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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Por Amor – 2ª Parte

Imagem aqui.

─ Dani, eu entendo o teu lado e melhor do que ninguém sei o que tens passado. Sei os pesadelos que tens tido, mas Amor é uma criança, é um bebezinho... Teu. Eu amo-te e quero muito criar esta criança, criá-la como nossa e torná-la nossa filha. ─ Argumentou Sofia acariciando o ventre de Dani com amor.

─ Tu sabes o que estás a pedir-me?! ─ Nunca se tinha imaginado grávida e daquela maneira, muito menos ainda...

─ Sei... ─ disse pegando-lhe na mão. ─ Amo-te, Dani.

─ Sofia, isto é de loucos! Eu não posso ter este bebé, percebes? Não posso… Perdoa-me, mas não consigo ─ e dizendo isto saiu apressadamente lá para fora, fechando a porta atrás de si. Sofia ainda a chamou, mas Dani já não a ouviu.

Sofia, sentou-se no sofá a chorar, pois sabia que o que estava a pedir a Dani não era justo. Estaria a ser caprichosa, egoísta?

Enquanto isso, Dani foi caminhar à beira-mar. Sempre que discutia com Sofia, ia para a praia para pôr as ideias em ordem e procurar uma resposta, ou simplesmente para chorar.

Sentou-se numa rocha, contemplando o mar de óculos de sol e chorou sozinha. Não gostava que a vissem chorar, nem mesmo Sofia. Nesse ponto eram iguais. Não queriam que pensassem que elas, afinal não eram tão fortes quanto pareciam ser.

Porque tudo estava a ser tão difícil depois de ter casado com a mulher da sua vida? Que provas teria ainda que ultrapassar para poder ser feliz? Questionava-se. Não compreendia...

Porém, algo estranho aconteceu naquele momento. No céu viu uma nuvem transformar-se num sorriso enorme e apareceu em seguida a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Tirou os óculos para ver melhor, mas quando voltou a olhar já não estava nada ali. Foi então que ela entendeu. Tinha recebido uma mensagem. Deveria ter o bebé, era isso e estranhamente sentiu-se mais calma, mais em Paz e mais aliviada também. Colocou a mão no ventre e sorriu, aceitou aquele filho. Ao chegar a casa, Sofia abraçou-a.

─ Perdoa-me. Vamos fazer o que for melhor para ti, para nós. Amo-te.

Dani abraçou Sofia e beijou-a ternamente, mas aquele beijo tornou-se mais ardente e segundos depois, as roupas acabaram caídas no chão e fizeram amor com muita doçura. Desde a violação que nunca mais tinham feito amor, Dani ficara perturbada e sem vontade. Após algumas horas, adormeceram nos braços uma da outra, saciadas.

Sofia acordou primeiro e foi comprar cereais para o pequeno-almoço. Antes de sair, escreveu um bilhetinho para Dani e deixou-o em cima da mesa-de-cabeceira, para que quando a sua amada acordasse o pudesse ler. Depois saiu.

Comprou cereais e o jornal para procurarem trabalho. Deu uma volta pela cidade, procurando nos cafés, pastelarias, lojas para ver se estavam a contratar pessoas. Embora, já estivessem inscritas no Centro de Emprego as moças não eram pessoas de ficarem de braços cruzados. Quer Dani como Sofia, eram mulheres dinâmicas, activas e nem eram de ficar a lamentar-se. A ficar a pensar no passado. Elas eram fortes, determinadas e lutadoras.

Entretanto, Dani acorda. Espreguiçando-se com os olhos fechados, chama por Sofia:

─ Amooooor? ─ E esperou que Sofia respondesse.

Como não obteve resposta abriu os olhos e viu o bilhete. Pegou nele e leu:


Bilhetinho Sofia

Ela sorriu e beijou o bilhetinho do seu Amor. Ficou a pensar na noite anterior… Abraçou a almofada e sorriu novamente ao lembrar-se. Viu as horas e ficou surpreendida, pois não só passava das 10 da manhã, como se lembrou que dormira a noite toda num sono só. Aos meses que isso não acontecia!

Levantou-se e observou a casa que ela tinha arrendado com Sofia. A casa era pequenita: tinha uma sala, um quarto, uma cozinha e uma casa de banho minúscula, mas era confortável e tinha vista para o rio. Nada mal, pensou.

─ Bom diaaaaaa, meu Amor! ─ Disse Sofia entrando em casa com as compras.

─ Olá, Fofinha! ─ E dirigiu-se a ela, ajudando-a com as compras.

Sofia, puxou-a para si e beijou-a apaixonada.

─ Saudades tuas… ─ murmurou e o desejo entre as duas acendeu-se novamente, levando-as fazer amor ali na mesa da cozinha.

Horas depois, enquanto almoçavam Dani começa uma conversa com Sofia e conta-lhe o que acontecera na praia. Sofia ouviu-a atentamente, sem se surpreender com o que Dani vira no céu. Sofia sabia que Dani tinha este Dom e nunca comentava, mas aceitava-a tal como ela era por amor. Então, Dani diz-lhe que vai ficar com o bebé e Sofia abraça-a, feliz.

Dois meses depois do nascimento da pequena Lena, novamente, Sofia e Dani passam por uma nova crise. O problema de continuarem sem trabalho, persistia e o dinheiro era nulo…

Continua…

Cris Henriques

Nota: Se quiserem ler a 1ª Parte do conto «Por Amor», cliquem neste Link.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

7 Lugares Que Desejo Conhecer - 9ª BC Cafe Entre Amigos

Imagem aqui.

9ª Blogagem Colectiva – Café Entre Amigos
Organizadora: Patrícia Galis

Olá a todos os participantes das Blogagens Colectivas do Café Entre Amigos, bem-vindos a quem participa pela primeira vez!

Ora bem, acerca dos lugares que desejo conhecer, são realmente mais de sete. Por isso, vou falar em sete lugares fora de Portugal, que é o meu País.

Gosto de viajar, de passear, de conhecer novas pessoas e novos lugares. Mas não apenas para ver os pontos turísticos, pois também me interesso pela sua cultura e gente.

1º Brasil
Rio de Janeiro, imagem aqui.

Não sei se devido a desde criança ter visto muitas telenovelas brasileiras, conhecendo as suas maravilhosas paisagens, o Brasil é um país que desejava conhecer. Gostaria não só de visitar, mas também de morar lá. Como sou estudante de astrologia e interesso-me muito por metafísica, creio que neste lugar poderia aprofundar e melhorar os meus conhecimentos espirituais.

Mas não me limitaria apenas ao Rio de Janeiro, às principais cidades, não. Eu queria conhecer o país todo, visitando lugares como o Pantanal, Mato-Grosso, Amazónia, etc.

         Imagem da Onça Pintada aqui.
    Imagem do Pantanal aqui.
Imagem da Amazónia aqui.
Imagem de Pássaros, Pantanal aqui.
  


2º Grécia
Creta, imagem aqui.

A Grécia, é um país que sempre me fascinou. Talvez pelas suas histórias, lendas mitológicas e pela sua cultura antiga. Este país antigo foi cenário de muitas guerras, batalhas, algumas pelo amor a uma mulher: Helena de Tróia. Histórias de Deuses e Semi-Deuses, histórias de aventura, algumas eróticas tocadas pelo amor.

Fonte: Wikipédia

3º Estados Unidos da América
Califórnia, imagem aqui.

Os Estados Unidos da América, é um país que desde criança me fascina. Nessa época via muitos filmes de Cowboys, do Oeste americano. Até imaginava que poderia viver lá!

Porém, a minha opinião mudou e actualmente a minha perspectiva acerca deste país mudou. Agora gostava apenas de visitar alguns locais e a Califórnia, seria um destes. Gostava de conhecer as suas praias e visitar a cidade de Los Angeles. Assistir a um musical na Broadway deixar-me-ia feliz, tal como passear em Central Park.

4ª Escócia
Escócia, imagem aqui.

Escócia, é um país que me começou a encantar há sensivelmente, umas duas décadas atrás, tal como a Irlanda. Não sei bem como começou, mas sei que aconteceu. Acho que foi por causa daquele meu filme favorito «Braveheart – O Desafio do Guerreiro» em Portugal e o título no Brasil é «Braveheart – Coração Valente», que conta a história de William Wallace um guerreiro medieval escocês.



Imagem aqui.

5º Irlanda
Irlanda, imagem aqui.

6º Escandinávia
Escandinávia, imagem aqui.

Escócia, Irlanda e Escandinávia são três locais que não conheço agora, mas que minha alma conhece de outrora, pois em vidas passadas andei por lá e por lá vivi, mas desconheço se lá nasci.

Tenho conhecimento disto, porque já me aconteceu estar a meditar e ser “teletransportada” para estes lugares! Apesar de ter passado por alguns dissabores nessas vidas como guerreiro medieval, também vivi momentos felizes a nível afectivo.

Não suporto o frio, mas não me importava nada de conhecer estes lugares. Visitar seus monumentos, seus castelos e conhecer mais de perto a sua história.

7º Austrália
Praia Australiana, imagem aqui.

Gostava de conhecer este país porque acho lindo, paisagens exóticas, águas cristalinas, excelente para desportos aquáticos como o surf. Só não sei como é como é que iria nadar nestas águas, já que estão infectadas por tubarões.

Termina aqui a minha participação desta semana.

Despeço-me com este bichinho muito simpático…

Imagem aqui.

Beijinhos para todos,

Cris Henriques

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Por Amor – 1ª Parte

Imagem aqui.

Dani montou-se na bicicleta e foi em busca de comida, dirigindo-se até à quinta mais próxima do seu lar que hoje era uma barraca num bairro da lata no Porto.

Ao que a sua vida tinha chegado só por ter se ter casado com a mulher da sua vida…

Estava-se no ano de 2010 e o casamento entre pessoas do mesmo sexo tinha sido aprovado em Portugal. Em 14 de Fevereiro de 2011, Dani e Sofia celebraram o seu amor na praia e casam-se apenas com o conhecimento, de alguns amigos íntimos e de alguns familiares mais próximos que sempre as apoiaram. Casaram-se numa praia ao pôr-do-sol. A cerimónia foi discreta e muito romântica, Dani fez uma serenata a Sofia ao luar, ela própria escreveu a música e a compôs, após uma noite de amor enquanto Sofia dormia. Os expressivos e lindos olhos castanhos de Sofia, emocionaram-se com imenso amor por Dani chorando de alegria. A noite sim, estava fria, mas com tanto amor e paixão existente nos seus corações, o frio quase que não se sentia.

No entanto, as coisas no emprego mudam para Dani nos 15 dias que se seguiram após a Lua-de-Mel. Ao fim dessa tarde quando já quase todos os colegas foram para seus lares, Dani atrasa-se e decide ficar mais uma hora para acabar uma apresentação. Assim, poderia namorar a sua linda esposa sem levar trabalho para casa. Porém, se ela soubesse o que lhe ia acontecer, não teria permanecido ali nem mais um minuto... Mais-valia ter levado o trabalho para fazer em casa, perto da sua amada. Isto evitaria que fosse brutalmente violada pelo chefe, que grosseiramente lhe disse que, ela só era fufa porque nunca tinha conhecido um homem de verdade!

Apesar de lutar e de gritar por ajuda, ninguém ouviu Dani. Ninguém veio socorrê-la.

No fim, ele deixou-a caída no chão e ameaçou-a que se fizer queixa dele, vai atrás da mulher dela e mata-a à facada depois de violá-la também.

Ao chegar a casa, Dani não tem como esconder o que aconteceu e conta tudo à esposa amada. Sofia chora, abraça-a e ajuda-a a escrever um e-mail de demissão, que envia logo depois de escrito, mas ela não consegue convencê-la a denunciar o horrendo crime às autoridades.

No dia seguinte, Sofia é também despedida pela sua assumida orientação sexual e então, como as duas raparigas ficam sem emprego, não leva muito tempo para perderem a casa também algumas semanas depois, porque o senhorio não quer duas fufas a morarem no seu prédio, ainda mais desempregadas e sem dinheiro para pagar a renda.

As duas ficam em casa de um amigo durante um tempo, mas João recebe ameaças de morte, por dar guarida a um casal homoafectivo. Para não arranjarem mais problemas para o amigo, as raparigas decidem sair de Lisboa e dirigem-se para o Porto. O ideal seria o Algarve, as pessoas naquela região do país pareciam ser menos preconceituosas devido ao facto de ser um local que recebia muitos turistas, principalmente turistas estrangeiros. Uns diziam que a homossexualidade era moda, por vir do estrangeiro. Outros não diziam nada, aceitavam com naturalidade. Porém, por ser um local turístico, o tipo de vida era também mais caro. Assim, optaram pela zona norte do país e estabeleceram-se no grande Porto. Imediatamente, arranjaram uma casinha pequenina, mas confortável e com vista para o rio.

Entretanto, Dani descobre que está grávida. É então que surge a primeira crise no casamento. Dani quer abortar, porque aquele ser não foi concebido com amor. Porque aquele ser não foi planeado e porque receia que se tiver a criança, sempre que olhar para ela irá lembrar-se do momento mais horrível da sua vida. Sofia entende Dani, mas é contra o aborto. Afinal, está a cometer-se um assassínio e além disso, ela sempre desejou ser Mãe um dia.


Continua…

Cris Henriques

domingo, 12 de agosto de 2012

Conto dedicado aos amigos blogueiros: A Nova Página




Imagem aqui.

Era uma vez uma rapariga que tinha “bicho carpinteiro”…

Esta rapariga tinha um blog onde escrevia com todo o seu coração, pois tentava sempre escutar o que este lhe dizia.

Certo dia, ao visitar o blog da sua amiga Van encontrou um blog que lhe chamou a atenção e decidiu visitar. O blog chamava-se Café Entre Amigos, de Patrícia Galis. Ela gostou tanto deste blog, que começou a participar activamente comentando alguns assuntos que lá se discutiam. Participou também das Blogagem Colectivas que lá ocorria todas as quartas-feiras e fez novos amigos.

Esta actitute trouxe mais visibilidade para o seu blog, novos Seguidores e muitos comentaristas. Festa

Mas ela não estava completamente satisfeita, – como disse lá atrás ela tinha “bicho carpinteiro” – então para mostrar a sua gratidão, ela começou a divulgar os banner dos seus amigos na barra lateral, ou na sua sidebar. Porém, isto fazia com que a visualização do seu blog demorasse a abrir e ficou triste por isso… E também ficou triste, porque os seus queridos amigos blogueiros não gostavam da sua área de texto com fundo negro e do texto a branco. A chorar

Então ela pensou, pensou… Pensativo Até que teve não uma, mas duas ideias maravilhosas! Lâmpada Abriu uma nova página e atribuiu-lhe o nome de “Banners de Parceiros”, colou os banners dos amigos na nova página e escreveu uma descrição para todos.

Outra coisa que fez foi mudar a cor do fundo da área de texto, escolheu um cinzento escuro e para o texto escolheu um cinzento claro.

A seguir, fez uma nova postagem para noticar todos e escreveu-a em jeito de conto infantil.

Os seus amigos adoraram e voltaram todos para visitá-la. Dá cá mais cinco!

No fim, viverão todos felizes para sempre! Abraço para a direitaAbraço para a esquerda

Fim

Cris Henriques

Nota: Este conto é dedicado a todos os blogueiros que me seguem, me lêem e que me cometam.

QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE, NÃO É PURA COÍNCIDÊNCIA!

sábado, 11 de agosto de 2012

2ª BC Escritos Lisergicos - Vegetarianismo e Veganismo. Qual o seu conceito?

2ª Blogagem Colectiva Escritos Lisergicos
Uma ideia do escritor e blogueiro: Christian V. Louis
Realizada pelo Blog do autor: Escritos Lisergicos
Tema: Vegetarianismo e Veganismo. Qual o seu conceito?

Olá, a todos os participantes desta Blogagem Colectiva!

Nesta 2ª Blogagem Colectiva do Blog Escritos Lisérgicos, do amigo Christian V. Louis o tema escolhido foi: Vegetarianismo e Veganismo. Qual o seu conceito?

Este com certeza vai ser um tema um tanto polémico, porém, muito interessante também. Como tenho uma história para contar acerca do assunto, decidi participar.

Então, vamos arrancar…


Deste o nascimento que tenho tido problemas com a alimentação. A minha Mãe conta-me que tinha um apetite muito inconstante, inicialmente voraz.

Logo após o meu nascimento parecia que nada me enchia a barriga, só comia, comia e comia! Tinha sempre muita fome, por mais que a minha Mãe me desse de comer nunca era o bastante. O médico receitava a medida aconselhada, a medida adequada de leite para a minha Mãe me dar no biberon, ─ (mamadeira), e embora ela acabasse por encher com mais um pouco de leite, nunca resultava. Eu ficava a chorar e a gritar, por querer mais e mais, estava sempre insatisfeita. Engordei muito e fui internada no hospital, porque estava com problemas nos intestinos… Os meus intestinos estavam presos, problema esse, que de vez em quando ainda acontece… Esta fase de ter muito apetite durou até eu ter mais ou menos 10 meses.

A seguir tive outra fase interessante, a fase de não comer. De repente nunca tinha fome, não queria comer e nem comia nada de nada! A única coisa que fazia era beber água e leite, eu detestava este último! A minha Mãe só conseguia fazer-me bebê-lo, quando eu acordava a meio da noite com sede e lhe pedia água. Então ela “trocava-me as voltas” e dava-me leite. Mas não pensem que bebia alguma quantidade de leite recomendada, não, nem pensar! Não bebia muito mais que dois golos, (goles) porque tomava-lhe o gosto e imediatamente parava, chorava e rejeitava aquilo. Só depois é que a minha Mãe me dava água e eu bebia muita. Nesta altura tinha uns 11 meses e fiquei nesta fase até ter quase 3 anos. Pesava mais ou menos 11 kg, que era o mesmo peso que tinha quando parei na fase de ter imenso apetite!

A minha Mãe conta-me que não sabe como consegui viver e nem de quê!!! Com quase 3 anos de idade e ter este peso, era realmente um peso bastante baixo. Estava muito magra. A minha Mãe diz-me que estes foram períodos péssimos, quer para ela como para mim.

A partir desta fase estranha da falta de apetite, nunca mais tive grandes apetites. Esta “configuração” mantém-se até à actualidade.

Em minha casa, tínhamos hábitos alimentares dito normais: legumes, vegetais, carne, peixe, cereais, laticínios e fruta. Eu e os meus irmãos fomos educados a comer de tudo um pouco, mesmo que não gostássemos, ou não apreciássemos aquela comida. Os meus pais diziam coisas do tipo: “Não gostas, comes menos! Mas comes.” De nós três, eu era a que era mais esquisita com a comida. Não gostava de quase nada, a não ser pratos que envolvessem carne. Adorava pratos de carne grelhada, carne assada, carne frita e para acompanhar, podia ser com arroz, batatas fritas, ou assadas, porque cozidas não gostava muito e protestava, tal como protestava quando a minha Mãe juntava vegetais, ou legumes ao prato. Não gostava daquilo, dizia sempre, mas comia um pouco porque era obrigada.

Também não era fã de sopa e de peixes, reclamava sempre. Pratos de cozinha tradicional portuguesa não eram bem recebidos por mim, só gostava mesmo era de carne: bife com batatas fritas deixava-me feliz. J
Lacticínios, frutas e cereais, também não comia muito, nunca me apetecia. Desengane-se quem pensar que eu me voltava para os doces, porque nunca fui gulosa.

Mas água bebia e bebo muita, refrigerantes nem por isso, era raro. Sumos de fruta, idem e leite também não podia beber sempre, por causa da prisão de ventre. Na adolescência, por volta dos 14 anos comecei a tomar vinho, ou cerveja às refeições: almoço/jantar. Disto eu gostava e muito, principalmente vinho tinto e uma cervejinha. Depois comecei também a beber café a seguir ao almoço e ao jantar, mais tarde acompanhado de um digestivo: licor, moscatel, às vezes whiskey, ou vodka. Disto eu gostava.

Eu ouvia falar em comida vegetariana e achava um disparate, depois ouvi falar em comida macrobiótica ─ vegana, e achava que não fazia sentido para mim. Durante uns meses a minha Mãe fez um programa de cozinha vegana, que na altura conhecíamos como macrobiótica. Não sei bem se é a mesma coisa, mas penso que sim. Perdoem-me e esclareçam-me se estiver enganada.

Quando a minha Mãe estava a fazer este tipo de alimentação para ela, eu cheguei a provar os bifes de soja, de ceitan, o tofu, mas achava aquilo esquisito. Parecia esponja, ou pão ensopado. Cheguei a provar arroz e a esparguete integral, coisas de que gostei. Não gostei de bebida de soja (leite), as primeiras vezes que bebi. Preferia o leite de vaca. Mas actualmente gosto de tudo isto.

As pessoas tentavam alertar-me que comer demasiada carne me iria fazer mal, tal como o consumo excessivo de fritos me fariam igualmente mal. Eu simplesmente ignorava o que me aconselhavam e fazia o que bem entendia. Aborrecia-me com esse tipo comentários, observações e na minha cabeça surgia frequentemente o pensamento: “Alguém pediu a tua opinião? Não, pois não, então cala-te!”

Quando me voltei para a espiritualidade e para a prática da meditação, a minha Mãe começou a dizer-me que deveríamos deixar de consumir carne, porque a carne nos impedia de “subirmos” ao fazermos a meditação. Ela falava em vegetarianismo, mas não excluía a ideia de mudarmos a nossa alimentação para o veganismo. A carne tem uma energia muito densa e essa energia interfere com a energia espiritual, porque afinal estávamos a consumir um animal que sofrera para servir de alimentação para nós humanos.

Apesar de saber que ela tinha uma certa razão, eu não me sentia capaz de fazer esse tipo de mudança na minha vida, mesmo sendo bom para o aprofundamento espiritual. Eu dizia que só deixaria de me alimentar de carne, ou de consumir álcool apenas numa situação grave de saúde, porque de livre vontade não conseguia. Teria que ser uma coisa extrema.

Precisava amadurecer esta ideia dentro de mim, pois todos os livros de espiritualidade que lia falavam disto. Eu sabia que era verdade mas precisava pensar, precisava de tempo.

No entanto, o meu tempo chegou ao fim. No dia 27 de Agosto de 2009, dei entrada no hospital da minha cidade com sintomas de febre e uma intensa dor no lado direito da barriga. Após ser submetida a vários exames o médico de cirurgia, disse-me que estava com uma grande infecção biliar, devido à enorme quantidade de cálculos na minha vesicula, ─ (coisa que nós desconhecíamos era que eu tinha a vesicula cheia de pedrinhas…). O que aconteceu foi que uma das inúmeras pedrinhas, decidiu ousar conhecer outras paragens e viajou partindo para a aventura, mas ao passar pelo túnel ficou presa e causou um engarrafamento naquela via, - isto é obstruiu o meu organismo causando uma grande infecção. Já contei esta história de forma mais detalhada na postagem referente à Blogagem Colectiva do Café Entre Amigos – 7 Factos da Sua Vida, aqui fica o link para quem quiser ler.

Fiquei 12 dias internada e aí tive de mudar a alimentação de forma radical. Deixei de comer e de beber coisas que futuramente me poderão causar uma nova crise de cálculos biliares. Comecei a fazer uma alimentação macrobiótica, optando por alimentos naturais e integrais, deixando praticamente a carne e também deixei de beber o saboroso vinho tinto, do qual tanto gostava e apreciava acompanhar com a comida. Gostava não, - correcção -, gosto mas que não bebo com medo de me fazer mal.

Devido ao radicalismo, emagreci muito mas em Agosto de 2011 foi-me diagnosticada anemia… Ai, tive que tomar um suplemento de ferro que durou até Abril do ano presente e tive também de voltar a consumir de vez em quando mais carne de bovino, peixe e ovos. Apesar de gostar, noto que o meu organismo não reage muito bem à carne bovina. Fico com excesso de oleosidade no rosto, nos cabelos e com problemas no intestino, novamente. Coisa que não acontece com o tofu, o ceitan, a soja e, com o arroz integral e as maças. O arroz dito normal, também já prende os meus intestinos, coisa que anteriormente não acontecia.

Conclusão: mudei a minha alimentação por uma situação extrema. Tanto afirmei isso que aconteceu!!! Apesar de não gostar de radicalismos, o destino levou-me para esta situação e hoje já me sinto amadurecida para ter uma alimentação vegana. Porém, o meu organismo parece não estar ainda preparado para dar este passo…

No entanto, pode ser que um dia me seja possível. Tenho esperança.

Contudo, acho que este tipo de alimentação deveria ser mais acessível para o povo. É sempre tudo tão caro… Se fosse mais barato, o mundo abraçava melhor esta ideia.

Quanto aos animais, penso que merecem mais respeito e consideração por nós humanos. Isto está presente em vários livros de espiritualidade, não sei senão em todos. Quando Deus divulgou os 10 Mandamentos, escreveu um que diz o seguinte: “NÃO MATARÁS”. Creio que Ele referia-se também a não matar animais para seu próprio consumo, as pessoas muitas vezes não vêem, ou pura e simplesmente recusam-se a ver o óbvio. No livro de Max Heindel, ─ O Conceito de Rosa Cruz do Cosmos, fala e desmistifica este mandamento inserido na Bíblia.

Eu adoro animais e não gosto se quer que matem cobras, tubarões, crocodilos só porque um deles atacou, por se sentir ameaçado pela presença humana, ou por ter fome. O homem é o único animal que mata sem ter necessidade de se alimentar, ou para se defender. Ele mata por malvadez, que muitos atribuem o bonito nome de “desporto”.

Sou contra as touradas, detesto ouvir quando as pessoas dizem que é uma tradição, uma arte e que é um evento cultural. Isto é ridículo! Para mim é uma barbaridade e penso que em pleno século XXI, esta ideia e outras semelhantes já deveriam terem sido mudadas, acabando com isso.

Lembrem-se do tempo em que imperava o império Romano onde no Coliseu haviam aqueles espectáculos bárbaros, no qual escravos, criminosos, cristãos, ou quem lhes poderia fazer frente, eram levados para a arena para serem devorados pelas feras, para diversão sádica dos espectadores.

Claro que os tempos mudaram, mas ainda há muita coisa para ser mudada, principalmente a consciência das pessoas.

Para terminar, agradeço ao meu xará Christian V. Louis pela oportunidade e pelo convite que me deu para participar nesta excelente iniciativa.

Obrigada, parceiro.

Abraços,

Cris Henriques

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Blocos de Notas Modernos


Já alguma vez teve uma inspiração para escrever um poema, ou para escrever um conto e subitamente não teve como anotá-la?

Eis duas situações possíveis…

  1. Tenta concentrar-se e até memorizar aquele pensamento, para não se esquecer e anseia por chegar a casa o mais rapidamente possível para o digitar no seu computador, pois está num local público, como por exemplo, no metro e lamentavelmente nem um guardanapo tem para escrever aquela ideia. O telemóvel toca e você atende.
  2. Está a dormir profundamente e de repente acorda porque toma consciência de que aquele sonho pode dar um belo conto. Porém, não tem nada perto que não a impeça de se levantar para anotar aquela ideia. A única coisa em cima da mesa-de-cabeceira é o seu telemóvel. Para não perder aquela ideia, sabe que isto implica que se levante da cama e que vá procurar uma caneta que escreva e um papel, mas isto vai originar também com que desperte e como já é tarde, amanhã é dia de trabalho e levanta-se cedo para ir trabalhar.

Então como resolve estas situações?

  1. Levanta-se para procurar um papel e uma caneta, arriscando-se a perder o sono.
  2. Volta-se para o outro lado da cama e adormece instantaneamente sem raciocinar na questão.


Estas inspirações também já me aconteceram e continuam a acontecer inesperadamente, principalmente durante a noite. Como não sou uma escritora do século XIX, ou XX, não uso regularmente o bloquinho de notas, nem um caderno, ou agenda. Não. Usar bloco de notas, caderno, ou até agenda já não são coisas muito práticas, além de serem prejudiciais em termos ecológicos. O único bloco de notas que geralmente utilizo, é o programa que vem instalado no computador e tem esse nome.

Imagem aqui


Quanto usamos um papel para tomar nota de algo, o destino dado a esse papel depois de ser útil e da ideia ter sido passada para o computador, é o lixo, ou a reciclagem que é menos mal.

Assim, encontrei um método mais inovador que não prejudica a natureza e que também me economiza o tempo: escrevo as minhas ideias no telemóvel e faço-o desde 2006. Escrevi praticamente todo o meu primeiro livro usando este método e não pensem que o meu telemóvel era daqueles todo “xpto” com uma tecnologia muito avançada. Não. Usava o modelo 6080 da Nokia.

Imagem aqui

Actualmente, possuo o equipamento Samsung Blade e escrevo tudo com ele: poesias, crónicas, resenhas, contos, posts para o blog, etc. Para passar os textos para o computador também é muito prático: crio um MMS – Multimedia Messaging Service, (em português: Serviço de Mensagens Multimédia) e depois envio para o meu e-mail.

Imagem aqui


Pronto, está feito e assim não perco as minhas inspirações, nem ideias! É um método bastante eficaz e seguro. A seguir é só ir ao meu e-mail, abrir a mensagem, copiá-la e colá-la no word. Ajeita-se o texto, corrige-se, acrescenta-se mais coisas ou não, conforme a sua inspiração.

Se for uma postagem para o seu blog faz o mesmo que descrevi no parágrafo acima, mas deve limpar a formatação do MMS e fazer outra formatação mais adequada no word, para que desta forma não fique com uma formatação diferente da que escolheu anteriormente no Design da Template do seu blog.

Geralmente, fico mais inspirada durante a noite e por esse motivo, este método é-me mais útil. Portanto, se gosta de escrever adopte este método e seja amiga do ambiente. Pense VERDE e torne-se numa escritora, ou blogueira do século XXI!

Imagem aqui


As novas tecnologias foram inventadas para facilitar os humanos, mas penso que também podemos pensar a nível ecológico, beneficiando as nossas florestas.

Quem possui um tablet, iPhone, iPad, ou smartphone também pode utilizar este método.

Abraços a todos,

Cris Henriques J

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Alerta para todos os Blogueiros!

Olá moços e moças, de perto e de longe, de Portugal, Brasil e de todo o mundo!

O meu amigo e parceiro Christian V. Louis do blog Escritos Lisérgicos vai realizar no seu espaço virtual, a sua 2ª Blogagem Colectiva no dia 11/08/2012 e termina no dia 15/08/2012. Desta feita o tema escolhido pelo autor é: Vegetarianismo e veganismo. Qual o seu conceito?

Os interessados em participar devem escrever seu texto e depois postar na data indicada.

Para esclarecimento de dúvidas dirijam-se a blog do autor e falem com ele.

Clique aqui no link para entrar no blog do Christian V. Louis.

Todos estão convidados.

E para o amigo Christian aqui fica uma músiquinha...

Abraços,

Cris Henriques

(Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência!)
Hehehe :)

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Algumas imagens contidas no blog foram colocadas nas postagens apenas para ilustrar o conteúdo, dando-lhe mais beleza. Essas imagens foram encontradas no navegador Google e estão inseridas noutros sites, ou blogs. Se alguma dessas imagens for sua, peço que me informe pelo Formulário de Contacto, ou pelo meu e-mail para que eu a possa retirar e substituir.

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