, a vítima, como dizem alguns?


Não gosto de atribuir a expressão de vítima, mas foi a que me ocorreu neste preciso momento. Sinceramente, não sei lidar com a traição. Já passei por isso e digo que não é nada bom de sentir, muito menos de se ter consciência. É uma dor inexplicável cá dentro do peito, que imediatamente me despoleta a raiva, a fúria, os ciúmes e, por fim chegam a desilusão e a tristeza imensa. Quando tenho conhecimento de que estou a ser traída, choro compulsivamente no escuro, sozinha, isolo-me e desapareço da vista daquela pessoa por uns tempos para pensar, para decidir o que fazer à minha vida e pôr as ideias no lugar. Fico a curtir o desgosto e a depressão, até me esgotar. Não sei agir de outro modo. É chorar de amor, é perder-me no desânimo... Não tenho vergonha de confessar que choro por amor, esta é a verdade e quando se ama verdadeiramente, chora-se sim.


Mais tarde, tento raciocinar. Tento raciocinar para compreender o que aconteceu, para encontrar o erro que foi cometido. A culpa é sempre de ambos, temos de ser realistas. Não faz sentido culparmos a outra pessoa apenas, porque uma relação é construída a dois e às vezes, destruída a dois. Há que procurar o erro e tentar corrigi-lo. Penso que se deve dialogar acerca do acontecido com quem amamos, só então conseguiremos entender.


Hoje em dia, a traição não é só quando temos contacto íntimo, sexual, ou quando temos sentimentos afectivos por outra pessoa. Agora também existe a traição virtual, para mim este modelo de traição também é válido e genuíno. Esta é cada vez mais frequente. Não é nada agradável ver comentários sedutores no perfil online do nosso Amor, numa rede social comum.


Não concordam?


Quanto ao perdão... Devemos ou não perdoar?


Ora bem, isto depende do estado evolutivo espiritual de cada um. Na minha opinião, devemos perdoar quando existem sentimentos verdadeiros, dando uma segunda oportunidade, principalmente quando essa pessoa está arrependida. Aí, nós devemos pôr um ponto final parágrafo na história e começar um novo capítulo após estarmos conscientes dos erros cometidos. Esta é a primeira fase.


A seguir, numa segunda fase devemos reconquistar o nosso amor e tentar conhecê-la novamente. Afinal, esta já não é a mesma pessoa que conhecemos antes e nós também não somos. Tudo mudou, somos outras pessoas. Com o sofrimento amadurecemos. Com a desilusão amadurecemos. Assim, penso que quando existe amor vale a pena voltar e tentar de novo.


No entanto, também acontece nós perdoarmos e a pessoa dizer que se arrependeu sem realmente ser verdade. Ela não se arrependeu de ter traído, o que se passa é que ela é uma daquelas pessoas que tem medo da solidão. Não sabe estar na sua própria companhia, porque não se conhece a si mesma. Este tipo de pessoa é egocêntrica, porque preocupa-se mais em receber amor do que em retribuir. Não sabe dar. Só sabe receber e é insatisfeita, exigente e quer sempre mais de nós. Ela não sente falta de nós, apenas sente falta de ser o centro do mundo para alguém, é como se fosse uma rainha e nós o seu povo em que ela pode subjugar com seu poder de sedução. Ela usa-nos e abusa do nosso amor divertindo-se a nossa custa.


Para mim, este tipo de pessoa nunca vai mudar, a menos que se apaixone verdadeiramente e alguém lhe dê a provar do seu próprio veneno… Porém, esta aprendizagem nem sempre se faz na vida presente. Esta aprendizagem muitas vezes acontece noutras reencarnações.


Então, chega. Esta pessoa não sabe amar e talvez não chegue a saber nesta vida presente. Vai andar de mão em mão saltitando de relacionamento, em relacionamento até sentir na pele e se arrepender. Mas o arrependimento, é outro artigo que falarei noutro post. Então concluo-o com a seguinte reflexão: perdoa quando existe um sentimento verdadeiro e este é recíproco, caso contrário prossegue a tua vida. Mais vale só, que mal acompanhada.





Deixo-vos com um poema do meu livro de poesia lésbica O Que O Meu Coração Diz, que se chama: Travessia do Deserto.
<>  <> 
(Clica na imagem para ampliares e leres melhor o poema.)

*Nota: Escrevi-o num momento difícil da minha vida, tudo parecia estar de pernas para o ar e também sentia o mundo todo contra mim. Apesar da minha resistência entrei em depressão e sentia-me só, porque estava longe de ti. No entanto, algo mudou e tu voltaste. Então, a tempestade passou e eu voltei a sorrir.



Todos nós atravessamos desertos em certos momentos das nossas vidas. Estas travessias surgem no nosso caminho para que nós nos tornemos em pessoas melhores, pessoas mais sensíveis, mais humanas. É como um teste, uma prova muito dura que o destino nos propõe para que reflitamos acerca das nossas metas e se realmente queremos atingir aquele objectivo. Se aceitarmos o desafio, uma grande tempestade surge e devasta tudo ao nosso redor. Se sobrevivemos, muito bem, o sol volta a brilhar e regressam os dias soalheiros. A vida volta a sorrir-nos.



Se desistirmos, tudo à nossa volta pára no tempo e é como se ficássemos perdidas no mar sem nada para nos guiar. Portanto, todos os esforços anteriores foram perdas de tempo e perdemos o que tanto queriamos. É por isso que eu nunca desisto de nada. Se vencer, muito bem. Se não, vou reflectir e rever que erros cometi. Mais tarde voltarei a tentar e aí, então vencerei.



Actualmente, estou numa nova travessia do deserto e tem sido bastante penoso. Não sei quando chegarei ao fim, mas sei que não vou desistir.


Espero que gostem do vídeo: Susanna Hoffs - Unconditional Love. Isto é o que busco e preciso de alcançar, um amor incondicional.





Obrigada e até ao próximo post,
Cris Henriques

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