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terça-feira, 8 de abril de 2014

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mini Manual do Amor

Imagem aqui.


Desde o berço tenho aprendido muita coisa, das mais simples às mais difíceis e confusas. São estas coisas chamam-se também lições para a vida, ou lições de vida. As lições de vida são-nos facultadas através do nosso ambiente familiar, mais concretamente, através dos nossos progenitores segundo os seus conhecimentos e experiências de vida.

Há medida que crescemos, vamos fazendo escolhas, vivendo as nossas próprias experiências. São as nossas próprias experiências que nos motivam às nossas escolhas e nos ajudam a optar entre o Bem e o Mal, a distinguir o Certo do Errado. É assim que construímos o nosso carácter, que definimos a nossa personalidade.

Outras coisas, aprendi com professores e através de livros ou dos manuais, mas muitas coisas também aprendi sozinha descobrindo, intuindo. Durante todo esse tempo reflecti acerca de tudo o que li, assimilando, experienciando, em suma vivendo.

Tudo se aprende, dizem que existem livros, manuais que ensinam todo o tipo de matéria. Só precisamos estar conscientes do que queremos aprender e estarmos abertos a essa realidade. No entanto, eu não concordo. Existe um manual do qual já notei a falta e que é inexistente na biblioteca da nossa sociedade é: O Manual de Instruções para o Amor. É verdade, não há ainda nenhum livro que ensine a amar. Sim, existem livros e filmes que falam de amor, mas esses materiais não são propriamente manuais. O seu conteúdo normalmente é biográfico, porque para falar de sentimentos tão fortes deve-se ter vivido pelo menos uma vez na vida. Eu acredito que assim seja. Não importa se o amor foi correspondido, ou não. O importante é que foi sentido, mesmo que tenha sido sentido só por uma dessas pessoas.

Realmente não existe um manual para o amor, um manual que nos ensine a amar. Para amar precisamos querer sentir, mas até para sentir precisamos aprender e para fazer isso é necessário dar o devido uso ao coração. O coração, para alguns, é apenas um músculo que bombeia o sangue levando-o a todos os lugares do nosso corpo. É ele que nos mantém vivos, mantém-nos conectados com a matéria. Já para os seres mais sensíveis, o coração tem a ver com as emoções. Essas emoções tanto podem conter sentimentos positivos, quanto negativos. São emoções que nos ligam à vida, mas também à morte, ao desencarne.

Quando estamos enamorados, o coração bate num grande turbilhão de sentimentos. Quando avistamos a nossa cara-metade, quando ela nos acena ao longe, quando nos abraça, quando sorri, etc., o nosso coração bate com tanta força que quase nos salta do peito repleto de euforia. Estes são os pensamentos positivos que nos exultam de felicidade. Aí, o nosso coração bombeia o nosso sangue em louvor da vida.

Porém, quando estamos emanando pensamentos negativos, corremos o risco de ficarmos tristes e se essa tristeza perdurar ficamos doentes, podemos acabar por morrer de desgosto, morrer de amor. Mas não é de problemas que quero falar, já falei desses problemas noutro artigo: “Elas Não Matam Mas Moem”. O que quero é falar hoje é de amor e da capacidade de amar.

Todos nós nascemos com capacidades inatas, mas também nascemos para adquirirmos novas capacidades que após serem aprendidas, precisam ser colocadas em prática para que as possamos desenvolver. Neste caso, inclui-se também o amor. No entanto, muitos indivíduos não têm capacidade de amar. Passam pela vida seduzindo e brincando com os sentimentos dos outros, é como se para eles o amor fosse um brinquedo, ou um desporto!

Apesar de não haver o tal “Manual do Amor”, aprendi que amar não é difícil. Os seres humanos é que são complicados e confusos, porque de entre todos os caminhos que os encaminham para conhecer o amor, muitos de nós escolhe o mais difícil. Para amar, basta que tratemos a outra pessoa como se ela fosse nós próprios.

Então, hoje vou escrever um mini manual do amor, de acordo com aquilo que já aprendi.

Mini-Manual do Amor

1. Não devemos cobrar, o Amor não é moeda de troca;

2. Não devemos pressionar, porque ao pressionarmos a pessoa desaparecerá da nossa vida;

3. Não devemos implorar por Amor, isso é humilhante e revela falta de amor-próprio;

4. Não devemos possuir nem sentir ciúmes, a pessoa não é um objecto que nos pertence. Os ciúmes são os primeiros sintomas de desequilíbrio mental, revela insegurança, inveja e falta de confiança em quem amamos. Os ciúmes matam o Amor. Amar é confiar;

5. Não devemos manipular, tentar mudar a pessoa amada. Lembre-se que quando a conheceu, ela já era como é. Foi por isso, que se enamorou por ela;

6. Não devemos mimar excessivamente, dizer “Amo-te” a cada 10 minutos é sufocante e cansativo;

7. Devemos respeitar o seu silêncio, nesses momentos o melhor é pegar na mão, ou abraçá-la;

8. Devemos ouvir o que ela tem para dizer, ao ouvirmos aprendemos a conhecer a sua alma;

9. Devemos aceitar os seus momentos de reflexão, dar-lhe espaço. Quando ela se sentir melhor e tiver tudo resolvido na sua mente, ela voltará mais apaixonada do que antes e mais atenciosa também;

10. Devemos ser pacientes, ter compreensão. Ninguém é perfeito e todos temos dias complicados.

Mas difícil, difícil mesmo é exprimir o amor que sentimos por alguém, é dizer: “Amo-te muito, fica comigo.”

Isto sucede devido à timidez, mas também deriva do medo da rejeição. Porém, se não conseguir dizer verbalmente, escreva-lhe. Se não disser à pessoa o que sente, ela nunca saberá.

Vá lá, coragem!

Corra esse risco, porque vale a pena! Quando se ama verdadeiramente, tudo muda positivamente.

Lembre-se que o Amor não se pede, dá-se e sempre que o damos, alguma coisa boa acontece.

O importante mesmo na vida é amar!

Cris Henriques



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perda

Imagem aqui.

Estou numa fase de transição, (não estamos todos?!) e estou ainda a tentar compreender o que isto significa para mim. Sempre ocorre um período destes, ocorrem perdas. Não é verdade?

É um momento que devemos acabar, ou deitar fora o que já não nos interessa e nos impede de evoluir. Não acredito que esta mudança seja uma coisa má, mas sim boa.

No entanto, a espectativa é sempre algo que nos destabiliza trazendo-nos instabilidade à nossa vida, independentemente de quem somos, ou do que fazemos na vida. A nossa vida é como se fosse uma casa que construímos aos poucos, conforme os conhecimentos e materiais que adquirimos. Se é uma construção forte e inabalável, não sabes ao certo. Só com um abalo forte é que podemos testá-la. Quando ocorre um abanão, as áreas mais frágeis ficam afectadas e muitas caiem. ´O que devemos fazer com as zonas danificadas, é procurar os erros e as faltas que se cometeram e seguidamente concertar tudo, reconstruir o que foi destruído e torna-lo mais forte.

Com a nossa vida, acontece a mesma. Somos testados a toda a hora para ver se aquele sector já está bem estruturado e depois somos apanhadas de surpresa, porque aquilo volta a cair e nós não entendemos o porquê. Mas também, muitas vezes não percebemos as coisas por pura e simples casmurrice, nós vemos as coisas só que fingimos não ver para não tomarmos uma decisão. Pois sempre que surge uma mudança, surge também uma posição e decisão a tomar.

Em certas situações, fazemos resistência face às mudanças porque bem no fundo estamos a adiar. Estamos a fugir. Temos um imenso medo de perder algo que conquistamos com tanta luta.

Porque temos tanto medo de perder?

Porque o que conquistamos dá-nos segurança, conforto e alegria, faz-nos sentir bem. Entao é ai que acabamos por cometer um grave erro, tornamos o que conquistamos como certo, como um bem adquirido e ai descuidamo-nos… Só ficamos a absorver o que nos querem e podem dar, e depois, deixamos de nos esforçar por retribuir o amor que recebemos e é por sermos tão egocêntricos, tão egoístas que a grande energia universal nos puxa o tapete e nós caímos com a cara no chão. Espalhamo-nos ao comprido e a grande voz diz: “─ Vá, agora sacode a poeira e levanta-te. Monta o cavalo e anda.”

E nós obedecemos claro, mas não completa e nem imediatamente. Nós levantamo-nos do chão sim, mas ao invés de montarmos o cavalo, caminhamos a seu lado e questionamos o porquê daquela queda. Andamos quilómetros, milhas a pé se for necessário até compreendermos o porquê. Chegamos a atravessar desertos áridos, em busca de uma resposta que só nós podemos responder e que se encontra no nosso coração. É atravessando o imenso deserto que apuramos os nossos ouvidos e nos predispomos a ouvir o coração. E ele então fala connosco, mas indirectamente, através dos nossos sonhos. Por isso, devemos estar atentos aos sonhos que temos, porque essa é a linguagem do coração. Então, decifrado o enigma voltamos a montar o cavalo e percebemos que o final do deserto está já aqui e então conseguimos atingir as nossas metas.

Nada na vida é eterno, nem mesmo a tristeza. Às vezes perdemos para voltar a ganhar depois.

Que deste dia em diante, sejamos um pouco mais sábios e tenhamos aprendido a lição para que estas perdas não se voltem repetir no futuro.



Cris Henriques

Barreiro, 17 de Janeiro de 2012



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