![]() |
| Christian Louis - http://escritoslisergicos.blogspot.com/ |
Introdução
Olá a tod@s.
Antes de começar, quero
dizer-te Christian Louis que
te felicito pela tua iniciativa de criar uma blogagem colectiva entre blogueir@s
e com um tema muito atraente e interessante: Espiritualidade.
Agradeço-te ainda por me
dares a oportunidade de poder participar.
Obrigada. J
Espiritualidade
Tomei conhecimento da
espiritualidade há muitos anos atrás, através da minha Mammy (Mãe) que sempre tentou
(a mim e aos meus dois irmãos) educar com os valores de respeito pelos outros e
para connosco próprios, a ser generosos ensinando-nos a partilhar, a ser
pessoas honestas e verdadeiros, a ter Fé e a amar o próximo como a nós mesmo.
Acima de tudo, tentou
que nós conhecêssemos a Deus e a ter Fé Nele. Resumindo, fomos criados nos
padrões católicos mas sem sermos praticantes.
Até aos meus 19 anos,
fui uma pessoa muito céptica. Para ser mais exacta, eu recusava-me a acreditar
por que me sentia diferente das meninas da minha idade desde sempre. Enquanto
elas se interessavam por homens, eu sentia-me atraída por mulheres e aos olhos
da igreja católica eu estava a pecar. Aos olhos da igreja católica, eu estava
doente, padecia de “homossexualidade”! E segundo eles, segundo ouvia dizer Deus
condenava os homossexuais. Eramos visto como sendo aberrações da natureza…
Então eu estava um
pouco zangada com Deus. Não compreendia porque Ele aceitava e perdoava todos,
mesmo se fossem más e assassinas, violadores, ladrões, pessoas que traíam seus
espos@s, que se envolviam com pessoas
casadas, outros que molestavam crianças, prostitutas, etc. Só os homossexuais
não eram bem-vindos, nem eram amados por Deus.
Isto revoltava-me e
entristecia-me, pois eu já tinha nascido lésbica e sempre tivera consciência
disso. Eu gostava de ser como era e ainda hoje assim é. Não era hipócrita, os
meus amigos e amigas sabiam, tal como a minha irmã e todos me amavam como era.
Portanto, perguntava-me
constantemente e a Deus porque era tão errado ser lésbica?
Se era errado, porque me
tinha feito Ele nascer assim?
No entanto, eu não via
as minhas perguntas respondidas e fiquei zangada. Decidi que era melhor fazer
de conta que Ele não existia e que isso era tudo uma grande mentira e assim,
foi até aos meus 18/19 anos. Mas o contraditório é que acreditava em Jesus e em
alguns santos.
Contudo, num belo dia
tudo mudou quando me apaixonei e tive a brilhante ideia de a conquistar. Como sempre
gostei de ler, li num livro que para se conquistar alguém devíamos conhecer os
seus gostos pessoais. Mas para mim, isto não era o suficiente, porque isto já
eu sabia, pois conhecíamo-nos desde a nossa infância.
Eu queria
compreendê-la, saber o que a fazia feliz e o que a deixava triste. Queria saber
o que a fazia vibrar, quais eram os seus medos, queria saber acima de tudo como
poderia fazê-la feliz. Queria conhecer o seu interior. O seu coração.
Então, comecei a
estudá-la através do seu signo e assim, envolvi-me com o estudo da astrologia e
isto para mim foi tão verdadeiro, que acabei por fazer um curso de astrologia.
Estava aberta a porta para a espiritualidade. O primeiro passo estava dado.
A seguir, comecei a ler
livros não só de astrologia, como de espiritualidade. Autores como: Allan
Kardec, Brian L. Weiss, Louise L. Hay, Osho, Ronda Byrne, Alexandra Solnado,
Paulo Coelho, Dulce Regina, Francisco Cândido Xavier, entre outros, acabaram
por me mostrar um Deus diferente daquele que a igreja fala. Este Deus é um ser
bom que ama todos os seus filhos, cada um é especial. Ele só quer o nosso bem,
a nossa felicidade e aceita todos como são. Não importa a cor, a raça, a orientação
sexual, importa apenas que o amemos e sejamos puros de coração.
Este é o meu Deus.
Actualmente, exerço a
Astrologia e tento ajudar as pessoas através desta na realização do Mapa
Astral. Ajudar é a minha profissão.
Hoje pratico meditação
com regularidade e pratico o Reiki, para me manter em equilíbrio mental, físico
e espiritual.
Acredito em reencarnação,
em karma, em espíritos e na Lei da Causa e do Efeito. Porém, não professo
nenhuma religião. A minha religião, (se é que se pode chamar de religião) é o
Amor Incondicional, seguindo o mandamento de Jesus Cristo: “Amar os outros como
a mim mesma.”, sem reservas, sem limites, sem dogmas, sem religiões e sem
qualquer tipo de preconceito, pois só o Amor É Real.
Quanto à minha história
de amor, terminou como estava destinada, ficámos boas amigas.
Um abraço e beijos a
tod@s,
Cris Henriques
