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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Vida Em Comum

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Imagem do Google

Olá a todos!
 
Hoje quero falar sobre vida em comum. Viver debaixo do mesmo tecto com quem amamos, será sonho ou pesadelo?
Este assunto é muito sério, muito mesmo. Devemos ser conscientes de que por mais sinceras/os que sejamos, isto não é o suficiente para garantir a harmonia e a estabilidade com a/o nossa/o companheira/o. O ser humano não se relaciona com todas as pessoas da mesma maneira, tanto quanto desejaria. É como se tivéssemos várias faces e fossemos várias pessoas ao mesmo tempo. Com os pais temos uma personalidade, agimos e relacionamo-nos de uma determinada forma. Perante os pais, somos a/o filha/o e muitas vezes, regredimos e é como se ainda fossemos crianças, pois na verdade somos tratadas/os ainda assim.
No campo da amizade, também agimos com uma postura diferente daquela que temos com os nossos pais. Com nossos amigos temos tendência para sermos mais autênticas/os, porque não temos receio de apenas ser e agimos com eles dessa mesma maneira, não nos escondemos por detrás de nenhuma máscara. De um modo geral, temos sempre aquela/e amiga/o especial em quem nós confiamos completamente e que nos conhece melhor, ou tão bem, como a palma da sua mão.
Com outros familiares, tios ou primos, também temos outra face, embora esta não seja tão importante, pois no meu caso são pessoas que estão longe e que com quem estou ocasionalmente, logo, mostramos a face de uma pessoa comum que luta pela sua vida. Geralmente, não nos preocupamos muito com este lado da família.
Esta nossa postura é natural, faz parte de nós, da nossa essência e é como uma defesa perante alguma coisa que possa correr mal e nos atinja inesperadamente. No entanto, vivemos na incessante busca do amor até que nos apaixonamos por aquele alguém num dia de chuva, ou num abrasador dia de calor e compreendemos que, aquela pessoa é o nosso ideal e tem todas as características que desejamos que tivesse. É então que surge o: “Tu e Eu”, que são dois egos que desenvolvem uma nova face dentro de nós, a da paixão, – que no meu caso é muito intensa – e que algum tempo mais tarde faz com que se desenvolva dentro de nós um outro sentimento: o Amor. É com este sentimento tão profundo que toca a nossa alma e que nos transforma em pessoas melhores, que acabamos por abdicar do nosso ego e que dá lugar ao “Nós”. O “Nós”, é a fusão do “Tu e Eu”, é o Amor e é este sentimento tão bom que nos permite sonhar em estar perto da/o nossa/o amada/o para sempre e é na imensidão da noite que esta necessidade, que esta falta é mais sentida. Dormir ao lado daquele ser que nos preenche por completo, dentro dos mesmos lençóis, ou num outro lugar qualquer. Sentir o seu respirar, o seu ritmo cardíaco e ter a plena certeza que tudo o que queremos na nossa vida, é passa-la com o nosso Amor, envelhecer ao seu lado e ficar assim até ao fim dos nossos dias. Eu sei que é um sonho romântico e que na prática, as coisas são bastante diferentes, especialmente quando o relacionamento é muito intempestivo... Então, aqui volta-se a colocar a tal pergunta e surge aquela dúvida: Será que vai ser bom para mim morar com ela/a?
Será bom para o nosso relacionamento?
Na minha opinião se não nos conseguimos relacionar com esta pessoa fora da cama, então não vale mesmo a pena. O melhor é repensar toda a situação, o sexo não é o principal ingrediente de uma relação. É bom, mas não é o principal. O sexo é um complemento do amor e não o seu Todo. Quando pensarmos em viver em comum com o nosso amor, devemos estar conscientes disto. Mas não é só isto, há mais! Devemos unir-nos em comum com alguém sim, mas se os momentos fora da cama forem harmoniosos e em que haja cumplicidade com esta pessoa tão especial para nós. Porém, se o sexo também for intenso e maravilhoso, então será uma vida perfeita em comum! Devemos escolher alguém parecido connosco, que nos faça sorrir e rir, que nos faça sentir bem e com quem tenhamos coisas em comum, para que possamos partilhar e conversar sempre. Aquela antiga expressão de que os opostos se atraem, na prática não funciona muito bem, pois os opostos também se repelem. E para terminar, a beleza mais importante é a interior, quanto à exterior muitas vezes esconde algo e esse algo, pode trazer-nos uma grande ilusão. Nem tudo o que luz é ouro.
Reflitam sobre isso antes deste passo e sejam felizes. Tenho meditado muito neste assunto e quero dar este passo, a decisão está tomada, mas tudo a seu tempo.
 
Cris Henriques

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