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terça-feira, 3 de julho de 2012

O Criticismo



Por onde quer que vamos, existe todo o tipo de gostos e também de pessoas, existe portanto um conceito: O Criticismo.

Ou será o criticismo um preconceito, em vez de um conceito?

Na minha opinião, o criticismo é nada mais, nada menos, um preconceito que foi inventado por pessoas um tanto ou quanto “verdes”. Neste caso, a cor verde para qualificar este tipo de pessoas, não é uma cor bonita e nem positiva, representa o verde da imaturidade, o verde da inveja, dos ciúmes, etc. Pois é, a cor verde também tem um lado negativo, tal como todas as outras cores: vermelho – raiva, preto – ódio, azul – melancolia, amarelo – frustração, rosa – desilusão, etc.

Os críticos são verdes! Observem um crítico. Vejam como ele fala, acerca do que fala e vejam qual é o motivo daquela crítica, daquele apontar de dedo intimidador. Sim, porque eles apontam o dedo julgando tudo e todos.

Os críticos são pessoas sem capacidades criativas, mal-humoradas, rabugentas que avistam o mundo com lentes cinzentas, procurando defeitos nas pessoas, nos trabalhos que elas desempenham e também no seu aspecto físico, etc., ridicularizando-as de toda a maneira e feitio. Isto é triste. Eles são uns tristes, uns frustrados. Não conseguiram realizar os seus sonhos, por falta de determinação e de empenho. Baseiam-se então em teorias, às vezes inventadas provenientes da sua mente pequena e limitada, porque não passam de desilusões suas. Vêem maldade em tudo. Cobiçam o que pertence aos outros, porque não sabem criar. Não têm imaginação e não têm originalidade. Acabam por desenvolver preconceitos em relação a outras pessoas, porque lhes falta a coragem, a determinação e a imaginação para criarem o que quer que seja. Ninguém os atura! Ninguém tem paciência para eles, devido ao seu ego inflado e prepotência! Muitas vezes, nem sabem realmente do que estão a falar. Estas pessoas tornam-se controladoras, autoritárias. Querem tudo à sua maneira.

No entanto, existem dois tipos de críticos: os desconstrutivos e os construtivos. Os críticos construtivos, são pessoas progressistas porque quando criticam é para ajudarem o próximo, na tentativa dele melhorar o seu trabalho. A pessoa aí, torna-se mais determinada, imaginativa e desenvolve a sua criatividade, porque esta está a ser bem estimulada. Este tipo de crítica é bom, a pessoa torna-se mais profunda e amadurece com o crítico construtivo que é visto como um professor e, torna-se numa pessoa aceite e respeitada.

Esta é a minha opinião acerca do criticismo e dos críticos. Não pretendo julgar ninguém, nem magoar sentimentos. Convido a todos a que pensem muito bem antes de fazerem toda e qualquer crítica. Analisem. Reflictam antes de falar. Pensem se vale realmente a pena fazer aquela crítica, se existirá muito concretamente um motivo válido e se não estarão apenas a desenvolver um forte sentimento de inveja, de destruição, ou por despeito.

Exponham a vossa opinião somente se for solicitada e se tiver conhecimento prático, ou próprio acerca do assunto. Uma opinião manifestada sem solicitação, pode prejudicar a outra pessoa  e  magoá-la profundamente.

Seja gentil, amável, flexível e ganhará longevidade, boa disposição e mais amizades. Nós somos seres magnéticos e ao vibrarmos energia, atraímos mais energia. Nós atraímos o que sentimos, o que pensamos e o que somos. Semelhante atrai semelhante, não se esqueça. Portanto, vive e deixe viver. Seja feliz!




Autora: Cris Henriques

Barreiro, 2 de Julho de 2012



Onde escrevo…






Recanto das Letras:
http://www.recantodasletras.com.br/autores/crishenriques/

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Medo

Muito já se escreveu acerca do medo, muito já se falou efectivamente deste também.

Mas... o que é o medo?

Um frio gelado, profundo na coluna que nos sobe até à nuca e nos empalidece o rosto, paralisando os nossos movimentos. Esta é certamente uma sensação que todos nós já devemos ter sentido em algum momento da vida e que travou as nossas acções por algum tempo.

O medo é um sentimento muito negativo que existe desde o nascimento do mundo, desde que começou a existir vida em cada planeta, em cada ser vivo, desde o início da humanidade e ele está presente nas mais diversas situações, infelizmente...
Quando vivemos no medo, nem respiramos convenientemente e deixamos de fazer tudo o que nos apaixona. Acabamos por deixar de viver, por não conseguirmos ver as coisas belas da vida. O medo leva-nos a nossa alegria de viver, rouba-nos a nossa Paz interior, o tempo de vida e esse mesmo tempo, é limitado para cada ser. Se não agirmos na altura certa e não enfrentamos os nossos medos, estamos certamente a perder tempo, a perder a oportunidade de crescer interiormente.

Existem pessoas que pensam demasiado e perdem-se em mil pensamentos, paralisados, indecisos permanecendo nos “bastidores” da vida, assistindo ao seu mundo a ruir e não agem. Estas são pessoas sem Fé, sem esperança e são pessoas controladoras, egoístas que possuem um Ego enorme, pois se controlarem suas acções impedem a vida de acontecer.

No entanto, nós não somos Deus. Não temos controlo de nada e aquilo que mais tememos, acaba por acontecer... Tudo cai! Tudo rui! É a lei da atracção que age de acordo com o nosso pensamento. Não importa que sejam pensamentos negativos, ou positivos, importa que existem. Foi o medo que provocou que aquela história de amor terminasse, que aquele emprego fosse perdido porque pura e simplesmente tivemos medo de agir.
Aventure-se! Arrisque! Enfrente seus medos e dê o seu melhor. Vai ver que não se arrependerá e não se esqueça de que o medo mata.

Cris Henriques

Barreiro, 17 de Junho de 2012


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segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Sentido da Vida

Imagem aqui.

“Recentemente, descobri o sentido da vida. O sentido da vida é o Amor! Com ele e por ele fazemos quase tudo ou mesmo tudo, fazemos as maiores loucuras só para ver aqueles olhos lindos a brilhar, aquele sorriso doce e a felicidade estampada naquele rosto. Quando se ama é assim.

Quando se ama, tudo é lindo. O céu fica mais azul, o sol mais brilhante, a lua fica mais bela, até reparamos na existência das flores e em como são delicadas. Sentimos as suas fragrâncias. Os nossos sentidos ficam mais despertos e tudo à nossa volta lembra-nos aquele ser especial por quem nos deixámos encantar. Tal como eu me deixo encantar por ti diariamente. Milhas de distância nos separam, porém a distância nem chega a ser real. Quando existe Amor verdadeiro, a distância não existe. “O longe faz-se perto”, alguém o disse uma vez e com muita razão. Sim, com as revolucionárias novas tecnologias estamos à distância de um clique. Contudo, não é só por aí, os nossos corações estão ligados um no outro. Estão ligados e envolvidos por um cordão invisível muito fino e delicado de cor rosa. A cor do Amor puro que nos une para sempre. Não penses que este nasceu ontem, não. O nosso Amor existe há muitas eras atrás, noutras vidas passadas e sempre que nos reencontramos é assim, dá-se esta explosão de sentimentos, ou turbilhão, como lhe queiras chamar.

Porém, nem todos nós temos o privilégio de o sentir nos nossos corações, o que é triste.

No entanto, nós não fazemos parte desse grupo de tristes aos quais vou chamar de: «Corações Errantes». Essas pessoas são como cavaleiros com uma grande espada em punho montados num cavalo alado. Como se fossem dois seres míticos que nos encantam e deslumbram, prometem-nos mundos e fundos, mas é tudo ilusão. Tal como crianças mimadas, cansam-se de nós como se fossemos um brinquedo velho e partem em busca da novidade. Aí, caímos num abismo profundo, onde existe frio e solidão. Alguns não conseguem voltar e ficam ali, tolhidos sem reacção. Depois já não vivem, apenas sobrevivem.

No entanto, sou uma pessoa cheia de sorte! Apareceste na minha vida e tiraste-me das trevas, trazendo luz ao meu coração e de volta à vida. Amo-te e este texto que escrevi, foi inspirado em ti. É para ti, todo teu! We belong together.

Obrigada, meu Amor, por existires na minha vida e por me ajudares a descobrir o seu sentido. Obrigada também por me ajudares na minha evolução espiritual.”


Cris Henriques



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Conspiração

Olá a tod@s!

Estamos em época de mudanças a nível de Consciência, de energia universal. Então, hoje deixo-vos uma mensagem para vos pensar.

Conspiração


“E acontece um momento na vida de todos nós, em que assumimos quem e o que somos, o que sentimos. Percebemos que tudo na vida está inter-ligado; as pessoas, as situações, que afinal nada é por acaso e que o Universo conspira a nosso favor. É meramente uma questão de tempo…”

Como não pretendo fazer nenhuma violação dos Direitos de Autor, deixo aqui o site onde pertence: http://ordemdosmestres.blogspot.pt/2012/02/metatron-o-universo-responde-ao-que.html

Pensem nisto...

Autora:
Cris Henriques

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mini Manual do Amor

Imagem aqui.


Desde o berço tenho aprendido muita coisa, das mais simples às mais difíceis e confusas. São estas coisas chamam-se também lições para a vida, ou lições de vida. As lições de vida são-nos facultadas através do nosso ambiente familiar, mais concretamente, através dos nossos progenitores segundo os seus conhecimentos e experiências de vida.

Há medida que crescemos, vamos fazendo escolhas, vivendo as nossas próprias experiências. São as nossas próprias experiências que nos motivam às nossas escolhas e nos ajudam a optar entre o Bem e o Mal, a distinguir o Certo do Errado. É assim que construímos o nosso carácter, que definimos a nossa personalidade.

Outras coisas, aprendi com professores e através de livros ou dos manuais, mas muitas coisas também aprendi sozinha descobrindo, intuindo. Durante todo esse tempo reflecti acerca de tudo o que li, assimilando, experienciando, em suma vivendo.

Tudo se aprende, dizem que existem livros, manuais que ensinam todo o tipo de matéria. Só precisamos estar conscientes do que queremos aprender e estarmos abertos a essa realidade. No entanto, eu não concordo. Existe um manual do qual já notei a falta e que é inexistente na biblioteca da nossa sociedade é: O Manual de Instruções para o Amor. É verdade, não há ainda nenhum livro que ensine a amar. Sim, existem livros e filmes que falam de amor, mas esses materiais não são propriamente manuais. O seu conteúdo normalmente é biográfico, porque para falar de sentimentos tão fortes deve-se ter vivido pelo menos uma vez na vida. Eu acredito que assim seja. Não importa se o amor foi correspondido, ou não. O importante é que foi sentido, mesmo que tenha sido sentido só por uma dessas pessoas.

Realmente não existe um manual para o amor, um manual que nos ensine a amar. Para amar precisamos querer sentir, mas até para sentir precisamos aprender e para fazer isso é necessário dar o devido uso ao coração. O coração, para alguns, é apenas um músculo que bombeia o sangue levando-o a todos os lugares do nosso corpo. É ele que nos mantém vivos, mantém-nos conectados com a matéria. Já para os seres mais sensíveis, o coração tem a ver com as emoções. Essas emoções tanto podem conter sentimentos positivos, quanto negativos. São emoções que nos ligam à vida, mas também à morte, ao desencarne.

Quando estamos enamorados, o coração bate num grande turbilhão de sentimentos. Quando avistamos a nossa cara-metade, quando ela nos acena ao longe, quando nos abraça, quando sorri, etc., o nosso coração bate com tanta força que quase nos salta do peito repleto de euforia. Estes são os pensamentos positivos que nos exultam de felicidade. Aí, o nosso coração bombeia o nosso sangue em louvor da vida.

Porém, quando estamos emanando pensamentos negativos, corremos o risco de ficarmos tristes e se essa tristeza perdurar ficamos doentes, podemos acabar por morrer de desgosto, morrer de amor. Mas não é de problemas que quero falar, já falei desses problemas noutro artigo: “Elas Não Matam Mas Moem”. O que quero é falar hoje é de amor e da capacidade de amar.

Todos nós nascemos com capacidades inatas, mas também nascemos para adquirirmos novas capacidades que após serem aprendidas, precisam ser colocadas em prática para que as possamos desenvolver. Neste caso, inclui-se também o amor. No entanto, muitos indivíduos não têm capacidade de amar. Passam pela vida seduzindo e brincando com os sentimentos dos outros, é como se para eles o amor fosse um brinquedo, ou um desporto!

Apesar de não haver o tal “Manual do Amor”, aprendi que amar não é difícil. Os seres humanos é que são complicados e confusos, porque de entre todos os caminhos que os encaminham para conhecer o amor, muitos de nós escolhe o mais difícil. Para amar, basta que tratemos a outra pessoa como se ela fosse nós próprios.

Então, hoje vou escrever um mini manual do amor, de acordo com aquilo que já aprendi.

Mini-Manual do Amor

1. Não devemos cobrar, o Amor não é moeda de troca;

2. Não devemos pressionar, porque ao pressionarmos a pessoa desaparecerá da nossa vida;

3. Não devemos implorar por Amor, isso é humilhante e revela falta de amor-próprio;

4. Não devemos possuir nem sentir ciúmes, a pessoa não é um objecto que nos pertence. Os ciúmes são os primeiros sintomas de desequilíbrio mental, revela insegurança, inveja e falta de confiança em quem amamos. Os ciúmes matam o Amor. Amar é confiar;

5. Não devemos manipular, tentar mudar a pessoa amada. Lembre-se que quando a conheceu, ela já era como é. Foi por isso, que se enamorou por ela;

6. Não devemos mimar excessivamente, dizer “Amo-te” a cada 10 minutos é sufocante e cansativo;

7. Devemos respeitar o seu silêncio, nesses momentos o melhor é pegar na mão, ou abraçá-la;

8. Devemos ouvir o que ela tem para dizer, ao ouvirmos aprendemos a conhecer a sua alma;

9. Devemos aceitar os seus momentos de reflexão, dar-lhe espaço. Quando ela se sentir melhor e tiver tudo resolvido na sua mente, ela voltará mais apaixonada do que antes e mais atenciosa também;

10. Devemos ser pacientes, ter compreensão. Ninguém é perfeito e todos temos dias complicados.

Mas difícil, difícil mesmo é exprimir o amor que sentimos por alguém, é dizer: “Amo-te muito, fica comigo.”

Isto sucede devido à timidez, mas também deriva do medo da rejeição. Porém, se não conseguir dizer verbalmente, escreva-lhe. Se não disser à pessoa o que sente, ela nunca saberá.

Vá lá, coragem!

Corra esse risco, porque vale a pena! Quando se ama verdadeiramente, tudo muda positivamente.

Lembre-se que o Amor não se pede, dá-se e sempre que o damos, alguma coisa boa acontece.

O importante mesmo na vida é amar!

Cris Henriques



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Puzzle da Vida

Imagem no Photo Rack - Stock Photos.


Quando nascemos, nos primeiros segundos da nossa vida sentimo-nos sós e indefesos perante um universo tão vasto, tão grandioso. Sentimo-nos assustados, desesperados e então choramos, suplicando a esse mesmo universo por uma mudança, pedimos alguém que nos dê amor, protecção e conforto. O universo atende o nosso pedido, como um génio da lâmpada mágica dizendo: “─ O teu desejo é o meu comando!” ─ e puff!

A situação muda imediatamente, uns braços e um regaço cheios de amor acolhem-nos de felicidade com o coração preenchido com tamanho afecto que nos envolve, enchendo-nos com muitos e muitos beijinhos, alimentando-nos seguidamente do seu seio com leite materno que nos trás vitalidade para conseguirmos subsistir perante a vida. Este ser tão bondoso, é como um pilar onde nos apoiamos durante a vida inteira é a nossa Mãe. Nós vemo-la como um anjo e à medida que essa mulher  nos  educa,  ama--nos e ensina-nos, nós vemo-la como uma super-mulher, pois além de mãe, ela é também mulher. Ela trabalha, cuida da casa, cuida do marido exigente e caprichoso que é o nosso pai, e no meio da azáfama diária, arranja sempre um tempinho para nós, para nos acolher no seu colo, para nos amar. Então este ser que nós tanto amamos torna-se a nossa heroína e crescemos orgulhosos, agradecidos por o universo ter sido tão generoso connosco com tão lindo presente e agradecemos por a nossa mãe preencher todas as nossas necessidades da nossa primeira infância. Esta é a primeira peça do puzzle que é a nossa vida, a nossa base e a peça à qual nos unimos quando fomos gerados no seu ventre.

No entanto, nós vamos crescendo e continuamos com o nosso puzzle, encaixando peças que também fazem parte de nós e da nossa vida, são os nossos avós e os nossos irmãos, são a nossa família. O amor flui e uma vez mais agradecemos ao poderoso universo pela sua amabilidade e pela sua maravilhosa generosidade. O tempo vai passando e vamos colocando mais umas pecinhas, algumas ligam-se a nossa base, outras não. Essas pecinhas que surgem mais tarde, um pouco afastadas da base são amizades que surgem ao longo da nossa vida e que ficam connosco até ao fim. As mais afastadas, são parentes, colegas, etc. E assim vamos crescendo e renascendo das cinzas, aprendendo e amadurecendo com eventuais perdas que vão ocorrendo no nosso puzzle da vida. As desilusões, são as peças que se perderam no nosso puzzle e nos deixam um buraquinho aqui e ali, ficando o puzzle incompleto.

Todavia, há um certo momento em que sentimos necessidade de preencher aquele vazio que fica entre a nossa base e as peças que representam os nossos amigos verdadeiros, estamos à procura da personificação do Amor. É nesse momento então que olhamos o céu e pedimos ao universo que nos envie um amor verdadeiro, um amor real que nos complete e nos faça feliz. O universo ouve-nos e sorri piscando um olho respondendo: “─ O teu desejo é o meu comando!” ─ e puff, desejo concedido.

Então essa pessoa cruza o nosso caminho. No início, nós não notamos o que está a acontecer-nos mas a roda da vida ganha uma grande velocidade pra diante e aquela pessoa torna-se especial, importante para nós e percebemos que é com ela que queremos passar o resto da nossa vida. Que é com ela que queremos amadurecer, criar uma família e envelhecer. Porque apesar das diferenças, de diferentes pontos de vista e dos defeitos, existe amor e as ambiguidades são superadas porque ela é a tal. Como diz a canção: “she's the one”, ela é a tal e durante algum tempo somos felizes. Tudo é mais bonito, o mundo ganha uma nova cor e nós desejamos que estes momentos se tornem eternos. Porém, o génio não aparece e nós esperamos sem sabermos que este nosso desejo não é tão simples como os outros, pois está dependente do nosso karma e do que está escrito no nosso Livro da Vida. Mas um dia o vento muda e a roda começa a girar em sentido contrário, é um movimento que vai aumentando gradualmente e aí as coisas mudam. Começamos a questionar-nos sem compreendermos que tudo muda e que nada na vida é perpétuo. Precisamos reestruturar os alicerces para que tudo não caia por terra. Assim que percebemos isto, as peças que haviam saído do nosso puzzle e algumas que não conseguíamos colocar, entram agora encaixando perfeitamente.

No entanto, só compreendemos como somos abençoados, quando aquele nosso amor se multiplica e Deus nos envia um filho. Esse filho é um presente, é o fruto do nosso amor pois é gerado com o amor que dois seres adultos e maduros sentem um pelo outro.

Sentada à mesa, vejo o puzzle que tenho vindo a construir e é enorme, lindo! É o mapa da minha vida, vejo nele todo o percurso nele percorrido. Alguns espaços estão completos, cheios de beleza, de cor e de alegria. São cheios de sol, de luz e de arco-íris. Noutros locais, os espaços não estão preenchidos. Falta-lhes peças que foram perdidas, outras não chegaram a ser colocadas e acabaram por ficar meio esquecidas, perdidas nas areias do tempo. Nesses espaços, não existe muita luz, não existe o sol mas existe a lua com as suas amigas estrelas que nos iluminam nos momentos de tristeza, nos momentos mais difíceis, lembrando-nos de ter esperança e que não estamos sós porque no grande cosmos olham por nós. Precisamos ter Fé. Estas peças em falta, são as pessoas que por algum motivo já não fazem parte da nossa vida. São pessoas que desencarnaram, amizades e relacionamentos que se diluíram, situações que o vento levou e que já não voltam nesta vida. Algumas dessas pessoas deixam saudades, outras não, sentimo-nos aliviados de certa forma por aquilo ter tido um fim. Mas por outras pessoas, sentimos tristeza e arrependimento por não termos tido o entendimento correcto para com aquela pessoa, pela exigência que tivemos sobre ela sem nos darmos conta da pressão que exercemos.

Fecho os olhos e visualizo quem magoei, quem maltratei, quem não compreendi e a quem pressionei em certos momentos, levando ao fim a relação. Lágrimas rolam no meu rosto e peço perdão pela minha conduta negligente, estou arrependida da atitude do passado e peço uma nova oportunidade para me redimir. Quando volto a abrir os olhos, já não estou no mesmo lugar. Uma luz de amor envolve-me e uma voz muito  terna  diz--me: “─ Bem-vinda! Descansa agora e dorme. Brevemente, voltarás à vida. O teu pedido de nova oportunidade foi atendido.” Percebo então que morri e que reencarnarei novamente. Agradeço pela nova oportunidade concedida e adormeço profundamente durante um longo tempo, até que mais tarde sou acordada por um mensageiro que me chama e diz: “─ Vem, está na hora.”

Sigo andando por um longo túnel, uma força imensa puxa-me, impele-me para outro mundo e eu entro num novo corpo. Renasci e assim recomeço um novo ciclo e puzzle da vida.

Cris Henriques

*Nota: Este artigo é dedicado a todas as pessoas que estão a ajudar-me na construção do Puzzle da Vida, em particular à minha Mãe, aos meus Guias Espirituais e claro ao meu Amor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Elas Não Matam Mas Moem

Imagem no FreeFoto.

Sou uma pessoa muito meditativa, contemplativa, observadora e, sobretudo analítica. Passo a maior parte do tempo a pensar e a analisar as situações que surgem pelo meu caminho.
Quando os desgostos de amor são tema de conversa, há sempre alguém que diz que o amor não mata, ou que essa história de que morrer por amor, não existe. São apenas histórias e contos de livros românticos que alguém muito “lamechas” escreveu num dia em que estava com “dor de corno”, como diz o povo em Portugal.

Pois bem, eu discordo plenamente e tenho experiências que provam o contrário. Senão, vejamos...

Em relação aos desgostos de amor, por exemplo, quem nunca os teve?

Quem nunca passou por isto?

Quem nunca teve um amor não correspondido?

Quem nunca teve um amor platónico?

Quem nunca teve um amor proibido?

A maioria das pessoas já passou por estas situações e sofreram com elas. Creio que nós lésbicas, temos mais predisposição para estas situações que as outras pessoas em geral. Eu por exemplo, já passei por todas estas situações. No entanto, sinto-me uma pessoa com muita sorte por ter tido o privilégio de ter passado por estes momentos menos bons.

Já notaram que quando passamos por situações conturbadas é que nós conseguimos aprender alguma coisa na vida?

Já pensaram que só assim questionamos a vida e entramos na "onda" dos porquês?

Porém, há quem tenha uma atitude muito diferente, fazem-se de vítimas e vestem a capa da autopiedade. Passam a maior parte do tempo a reclamar com as pessoas que as rodeiam, a queixarem-se de tudo e a culparem os outros. Não vêem que na vida tudo é passageiro. Não entendem que todas as situações, por mais penosas que sejam e cujas quais passámos, foram escolhas nossas que foram feitas para que evoluíssemos espiritualmente.

Quando foi que escolhemos?

Momentos antes de reencarnarmos. Nós escolhemos tudo, tudo. Desde o sexo, ao corpo, mas também o local de nascimento, os pais, a família e claro, o karma que devemos resgatar. Deus Todo Poderoso, Criador do Céu, da Terra, do Universo e de todos os Seres, na sua infinita sabedoria ofereceu-nos o Livre Arbítrio. É assim que aprendemos, errando, acertando e depois ensinando.

Assim, todos os relacionamentos são karmicos e todos eles nos ensinam algo. Porém, na verdade, existem pessoas com as quais o karma é menos problemático e então temos mais facilidade para nos relacionarmos com elas. Ainda bem, não é? É que senão, o processo de aprendizagem da reencarnação seria bem mais penoso.

Sem obstáculos não reflectimos, não criamos objectivos e nem questionamos a vida. Os desafios foram criados para serem contornados e vencidos, porque sem eles não chegamos a sentir o verdadeiro amor. Não o reconhecemos. Não o valorizamos e nem valorizamos quem está ao nosso lado.

Então, vamos agradecer em vez de nos queixarmos tanto. Afinal, tudo faz parte da nossa aprendizagem espiritual.

O problema é quando esses problemas não chegam a passar, quando esses momentos de crise se transformam em problemas de saúde. Por exemplo, os desgostos de amor transformam-se em problemas cardíacos. Fiquei consciente disto quando pus fim a um relacionamento, não tive qualquer outra opção. Os momentos com aquela mulher por quem nutria tanto amor, estavam a acabar com a minha alegria. Estavam a acabar comigo, com o meu bem-estar e com a minha serenidade. Assim, o fim do relacionamento foi a solução mais sensata. Sofri durante meses, mas hoje tenho o discernimento para compreender que foi o melhor que fiz. No fim da relação o sentimento de ciúme, posse, mágoa, ansiedade e desilusão eram predominantes o que fizeram com que eu desenvolvesse uma arritmia cardíaca e outros problemas, tal como retenção de líquidos.

Os meus estudos iniciais acerca de PNL - Programação Neuro Linguística, conduziram-me a esta interessante conclusão. Os livros de Auto-Ajuda são ferramentas valiosas para nos auxiliarem e abrirem a nossa mente para a espiritualidade. Portanto, concluo que as mazelas de amores conturbados não nos matam, mas moem. Os desgostos de amor não matam repentinamente, mas sim lentamente.

É uma morte lenta!



Cris Henriques

Barreiro, 15 de Agosto de 2011



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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perda

Imagem aqui.

Estou numa fase de transição, (não estamos todos?!) e estou ainda a tentar compreender o que isto significa para mim. Sempre ocorre um período destes, ocorrem perdas. Não é verdade?

É um momento que devemos acabar, ou deitar fora o que já não nos interessa e nos impede de evoluir. Não acredito que esta mudança seja uma coisa má, mas sim boa.

No entanto, a espectativa é sempre algo que nos destabiliza trazendo-nos instabilidade à nossa vida, independentemente de quem somos, ou do que fazemos na vida. A nossa vida é como se fosse uma casa que construímos aos poucos, conforme os conhecimentos e materiais que adquirimos. Se é uma construção forte e inabalável, não sabes ao certo. Só com um abalo forte é que podemos testá-la. Quando ocorre um abanão, as áreas mais frágeis ficam afectadas e muitas caiem. ´O que devemos fazer com as zonas danificadas, é procurar os erros e as faltas que se cometeram e seguidamente concertar tudo, reconstruir o que foi destruído e torna-lo mais forte.

Com a nossa vida, acontece a mesma. Somos testados a toda a hora para ver se aquele sector já está bem estruturado e depois somos apanhadas de surpresa, porque aquilo volta a cair e nós não entendemos o porquê. Mas também, muitas vezes não percebemos as coisas por pura e simples casmurrice, nós vemos as coisas só que fingimos não ver para não tomarmos uma decisão. Pois sempre que surge uma mudança, surge também uma posição e decisão a tomar.

Em certas situações, fazemos resistência face às mudanças porque bem no fundo estamos a adiar. Estamos a fugir. Temos um imenso medo de perder algo que conquistamos com tanta luta.

Porque temos tanto medo de perder?

Porque o que conquistamos dá-nos segurança, conforto e alegria, faz-nos sentir bem. Entao é ai que acabamos por cometer um grave erro, tornamos o que conquistamos como certo, como um bem adquirido e ai descuidamo-nos… Só ficamos a absorver o que nos querem e podem dar, e depois, deixamos de nos esforçar por retribuir o amor que recebemos e é por sermos tão egocêntricos, tão egoístas que a grande energia universal nos puxa o tapete e nós caímos com a cara no chão. Espalhamo-nos ao comprido e a grande voz diz: “─ Vá, agora sacode a poeira e levanta-te. Monta o cavalo e anda.”

E nós obedecemos claro, mas não completa e nem imediatamente. Nós levantamo-nos do chão sim, mas ao invés de montarmos o cavalo, caminhamos a seu lado e questionamos o porquê daquela queda. Andamos quilómetros, milhas a pé se for necessário até compreendermos o porquê. Chegamos a atravessar desertos áridos, em busca de uma resposta que só nós podemos responder e que se encontra no nosso coração. É atravessando o imenso deserto que apuramos os nossos ouvidos e nos predispomos a ouvir o coração. E ele então fala connosco, mas indirectamente, através dos nossos sonhos. Por isso, devemos estar atentos aos sonhos que temos, porque essa é a linguagem do coração. Então, decifrado o enigma voltamos a montar o cavalo e percebemos que o final do deserto está já aqui e então conseguimos atingir as nossas metas.

Nada na vida é eterno, nem mesmo a tristeza. Às vezes perdemos para voltar a ganhar depois.

Que deste dia em diante, sejamos um pouco mais sábios e tenhamos aprendido a lição para que estas perdas não se voltem repetir no futuro.



Cris Henriques

Barreiro, 17 de Janeiro de 2012



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