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sábado, 20 de julho de 2013

Espaço Consciência Pura

Cabeçalho ECP2

Olá a amigos!
 
É verdade que tenho estado mais ausente esta semana, quer dos vossos blogs, como do meu e peço-vos as minhas desculpas por isso. Na quarta-feira passei mal e tive de ir às urgências do hospital da minha cidade, estava com febre e dores no baixo-ventre. Após tomar um medicamento para baixar a febre, esta não cedeu e como as dores persistiam intensamente, decidi ir até ao hospital.
 
Felizmente, desta vez não era a vesícula. O problema está na obstrução intestinal… Mas agora já está tudo bem e eu estou melhor.
 
Quem já me conhece, sabe que não sou de me lamentar. Portanto, o relato do meu incidente fica por aqui e vou prosseguir com o meu post.
 
***
 
Como já puderam notar pela imagem deste post, tenho novidades! Portanto, esta postagem é a divulgação de um novo projecto da minha Mãe – Idália Henriques, (dos blogs: Falando Com Os Meus Botões, Cake Design & Sabores da Nossa Vida e Miminhos da Idália) e meu. Nós abrimos um novo blog que se chama Espaço Consciência Pura e o endereço é o seguinte: http://espacoconscienciapura.blogspot.com. Lá falamos de Espiritualidade, de Autoajuda, Reiki, Meditação, etc. O blog está ainda em construção, estou ainda a adicionar-lhe alguns widgets, entre outras coisas importantes. Contudo, já tem postagens e pode ser visitado.
 
 
Obrigada.
 
Cris Henriques

sábado, 13 de outubro de 2012

A Volta de 180º – Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão


Saturn
Imagem do Photobucket

A vida dá muitas voltas, voltas de 180° graus, sobretudo. Estas voltas são coisas inesperadas, como situações que provocam o caos e a destruição.

Será destino?

Será karma?

Será castigo Divino...?

Sim, é destino e sim, é karma. Mas não, não é de todo um castigo Divino. Não acredito que Deus seja um pai ditador, autoritário para com os seus filhos. Acredito que Deus é um ser especial, uma entidade forte e sábia que ajuda os seus filhos e somos todos filhos Dele, toda a vida existente foi criada por Ele, pois é Ele o Criador. Deus é também o Amor Incondicional, aceita-nos exactamente como somos. Ele não quer que soframos, Ele quer que sejamos felizes e que o tenhamos no coração, é essa a sua morada dentro de nós. Deus é a união e é o amor universal. Acredito que podemos e que devemos confiar nas suas acções. Só Ele sabe o que está destinado para nós.

O destino e o karma, são unos e representam uma e a mesma coisa. É como a Lei do Retorno, a Lei da Causa e de Efeito, é tudo o mesmo. Todas as nossas acções, levam a uma reacção e nem sempre temos consciência do significado disto. O karma, pode ter sido gerado por uma vida passada, ou mesmo nesta vida. Quando erramos, aprendemos. Mesmo que esta aprendizagem não seja aprendida nesta vida. Se isso acontecer, teremos uma nova oportunidade numa vida futura. Sim, o karma são oportunidades de aprendizagem que Deus nos concede para evoluirmos espiritualmente. Não é propriamente um castigo e Saturno, é o planeta que está directamente ligado a isto. Saturno é o Senhor do karma. Ele é um Mestre, um grande professor. Quando Saturno toca em certas fragilidades do nosso Mapa Astral, sentimos um abanão tremendo. As dívidas karmicas com que nos comprometemos a resolver ao reencarnarmos, são cobradas nesse preciso momento em que nos sentimentos mais sensíveis. A nossa vida fica de “pernas para o ar” e nós sentimo-nos completamente perdidos, desesperados e sem eira nem beira… É uma volta de 180º, onde precisamos adquirir uma nova consciência e uma nova visão perante o futuro. E não adianta resistir, ou ignorar, porque quanto mais fizermos isso, mais dificuldade temos para suportar e voltar a equilibrarmo-nos.


3Infelizmente, o nosso mundo está a passar por este tipo de pressão e não é só por causa do planeta Saturno que transita no signo de Escorpião, mas também devido ao Plutão transitando em Capricórnio, Úrano em Áries/Carneiro e Neptuno em Peixes. Com todos estes planetas aspectando entre eles e activando os nossos Mapas negativamente, muitos de nós estamos a entrar num caos em vários sectores das nossas vidas. Sentimo-nos mais solitários, isolados, incompreendidos e estamos cansados. Alguns vão perder tudo, até mesmo a esperança e entrarão num barco que perderá a rota, o rumo porque a agulha da sua bússola partiu-se…

Como ultrapassar esta crise, o que fazer?


O que eu faço e tento fazer, é meditação com visualização criativa. Fazer isto diariamente, claro e pelo menos vinte minutos. Também contemplo a natureza, as flores a florir, os frutos a nascer, a horta a crescer, ver um pôr-do-sol, um céu repleto de estrelas brilhantes e pedir um desejo à primeira que avistar como quando era criança. É muito lindo, é sublime. Sentir o vento no rosto, o calor do sol no corpo e sentir a chuva, o cheiro da terra molhada. Maravilhoso! Acreditar em milagres, ter fé e acreditar em Deus, porque só com ele tudo isto é possível.


Foto0540
Conheça-se a si própria(o), interiorize e leia livro espirituais, ou de autoajuda.

Cris Henriques

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Medo

Muito já se escreveu acerca do medo, muito já se falou efectivamente deste também.

Mas... o que é o medo?

Um frio gelado, profundo na coluna que nos sobe até à nuca e nos empalidece o rosto, paralisando os nossos movimentos. Esta é certamente uma sensação que todos nós já devemos ter sentido em algum momento da vida e que travou as nossas acções por algum tempo.

O medo é um sentimento muito negativo que existe desde o nascimento do mundo, desde que começou a existir vida em cada planeta, em cada ser vivo, desde o início da humanidade e ele está presente nas mais diversas situações, infelizmente...
Quando vivemos no medo, nem respiramos convenientemente e deixamos de fazer tudo o que nos apaixona. Acabamos por deixar de viver, por não conseguirmos ver as coisas belas da vida. O medo leva-nos a nossa alegria de viver, rouba-nos a nossa Paz interior, o tempo de vida e esse mesmo tempo, é limitado para cada ser. Se não agirmos na altura certa e não enfrentamos os nossos medos, estamos certamente a perder tempo, a perder a oportunidade de crescer interiormente.

Existem pessoas que pensam demasiado e perdem-se em mil pensamentos, paralisados, indecisos permanecendo nos “bastidores” da vida, assistindo ao seu mundo a ruir e não agem. Estas são pessoas sem Fé, sem esperança e são pessoas controladoras, egoístas que possuem um Ego enorme, pois se controlarem suas acções impedem a vida de acontecer.

No entanto, nós não somos Deus. Não temos controlo de nada e aquilo que mais tememos, acaba por acontecer... Tudo cai! Tudo rui! É a lei da atracção que age de acordo com o nosso pensamento. Não importa que sejam pensamentos negativos, ou positivos, importa que existem. Foi o medo que provocou que aquela história de amor terminasse, que aquele emprego fosse perdido porque pura e simplesmente tivemos medo de agir.
Aventure-se! Arrisque! Enfrente seus medos e dê o seu melhor. Vai ver que não se arrependerá e não se esqueça de que o medo mata.

Cris Henriques

Barreiro, 17 de Junho de 2012


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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mini Manual do Amor

Imagem aqui.


Desde o berço tenho aprendido muita coisa, das mais simples às mais difíceis e confusas. São estas coisas chamam-se também lições para a vida, ou lições de vida. As lições de vida são-nos facultadas através do nosso ambiente familiar, mais concretamente, através dos nossos progenitores segundo os seus conhecimentos e experiências de vida.

Há medida que crescemos, vamos fazendo escolhas, vivendo as nossas próprias experiências. São as nossas próprias experiências que nos motivam às nossas escolhas e nos ajudam a optar entre o Bem e o Mal, a distinguir o Certo do Errado. É assim que construímos o nosso carácter, que definimos a nossa personalidade.

Outras coisas, aprendi com professores e através de livros ou dos manuais, mas muitas coisas também aprendi sozinha descobrindo, intuindo. Durante todo esse tempo reflecti acerca de tudo o que li, assimilando, experienciando, em suma vivendo.

Tudo se aprende, dizem que existem livros, manuais que ensinam todo o tipo de matéria. Só precisamos estar conscientes do que queremos aprender e estarmos abertos a essa realidade. No entanto, eu não concordo. Existe um manual do qual já notei a falta e que é inexistente na biblioteca da nossa sociedade é: O Manual de Instruções para o Amor. É verdade, não há ainda nenhum livro que ensine a amar. Sim, existem livros e filmes que falam de amor, mas esses materiais não são propriamente manuais. O seu conteúdo normalmente é biográfico, porque para falar de sentimentos tão fortes deve-se ter vivido pelo menos uma vez na vida. Eu acredito que assim seja. Não importa se o amor foi correspondido, ou não. O importante é que foi sentido, mesmo que tenha sido sentido só por uma dessas pessoas.

Realmente não existe um manual para o amor, um manual que nos ensine a amar. Para amar precisamos querer sentir, mas até para sentir precisamos aprender e para fazer isso é necessário dar o devido uso ao coração. O coração, para alguns, é apenas um músculo que bombeia o sangue levando-o a todos os lugares do nosso corpo. É ele que nos mantém vivos, mantém-nos conectados com a matéria. Já para os seres mais sensíveis, o coração tem a ver com as emoções. Essas emoções tanto podem conter sentimentos positivos, quanto negativos. São emoções que nos ligam à vida, mas também à morte, ao desencarne.

Quando estamos enamorados, o coração bate num grande turbilhão de sentimentos. Quando avistamos a nossa cara-metade, quando ela nos acena ao longe, quando nos abraça, quando sorri, etc., o nosso coração bate com tanta força que quase nos salta do peito repleto de euforia. Estes são os pensamentos positivos que nos exultam de felicidade. Aí, o nosso coração bombeia o nosso sangue em louvor da vida.

Porém, quando estamos emanando pensamentos negativos, corremos o risco de ficarmos tristes e se essa tristeza perdurar ficamos doentes, podemos acabar por morrer de desgosto, morrer de amor. Mas não é de problemas que quero falar, já falei desses problemas noutro artigo: “Elas Não Matam Mas Moem”. O que quero é falar hoje é de amor e da capacidade de amar.

Todos nós nascemos com capacidades inatas, mas também nascemos para adquirirmos novas capacidades que após serem aprendidas, precisam ser colocadas em prática para que as possamos desenvolver. Neste caso, inclui-se também o amor. No entanto, muitos indivíduos não têm capacidade de amar. Passam pela vida seduzindo e brincando com os sentimentos dos outros, é como se para eles o amor fosse um brinquedo, ou um desporto!

Apesar de não haver o tal “Manual do Amor”, aprendi que amar não é difícil. Os seres humanos é que são complicados e confusos, porque de entre todos os caminhos que os encaminham para conhecer o amor, muitos de nós escolhe o mais difícil. Para amar, basta que tratemos a outra pessoa como se ela fosse nós próprios.

Então, hoje vou escrever um mini manual do amor, de acordo com aquilo que já aprendi.

Mini-Manual do Amor

1. Não devemos cobrar, o Amor não é moeda de troca;

2. Não devemos pressionar, porque ao pressionarmos a pessoa desaparecerá da nossa vida;

3. Não devemos implorar por Amor, isso é humilhante e revela falta de amor-próprio;

4. Não devemos possuir nem sentir ciúmes, a pessoa não é um objecto que nos pertence. Os ciúmes são os primeiros sintomas de desequilíbrio mental, revela insegurança, inveja e falta de confiança em quem amamos. Os ciúmes matam o Amor. Amar é confiar;

5. Não devemos manipular, tentar mudar a pessoa amada. Lembre-se que quando a conheceu, ela já era como é. Foi por isso, que se enamorou por ela;

6. Não devemos mimar excessivamente, dizer “Amo-te” a cada 10 minutos é sufocante e cansativo;

7. Devemos respeitar o seu silêncio, nesses momentos o melhor é pegar na mão, ou abraçá-la;

8. Devemos ouvir o que ela tem para dizer, ao ouvirmos aprendemos a conhecer a sua alma;

9. Devemos aceitar os seus momentos de reflexão, dar-lhe espaço. Quando ela se sentir melhor e tiver tudo resolvido na sua mente, ela voltará mais apaixonada do que antes e mais atenciosa também;

10. Devemos ser pacientes, ter compreensão. Ninguém é perfeito e todos temos dias complicados.

Mas difícil, difícil mesmo é exprimir o amor que sentimos por alguém, é dizer: “Amo-te muito, fica comigo.”

Isto sucede devido à timidez, mas também deriva do medo da rejeição. Porém, se não conseguir dizer verbalmente, escreva-lhe. Se não disser à pessoa o que sente, ela nunca saberá.

Vá lá, coragem!

Corra esse risco, porque vale a pena! Quando se ama verdadeiramente, tudo muda positivamente.

Lembre-se que o Amor não se pede, dá-se e sempre que o damos, alguma coisa boa acontece.

O importante mesmo na vida é amar!

Cris Henriques



sábado, 28 de janeiro de 2012

Elas Não Matam Mas Moem

Imagem no FreeFoto.

Sou uma pessoa muito meditativa, contemplativa, observadora e, sobretudo analítica. Passo a maior parte do tempo a pensar e a analisar as situações que surgem pelo meu caminho.
Quando os desgostos de amor são tema de conversa, há sempre alguém que diz que o amor não mata, ou que essa história de que morrer por amor, não existe. São apenas histórias e contos de livros românticos que alguém muito “lamechas” escreveu num dia em que estava com “dor de corno”, como diz o povo em Portugal.

Pois bem, eu discordo plenamente e tenho experiências que provam o contrário. Senão, vejamos...

Em relação aos desgostos de amor, por exemplo, quem nunca os teve?

Quem nunca passou por isto?

Quem nunca teve um amor não correspondido?

Quem nunca teve um amor platónico?

Quem nunca teve um amor proibido?

A maioria das pessoas já passou por estas situações e sofreram com elas. Creio que nós lésbicas, temos mais predisposição para estas situações que as outras pessoas em geral. Eu por exemplo, já passei por todas estas situações. No entanto, sinto-me uma pessoa com muita sorte por ter tido o privilégio de ter passado por estes momentos menos bons.

Já notaram que quando passamos por situações conturbadas é que nós conseguimos aprender alguma coisa na vida?

Já pensaram que só assim questionamos a vida e entramos na "onda" dos porquês?

Porém, há quem tenha uma atitude muito diferente, fazem-se de vítimas e vestem a capa da autopiedade. Passam a maior parte do tempo a reclamar com as pessoas que as rodeiam, a queixarem-se de tudo e a culparem os outros. Não vêem que na vida tudo é passageiro. Não entendem que todas as situações, por mais penosas que sejam e cujas quais passámos, foram escolhas nossas que foram feitas para que evoluíssemos espiritualmente.

Quando foi que escolhemos?

Momentos antes de reencarnarmos. Nós escolhemos tudo, tudo. Desde o sexo, ao corpo, mas também o local de nascimento, os pais, a família e claro, o karma que devemos resgatar. Deus Todo Poderoso, Criador do Céu, da Terra, do Universo e de todos os Seres, na sua infinita sabedoria ofereceu-nos o Livre Arbítrio. É assim que aprendemos, errando, acertando e depois ensinando.

Assim, todos os relacionamentos são karmicos e todos eles nos ensinam algo. Porém, na verdade, existem pessoas com as quais o karma é menos problemático e então temos mais facilidade para nos relacionarmos com elas. Ainda bem, não é? É que senão, o processo de aprendizagem da reencarnação seria bem mais penoso.

Sem obstáculos não reflectimos, não criamos objectivos e nem questionamos a vida. Os desafios foram criados para serem contornados e vencidos, porque sem eles não chegamos a sentir o verdadeiro amor. Não o reconhecemos. Não o valorizamos e nem valorizamos quem está ao nosso lado.

Então, vamos agradecer em vez de nos queixarmos tanto. Afinal, tudo faz parte da nossa aprendizagem espiritual.

O problema é quando esses problemas não chegam a passar, quando esses momentos de crise se transformam em problemas de saúde. Por exemplo, os desgostos de amor transformam-se em problemas cardíacos. Fiquei consciente disto quando pus fim a um relacionamento, não tive qualquer outra opção. Os momentos com aquela mulher por quem nutria tanto amor, estavam a acabar com a minha alegria. Estavam a acabar comigo, com o meu bem-estar e com a minha serenidade. Assim, o fim do relacionamento foi a solução mais sensata. Sofri durante meses, mas hoje tenho o discernimento para compreender que foi o melhor que fiz. No fim da relação o sentimento de ciúme, posse, mágoa, ansiedade e desilusão eram predominantes o que fizeram com que eu desenvolvesse uma arritmia cardíaca e outros problemas, tal como retenção de líquidos.

Os meus estudos iniciais acerca de PNL - Programação Neuro Linguística, conduziram-me a esta interessante conclusão. Os livros de Auto-Ajuda são ferramentas valiosas para nos auxiliarem e abrirem a nossa mente para a espiritualidade. Portanto, concluo que as mazelas de amores conturbados não nos matam, mas moem. Os desgostos de amor não matam repentinamente, mas sim lentamente.

É uma morte lenta!



Cris Henriques

Barreiro, 15 de Agosto de 2011



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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perda

Imagem aqui.

Estou numa fase de transição, (não estamos todos?!) e estou ainda a tentar compreender o que isto significa para mim. Sempre ocorre um período destes, ocorrem perdas. Não é verdade?

É um momento que devemos acabar, ou deitar fora o que já não nos interessa e nos impede de evoluir. Não acredito que esta mudança seja uma coisa má, mas sim boa.

No entanto, a espectativa é sempre algo que nos destabiliza trazendo-nos instabilidade à nossa vida, independentemente de quem somos, ou do que fazemos na vida. A nossa vida é como se fosse uma casa que construímos aos poucos, conforme os conhecimentos e materiais que adquirimos. Se é uma construção forte e inabalável, não sabes ao certo. Só com um abalo forte é que podemos testá-la. Quando ocorre um abanão, as áreas mais frágeis ficam afectadas e muitas caiem. ´O que devemos fazer com as zonas danificadas, é procurar os erros e as faltas que se cometeram e seguidamente concertar tudo, reconstruir o que foi destruído e torna-lo mais forte.

Com a nossa vida, acontece a mesma. Somos testados a toda a hora para ver se aquele sector já está bem estruturado e depois somos apanhadas de surpresa, porque aquilo volta a cair e nós não entendemos o porquê. Mas também, muitas vezes não percebemos as coisas por pura e simples casmurrice, nós vemos as coisas só que fingimos não ver para não tomarmos uma decisão. Pois sempre que surge uma mudança, surge também uma posição e decisão a tomar.

Em certas situações, fazemos resistência face às mudanças porque bem no fundo estamos a adiar. Estamos a fugir. Temos um imenso medo de perder algo que conquistamos com tanta luta.

Porque temos tanto medo de perder?

Porque o que conquistamos dá-nos segurança, conforto e alegria, faz-nos sentir bem. Entao é ai que acabamos por cometer um grave erro, tornamos o que conquistamos como certo, como um bem adquirido e ai descuidamo-nos… Só ficamos a absorver o que nos querem e podem dar, e depois, deixamos de nos esforçar por retribuir o amor que recebemos e é por sermos tão egocêntricos, tão egoístas que a grande energia universal nos puxa o tapete e nós caímos com a cara no chão. Espalhamo-nos ao comprido e a grande voz diz: “─ Vá, agora sacode a poeira e levanta-te. Monta o cavalo e anda.”

E nós obedecemos claro, mas não completa e nem imediatamente. Nós levantamo-nos do chão sim, mas ao invés de montarmos o cavalo, caminhamos a seu lado e questionamos o porquê daquela queda. Andamos quilómetros, milhas a pé se for necessário até compreendermos o porquê. Chegamos a atravessar desertos áridos, em busca de uma resposta que só nós podemos responder e que se encontra no nosso coração. É atravessando o imenso deserto que apuramos os nossos ouvidos e nos predispomos a ouvir o coração. E ele então fala connosco, mas indirectamente, através dos nossos sonhos. Por isso, devemos estar atentos aos sonhos que temos, porque essa é a linguagem do coração. Então, decifrado o enigma voltamos a montar o cavalo e percebemos que o final do deserto está já aqui e então conseguimos atingir as nossas metas.

Nada na vida é eterno, nem mesmo a tristeza. Às vezes perdemos para voltar a ganhar depois.

Que deste dia em diante, sejamos um pouco mais sábios e tenhamos aprendido a lição para que estas perdas não se voltem repetir no futuro.



Cris Henriques

Barreiro, 17 de Janeiro de 2012



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