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sábado, 12 de janeiro de 2013

Curso Aprender A Escutar

pessoas, falar, bla, bla, bla
Imagem aqui.

Na vida, existe cursos para tudo. Cursos de persuasão/manipulação, como lhes apelido. Nestes cursos aprende-se: Marketing, onde se vende sempre alguma coisa; Comunicação Social, onde se aprende a comunicar com as pessoas e a exprimir as suas ideias; Escrita Criativa, onde se aprende a arte de escrever; mas e o curso de Aprender a Escutar?

Escutar o que as pessoas têm para dizer, existe este curso?

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Imagem aqui.

A meu ver, Escutar não é o mesmo que ouvir, porque ouvir ouvimos tudo e mais alguma coisa, mas não damos muita atenção ao que estamos a ouvir. Às vezes, fazemos isto intencionalmente. Outras vezes, acontece o oposto, por distração, principalmente, quando estamos desatentos e mais concentrados nos problemas de nossa vida, que muitas vezes nem são bem problemas, chamo a isto karma e destino. Ouvir é uma forma de estarmos alienados em piloto automático, agindo e fazendo as coisas mecanicamente. Porque quando alguém nos diz alguma coisa e nós estamos nesse estado, nós até que ouvimos mas a nossa memória não memoriza nada. E depois, nós respondemos só que não nos lembramos de aquele assunto ter sido discutido, ou por outro lado dizemos que não ouvimos nada daquilo.

Quando escutamos atentamente, memorizamos e muitas vezes, até reflectimos acerca do que ouvimos. Isto acontece quando somos pessoas dispostas a aprender com novas experiências e com outras pessoas, trocando ideias e aceitando pontos de vista diferentes. É no escutar que amadurecemos, evoluímos e nos tornamos pessoas melhores, menos egocêntricas.

O que muitas vezes faz com que as pessoas não sejam boas “escutantes” – ouvintes, é por serem extremamente egocêntricas, pois só elas é que querem falar e não escutam nada do que dizemos e para piorar, acham-se donas e senhoras da verdade que para elas, esta é absoluta! Então, assim não têm nada para aprender.

Estas pessoas não têm muitos amigos, devido à sua postura egocêntrica. Manipulam toda a conversa e quando estamos a contar alguma coisa da nossa vida, como um desabafo não só não escutam o que temos para dizer, como elas têm sempre algo mais dramático para contar. As suas histórias são as mais, porque elas próprias gostam e querem ser o centro das atenções.

Então, vamos ser mais atenciosos com amamos. Vamos escutar o que eles nos querem contar, ou desabar. Escutar é uma forma amar o outro.

Se for daquelas pessoas que tem dificuldade em concentrar-se e descontrai-se com frequência, tente fazer o seguinte exercício:

Sente-se ao ar livre e num lugar tranquilo. Observe a natureza à sua volta, as flores, as aves, as árvores, o céu e as suas nuvens criando novas formas. Observe como as plantas bailam ao sabor do vento e inspire fundo, sentindo a paz e a tranquilidade onde se encontra. Feche os olhos e sinta, escute os sons que a rodeiam.

À medida que o tempo for passando e for fazendo este exercício, sentirá mais paz de espírito e mais concentrada, mais atenta a escutar os outros.

Experimente e depois compartilhe, conte-me a sua experiência.

Obrigada.

Abraços,

Cris Henriques

domingo, 18 de novembro de 2012

Um Mundo Melhor

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Imagem recebida via email (autor desconhecido)

Sou uma pessoa romântica, sonhadora, cheia de esperanças e muito idealista.

Acredito na mudança, num mundo melhor.

Acredito no Amor e na amizade, acredito nas transformações, no karma e nas lições de vida.

Acredito em Deus e no pensamento positivo, que este é mais forte que o pensamento negativo. Creio mesmo que se não fosse assim, não seria autora, uma escritora moderna.

Mas continuando esta linha de pensamento, eu acredito que estamos a passar por um mundo em transformação e que este período se intensifica. Estamos em 2012, afinal e estamos também a chegar ao seu final. Muita gente crê que estamos no fim do mundo, mas eu não penso assim. O que está a acontecer é uma grande transformação na sociedade em que vivemos, caem governos que abusam do povo e que o oprime.

De acordo com os ângulos planetários de Plutão, Saturno, Úrano e Neptuno o nosso mundo está a mudar para melhor. É tempo de nos deixarmos de velhas ideias e conceitos, abolir preconceitos. É tempo de acabarmos com hipocrisias e de termos uma mente aberta, vamos ser quem somos e aceitar os outros como são. Sem exigências e com flexibilidade. Sem críticas, sem julgamentos e sem vitimizações.

Pergaminho

Não és Deus, nem eu sou! Só Ele tem este poder de julgar, pois só Ele conhece a verdade. Não somos seres perfeitos.

Mas se acreditas num mundo melhor, então deixa-te transformar. Colabora mudando o teu mundo interior, mudando a forma de te relacionares e mudando o mundo à tua volta.

Acredito que se todos mudarmos a nossa consciência, se todos fizermos a nossa parte o mundo tornar-se-á um lugar melhor. Não mudará da noite para o dia, num repente, mas mudará gradualmente.

Acredito estar a contribuir para essa mudança, através dos meus escritos. Quando escrevo, faço-o com amor no coração e depois publico no blog. Sim, blogar é uma forma de mudar o mundo. Um escritor moderno, blogueiro, quando escreve no seu blog não está apenas a partilhar uma ideia. Não. O que ele está a fazer é a transmitir o que vai na sua alma, no seu pensamento e no seu coração. Unem-se então sentimentos à mente e ao espírito. Assim, é criada uma nova energia. Se esta energia é positiva ou não, depende muito de como se estiver a sentir no momento. É por esse motivo que quando não me sinto bem, não escrevo, porque se o fizer numa fase de tristeza é esse sentimento que transmitirei para os meus leitores e amigos. E depois entra-se num ciclo vicioso, sem se conseguir sair dessa energia densa.

Nós recebemos o que damos ao Universo e a escrita, também é uma dádiva, uma partilha. Se escrevermos acerca do amor, estaremos a amar e atrair essa energia para a nossa vida. Mas se de contrário escrevermos acerca de problemas e desilusões amorosas, abrimos uma porta para que essa energia entre na nossa vida.

Então, reflita bem acerca disto e comprove por si mesma(o) tirando as suas próprias conclusões.

Contribua para um mundo melhor.

Abraços,

Cris Henriques

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Lei da Atracção – 1ª Parte: O que é? Como funciona? – Lista de Desejos/Agradecimento

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Imagem veio daqui.
Deparei-me com a existência da Lei da Atracção quando li o livro de Shakti Gawain – Visualização Criativa e coloquei algumas coisas em prática durante alguns meses. O que resultou muito bem, mas não me dei logo conta disso. Estávamos em Novembro de 2005. No entanto, acabei por me afastar e esquecer o assunto.

As coisas só acontecem quando têm de acontecer e quando Deus permite. Para os nossos desejos serem ouvidos e concretizados, precisamos merecer e para merecermos, devemos ser pessoas gratas por tudo o que temos independentemente de serem coisas positivas, ou menos positivas, mesmo que essas coisas pareçam pequenas, ou insignificantes aos nossos olhos. A gratidão é um dos pontos-chave para sermos bem-sucedidos com os sonhos que queremos que se concretizem.
Devemos ainda libertar os nossos pedidos, deixá-los voar em direção às estrelas, ao Universo, de forma a não impedirmos que as coisas se realizem. Quando ficamos demasiadamente focados em algo, acabamos por nos tornar obsessivas(os), ansiosas(os) e bloqueamos as coisas. Como a obsessão e a ansiedade são energias muito negativas, estas impedem que os nossos sonhos fluem.

Foi por isso que me afastei e esqueci o assunto, não queria bloquear a energia criadora e então, libertei. Quando libertamos, as coisas voltam para nós. Quando colocamos as coisas nas mãos de Deus, ele toma conta delas e algum tempo depois o que desejamos acontece.

Porém, no ano de 2007 entrei em crise. O que havia conquistado em Junho de 2006, sentia ter perdido e embora não tivesse perdido a esperança, sentia-me um tanto perdida. Foi nesse período fatídico que o conceito da Lei da Atração reavivado na memória através do célebre livro de Rhonda Byrne – O Segredo e tomei conhecimento deste, ao receber através de uma amiga um Pps – Apresentação de Slides do Power Point por E-mail. Enquanto fazia o download para ver a apresentação, pensei que era mais uma mensagem de conteúdo espiritual, daquelas de Reencaminhar a todos os contatos para desejar “Boa Sorte”, igual a tantas outras. Porém, estava enganada e algum tempo depois de estar a assistir, mudei de opinião.

Achei aquela informação tão importante e interessante, que acabei por adquirir o livro. Mas antes de comprá-lo, lembrei-me que realmente já conhecia aquele método, recordando-me do livro da autora Shakti Gawain – Visualização Criativa, que me ajudou muito uns anos antes. O Segredo, era muito semelhante e seguia os mesmos conceitos. Entusiasmada estudei bem aquele Pps e voltei a colocar algumas das suas dicas em prática, como por exemplo a de retrabalhar e de tentar transformar o pensamento negativo em positivo. Não é fácil, mas também não é impossível.

Tanto o livro de Shakti Gawain, como o de Rhonda Byrne revelam um segredo e esse segredo é ensinado a usar a energia universal a nosso favor.

E o que é a energia universal?

A energia universal é a energia criadora, que é composta por neutrões, protões, fotões, etc., uma infinidade de componentes que são invisíveis aos nossos olhos humanos. Tudo ao nosso redor é energia e é ela que é geradora de todas as coisas, invisíveis ou visíveis, como o vento que apesar de não o vermos sabemos que existe quando vemos as folhas das árvores mexerem, ou simplesmente o nosso cabelo a voar. Isto é pura energia.

Tudo é energia e é a energia criativa que cria tudo. O universo é constituído por ela e esta força universal, é também a energia divina. Deus, é o grande arquiteto de tudo e de todo o Todo. Sem esta força criadora nada existiria no universo, nem planetas, sistemas solares e nem seres para habitar tais planetas, como a Terra.

Usar a Lei da Atracção é algo que todos nós fazemos e fazemo-lo desde o berço. Em crianças nós acreditamos basicamente em tudo, porque estamos no estado mais puro. Somos inocentes. Acreditamos no impossível, em anjos, fadas, etc. Por exemplo: olhamos para uma estrela cadente e pedimos um desejo, depois aquele desejo concretiza-se. Outra coisa que fazemos também nessas idades é brincar ao jogo do “Faz de Conta”.

Lembra-se dessa brincadeira?

Nessas alturas os nossos desejos e pedidos realizam-se, porque nós não temos sentimento de maldade e nem de dúvida. Somos tão puros que não estamos a tentar controlar nada, apenas acreditamos e os sonhos tornam-se realidade. É por este motivo que os nossos pedidos se realizam, porque temos Fé.

Quer um exemplo?

Aqui vai um, então…

Deus, ou o universo é como se fosse o Génio da lâmpada de Aladino. Quando o Aladino queria alguma coisa, pegava na lâmpada mágica, concentrava-se e esfregava-a. Imediatamente, de dentro da maravilhosa lâmpada saía um Génio e o Aladino fazia o seu pedido. O Génio apenas lhe respondia: “O teu desejo é o meu comando!” e puff, desejo realizado!

Nós também temos um Génio da Lâmpada, mas damos-lhe outros nomes: Deus, Anjo da Guarda, Universo, etc., é o nome de Entidade em que nós cremos.

É assim que a Lei da Atracção funciona, nós pensamos no que realmente queremos e fazemos o nosso pedido, acreditando que ele foi ouvido e que vai realmente acontecer. Pode ser mais do que um pedido, lembre-se de que o universo é infinito e abundante. Portanto, não há limites! Assim, concentre-se e faça uma lista de tudo o que deseja para a sua vida. Porém, há aqui um pormenor que deve ter sempre em conta que é a de fazer a lista como tivesse alcançado os seus desejos nesse preciso momento, ou seja, escrevendo-a no Presente. Inicie a sua lista do seguinte modo: “1. Estou muito grata por… (escreva o seu pedido.) e agradeça ao Universo, ou em quem acredita. Siga este procedimento em todos os itens numerados. A seguir, agradecemos ao universo, à energia criativa divina como se já tivéssemos alcançado o nosso desejo. E por último, esperamos confiando, na poderosa lei universal.

Deve manter-se positiva e firme no seu desejo. Acredite e o que pediu, ser-lhe-á oferecido.

No entanto, existe outras coisas que pode fazer para juntar à sua Lista de Desejos, tais como usar as Afirmações Positivas, Os Quadros da Vida e a Visualização Criativa. No próximo artigo, vou explicar o que são as Afirmações Positivas e vou ensinar como se colocam em prática.

Voltando à minha experiência com a Lei da Atração, só me dei conta de que as coisas estavam em movimento e a acontecerem, no Verão de 2008. Quando reli o que tinha escrito, fiquei boquiaberta! Havia certas coisas que eram exactamente como eu tinha escrito, praticamente todos os pormenores! Foi então que percebi que esta lei realmente funciona!

Cris Henriques

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Criticismo



Por onde quer que vamos, existe todo o tipo de gostos e também de pessoas, existe portanto um conceito: O Criticismo.

Ou será o criticismo um preconceito, em vez de um conceito?

Na minha opinião, o criticismo é nada mais, nada menos, um preconceito que foi inventado por pessoas um tanto ou quanto “verdes”. Neste caso, a cor verde para qualificar este tipo de pessoas, não é uma cor bonita e nem positiva, representa o verde da imaturidade, o verde da inveja, dos ciúmes, etc. Pois é, a cor verde também tem um lado negativo, tal como todas as outras cores: vermelho – raiva, preto – ódio, azul – melancolia, amarelo – frustração, rosa – desilusão, etc.

Os críticos são verdes! Observem um crítico. Vejam como ele fala, acerca do que fala e vejam qual é o motivo daquela crítica, daquele apontar de dedo intimidador. Sim, porque eles apontam o dedo julgando tudo e todos.

Os críticos são pessoas sem capacidades criativas, mal-humoradas, rabugentas que avistam o mundo com lentes cinzentas, procurando defeitos nas pessoas, nos trabalhos que elas desempenham e também no seu aspecto físico, etc., ridicularizando-as de toda a maneira e feitio. Isto é triste. Eles são uns tristes, uns frustrados. Não conseguiram realizar os seus sonhos, por falta de determinação e de empenho. Baseiam-se então em teorias, às vezes inventadas provenientes da sua mente pequena e limitada, porque não passam de desilusões suas. Vêem maldade em tudo. Cobiçam o que pertence aos outros, porque não sabem criar. Não têm imaginação e não têm originalidade. Acabam por desenvolver preconceitos em relação a outras pessoas, porque lhes falta a coragem, a determinação e a imaginação para criarem o que quer que seja. Ninguém os atura! Ninguém tem paciência para eles, devido ao seu ego inflado e prepotência! Muitas vezes, nem sabem realmente do que estão a falar. Estas pessoas tornam-se controladoras, autoritárias. Querem tudo à sua maneira.

No entanto, existem dois tipos de críticos: os desconstrutivos e os construtivos. Os críticos construtivos, são pessoas progressistas porque quando criticam é para ajudarem o próximo, na tentativa dele melhorar o seu trabalho. A pessoa aí, torna-se mais determinada, imaginativa e desenvolve a sua criatividade, porque esta está a ser bem estimulada. Este tipo de crítica é bom, a pessoa torna-se mais profunda e amadurece com o crítico construtivo que é visto como um professor e, torna-se numa pessoa aceite e respeitada.

Esta é a minha opinião acerca do criticismo e dos críticos. Não pretendo julgar ninguém, nem magoar sentimentos. Convido a todos a que pensem muito bem antes de fazerem toda e qualquer crítica. Analisem. Reflictam antes de falar. Pensem se vale realmente a pena fazer aquela crítica, se existirá muito concretamente um motivo válido e se não estarão apenas a desenvolver um forte sentimento de inveja, de destruição, ou por despeito.

Exponham a vossa opinião somente se for solicitada e se tiver conhecimento prático, ou próprio acerca do assunto. Uma opinião manifestada sem solicitação, pode prejudicar a outra pessoa  e  magoá-la profundamente.

Seja gentil, amável, flexível e ganhará longevidade, boa disposição e mais amizades. Nós somos seres magnéticos e ao vibrarmos energia, atraímos mais energia. Nós atraímos o que sentimos, o que pensamos e o que somos. Semelhante atrai semelhante, não se esqueça. Portanto, vive e deixe viver. Seja feliz!




Autora: Cris Henriques

Barreiro, 2 de Julho de 2012



Onde escrevo…






Recanto das Letras:
http://www.recantodasletras.com.br/autores/crishenriques/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mini Manual do Amor

Imagem aqui.


Desde o berço tenho aprendido muita coisa, das mais simples às mais difíceis e confusas. São estas coisas chamam-se também lições para a vida, ou lições de vida. As lições de vida são-nos facultadas através do nosso ambiente familiar, mais concretamente, através dos nossos progenitores segundo os seus conhecimentos e experiências de vida.

Há medida que crescemos, vamos fazendo escolhas, vivendo as nossas próprias experiências. São as nossas próprias experiências que nos motivam às nossas escolhas e nos ajudam a optar entre o Bem e o Mal, a distinguir o Certo do Errado. É assim que construímos o nosso carácter, que definimos a nossa personalidade.

Outras coisas, aprendi com professores e através de livros ou dos manuais, mas muitas coisas também aprendi sozinha descobrindo, intuindo. Durante todo esse tempo reflecti acerca de tudo o que li, assimilando, experienciando, em suma vivendo.

Tudo se aprende, dizem que existem livros, manuais que ensinam todo o tipo de matéria. Só precisamos estar conscientes do que queremos aprender e estarmos abertos a essa realidade. No entanto, eu não concordo. Existe um manual do qual já notei a falta e que é inexistente na biblioteca da nossa sociedade é: O Manual de Instruções para o Amor. É verdade, não há ainda nenhum livro que ensine a amar. Sim, existem livros e filmes que falam de amor, mas esses materiais não são propriamente manuais. O seu conteúdo normalmente é biográfico, porque para falar de sentimentos tão fortes deve-se ter vivido pelo menos uma vez na vida. Eu acredito que assim seja. Não importa se o amor foi correspondido, ou não. O importante é que foi sentido, mesmo que tenha sido sentido só por uma dessas pessoas.

Realmente não existe um manual para o amor, um manual que nos ensine a amar. Para amar precisamos querer sentir, mas até para sentir precisamos aprender e para fazer isso é necessário dar o devido uso ao coração. O coração, para alguns, é apenas um músculo que bombeia o sangue levando-o a todos os lugares do nosso corpo. É ele que nos mantém vivos, mantém-nos conectados com a matéria. Já para os seres mais sensíveis, o coração tem a ver com as emoções. Essas emoções tanto podem conter sentimentos positivos, quanto negativos. São emoções que nos ligam à vida, mas também à morte, ao desencarne.

Quando estamos enamorados, o coração bate num grande turbilhão de sentimentos. Quando avistamos a nossa cara-metade, quando ela nos acena ao longe, quando nos abraça, quando sorri, etc., o nosso coração bate com tanta força que quase nos salta do peito repleto de euforia. Estes são os pensamentos positivos que nos exultam de felicidade. Aí, o nosso coração bombeia o nosso sangue em louvor da vida.

Porém, quando estamos emanando pensamentos negativos, corremos o risco de ficarmos tristes e se essa tristeza perdurar ficamos doentes, podemos acabar por morrer de desgosto, morrer de amor. Mas não é de problemas que quero falar, já falei desses problemas noutro artigo: “Elas Não Matam Mas Moem”. O que quero é falar hoje é de amor e da capacidade de amar.

Todos nós nascemos com capacidades inatas, mas também nascemos para adquirirmos novas capacidades que após serem aprendidas, precisam ser colocadas em prática para que as possamos desenvolver. Neste caso, inclui-se também o amor. No entanto, muitos indivíduos não têm capacidade de amar. Passam pela vida seduzindo e brincando com os sentimentos dos outros, é como se para eles o amor fosse um brinquedo, ou um desporto!

Apesar de não haver o tal “Manual do Amor”, aprendi que amar não é difícil. Os seres humanos é que são complicados e confusos, porque de entre todos os caminhos que os encaminham para conhecer o amor, muitos de nós escolhe o mais difícil. Para amar, basta que tratemos a outra pessoa como se ela fosse nós próprios.

Então, hoje vou escrever um mini manual do amor, de acordo com aquilo que já aprendi.

Mini-Manual do Amor

1. Não devemos cobrar, o Amor não é moeda de troca;

2. Não devemos pressionar, porque ao pressionarmos a pessoa desaparecerá da nossa vida;

3. Não devemos implorar por Amor, isso é humilhante e revela falta de amor-próprio;

4. Não devemos possuir nem sentir ciúmes, a pessoa não é um objecto que nos pertence. Os ciúmes são os primeiros sintomas de desequilíbrio mental, revela insegurança, inveja e falta de confiança em quem amamos. Os ciúmes matam o Amor. Amar é confiar;

5. Não devemos manipular, tentar mudar a pessoa amada. Lembre-se que quando a conheceu, ela já era como é. Foi por isso, que se enamorou por ela;

6. Não devemos mimar excessivamente, dizer “Amo-te” a cada 10 minutos é sufocante e cansativo;

7. Devemos respeitar o seu silêncio, nesses momentos o melhor é pegar na mão, ou abraçá-la;

8. Devemos ouvir o que ela tem para dizer, ao ouvirmos aprendemos a conhecer a sua alma;

9. Devemos aceitar os seus momentos de reflexão, dar-lhe espaço. Quando ela se sentir melhor e tiver tudo resolvido na sua mente, ela voltará mais apaixonada do que antes e mais atenciosa também;

10. Devemos ser pacientes, ter compreensão. Ninguém é perfeito e todos temos dias complicados.

Mas difícil, difícil mesmo é exprimir o amor que sentimos por alguém, é dizer: “Amo-te muito, fica comigo.”

Isto sucede devido à timidez, mas também deriva do medo da rejeição. Porém, se não conseguir dizer verbalmente, escreva-lhe. Se não disser à pessoa o que sente, ela nunca saberá.

Vá lá, coragem!

Corra esse risco, porque vale a pena! Quando se ama verdadeiramente, tudo muda positivamente.

Lembre-se que o Amor não se pede, dá-se e sempre que o damos, alguma coisa boa acontece.

O importante mesmo na vida é amar!

Cris Henriques



sábado, 28 de janeiro de 2012

Elas Não Matam Mas Moem

Imagem no FreeFoto.

Sou uma pessoa muito meditativa, contemplativa, observadora e, sobretudo analítica. Passo a maior parte do tempo a pensar e a analisar as situações que surgem pelo meu caminho.
Quando os desgostos de amor são tema de conversa, há sempre alguém que diz que o amor não mata, ou que essa história de que morrer por amor, não existe. São apenas histórias e contos de livros românticos que alguém muito “lamechas” escreveu num dia em que estava com “dor de corno”, como diz o povo em Portugal.

Pois bem, eu discordo plenamente e tenho experiências que provam o contrário. Senão, vejamos...

Em relação aos desgostos de amor, por exemplo, quem nunca os teve?

Quem nunca passou por isto?

Quem nunca teve um amor não correspondido?

Quem nunca teve um amor platónico?

Quem nunca teve um amor proibido?

A maioria das pessoas já passou por estas situações e sofreram com elas. Creio que nós lésbicas, temos mais predisposição para estas situações que as outras pessoas em geral. Eu por exemplo, já passei por todas estas situações. No entanto, sinto-me uma pessoa com muita sorte por ter tido o privilégio de ter passado por estes momentos menos bons.

Já notaram que quando passamos por situações conturbadas é que nós conseguimos aprender alguma coisa na vida?

Já pensaram que só assim questionamos a vida e entramos na "onda" dos porquês?

Porém, há quem tenha uma atitude muito diferente, fazem-se de vítimas e vestem a capa da autopiedade. Passam a maior parte do tempo a reclamar com as pessoas que as rodeiam, a queixarem-se de tudo e a culparem os outros. Não vêem que na vida tudo é passageiro. Não entendem que todas as situações, por mais penosas que sejam e cujas quais passámos, foram escolhas nossas que foram feitas para que evoluíssemos espiritualmente.

Quando foi que escolhemos?

Momentos antes de reencarnarmos. Nós escolhemos tudo, tudo. Desde o sexo, ao corpo, mas também o local de nascimento, os pais, a família e claro, o karma que devemos resgatar. Deus Todo Poderoso, Criador do Céu, da Terra, do Universo e de todos os Seres, na sua infinita sabedoria ofereceu-nos o Livre Arbítrio. É assim que aprendemos, errando, acertando e depois ensinando.

Assim, todos os relacionamentos são karmicos e todos eles nos ensinam algo. Porém, na verdade, existem pessoas com as quais o karma é menos problemático e então temos mais facilidade para nos relacionarmos com elas. Ainda bem, não é? É que senão, o processo de aprendizagem da reencarnação seria bem mais penoso.

Sem obstáculos não reflectimos, não criamos objectivos e nem questionamos a vida. Os desafios foram criados para serem contornados e vencidos, porque sem eles não chegamos a sentir o verdadeiro amor. Não o reconhecemos. Não o valorizamos e nem valorizamos quem está ao nosso lado.

Então, vamos agradecer em vez de nos queixarmos tanto. Afinal, tudo faz parte da nossa aprendizagem espiritual.

O problema é quando esses problemas não chegam a passar, quando esses momentos de crise se transformam em problemas de saúde. Por exemplo, os desgostos de amor transformam-se em problemas cardíacos. Fiquei consciente disto quando pus fim a um relacionamento, não tive qualquer outra opção. Os momentos com aquela mulher por quem nutria tanto amor, estavam a acabar com a minha alegria. Estavam a acabar comigo, com o meu bem-estar e com a minha serenidade. Assim, o fim do relacionamento foi a solução mais sensata. Sofri durante meses, mas hoje tenho o discernimento para compreender que foi o melhor que fiz. No fim da relação o sentimento de ciúme, posse, mágoa, ansiedade e desilusão eram predominantes o que fizeram com que eu desenvolvesse uma arritmia cardíaca e outros problemas, tal como retenção de líquidos.

Os meus estudos iniciais acerca de PNL - Programação Neuro Linguística, conduziram-me a esta interessante conclusão. Os livros de Auto-Ajuda são ferramentas valiosas para nos auxiliarem e abrirem a nossa mente para a espiritualidade. Portanto, concluo que as mazelas de amores conturbados não nos matam, mas moem. Os desgostos de amor não matam repentinamente, mas sim lentamente.

É uma morte lenta!



Cris Henriques

Barreiro, 15 de Agosto de 2011



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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perda

Imagem aqui.

Estou numa fase de transição, (não estamos todos?!) e estou ainda a tentar compreender o que isto significa para mim. Sempre ocorre um período destes, ocorrem perdas. Não é verdade?

É um momento que devemos acabar, ou deitar fora o que já não nos interessa e nos impede de evoluir. Não acredito que esta mudança seja uma coisa má, mas sim boa.

No entanto, a espectativa é sempre algo que nos destabiliza trazendo-nos instabilidade à nossa vida, independentemente de quem somos, ou do que fazemos na vida. A nossa vida é como se fosse uma casa que construímos aos poucos, conforme os conhecimentos e materiais que adquirimos. Se é uma construção forte e inabalável, não sabes ao certo. Só com um abalo forte é que podemos testá-la. Quando ocorre um abanão, as áreas mais frágeis ficam afectadas e muitas caiem. ´O que devemos fazer com as zonas danificadas, é procurar os erros e as faltas que se cometeram e seguidamente concertar tudo, reconstruir o que foi destruído e torna-lo mais forte.

Com a nossa vida, acontece a mesma. Somos testados a toda a hora para ver se aquele sector já está bem estruturado e depois somos apanhadas de surpresa, porque aquilo volta a cair e nós não entendemos o porquê. Mas também, muitas vezes não percebemos as coisas por pura e simples casmurrice, nós vemos as coisas só que fingimos não ver para não tomarmos uma decisão. Pois sempre que surge uma mudança, surge também uma posição e decisão a tomar.

Em certas situações, fazemos resistência face às mudanças porque bem no fundo estamos a adiar. Estamos a fugir. Temos um imenso medo de perder algo que conquistamos com tanta luta.

Porque temos tanto medo de perder?

Porque o que conquistamos dá-nos segurança, conforto e alegria, faz-nos sentir bem. Entao é ai que acabamos por cometer um grave erro, tornamos o que conquistamos como certo, como um bem adquirido e ai descuidamo-nos… Só ficamos a absorver o que nos querem e podem dar, e depois, deixamos de nos esforçar por retribuir o amor que recebemos e é por sermos tão egocêntricos, tão egoístas que a grande energia universal nos puxa o tapete e nós caímos com a cara no chão. Espalhamo-nos ao comprido e a grande voz diz: “─ Vá, agora sacode a poeira e levanta-te. Monta o cavalo e anda.”

E nós obedecemos claro, mas não completa e nem imediatamente. Nós levantamo-nos do chão sim, mas ao invés de montarmos o cavalo, caminhamos a seu lado e questionamos o porquê daquela queda. Andamos quilómetros, milhas a pé se for necessário até compreendermos o porquê. Chegamos a atravessar desertos áridos, em busca de uma resposta que só nós podemos responder e que se encontra no nosso coração. É atravessando o imenso deserto que apuramos os nossos ouvidos e nos predispomos a ouvir o coração. E ele então fala connosco, mas indirectamente, através dos nossos sonhos. Por isso, devemos estar atentos aos sonhos que temos, porque essa é a linguagem do coração. Então, decifrado o enigma voltamos a montar o cavalo e percebemos que o final do deserto está já aqui e então conseguimos atingir as nossas metas.

Nada na vida é eterno, nem mesmo a tristeza. Às vezes perdemos para voltar a ganhar depois.

Que deste dia em diante, sejamos um pouco mais sábios e tenhamos aprendido a lição para que estas perdas não se voltem repetir no futuro.



Cris Henriques

Barreiro, 17 de Janeiro de 2012



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