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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Noite Enluarada

“Goat,


Como é que nos apaixonamos? Damos um passo em falso? Tropeçamos, perdemos o equilíbrio e caímos no passeio, esfolando o joelho, esfolando o coração? Embatemos contra o chão de pedra? Será um precipício, à beira do qual flutuamos para sempre?

Sei que sinto paixão quando te vejo. Sei-o quando desejo ver-te. Sem que um único músculo se mova. Não há qualquer brisa que agite as folhas. Não corre uma aragem.

Apaixonei-me sem dar um passo. Quando é que isto aconteceu? Não deu se quer tempo de fechar e voltar a abrir os olhos.

Estou em chamas. Será assim tão banal, para ti? Sabes que não. Vais ver. É o que acontece. É o que importa. Estou em chamas.

Já não como, esqueço-me de comer. A comida parece-me ridícula, irrelevante. Isto quando reparo nela. Mas não reparo em nada. Os meus pensamentos estão cheios e enfurecidos, uma casa cheia de irmãos, irmãos de sangue desavindos:

- Apaixonei-me.

- Opção tipicamente estúpida.

- O certo é que o meu coração está destroçado, como se o amor fosse dor.

- Avança. Dá cabo da tua vida. Está tudo errado e tu sabes. Acorda. Admite-o.

- Vejo apenas um rosto, é tudo o que vejo na vigília e no sono.

Ontem à noite atirei o livro pela janela. Tentei esquecer. Não és de todo a pessoa indicada para mim, eu sei, mas já não quero saber dos meus pensamentos a não ser que sejam sobre ti. Quando estou perto de ti, na tua presença, sinto o teu cabelo tocar o meu rosto quando isso não acontece. Desvio o olhar, às vezes. Depois torno a olhar.

Quando aperto os sapatos, quando descasco uma laranja, quando conduzo, quando me deito todas as noites sem ti, serei,

Para sempre,

Ram”

Excerto do livro «A Carta de Amor», de Cathleen Shine.



“10 de Setembro de 1965



Querida Francesca,



Aqui vão duas fotografias. Uma delas foi a que te tirei no campo ao pôr-do-sol. Espero que gostes tanto dela como eu. A outra é de Roseman Bridge antes de eu tirar o bilhete que tu lá deixaras preso.

Estou aqui sentado percorrendo as zonas obscuras da minha mente em busca de cada pormenor, cada momento, do tempo que passámos juntos. E não paro de me perguntar - "O que foi que me aconteceu em Madison County, Iowa?" E esforço-me por conseguir compreender. Foi por isso que escrevi o pequeno texto "A queda da Dimensão Z", que te envio, como forma de tentar pôr ordem na minha confusão.

Olho através de uma objectiva, e tu estás ao fundo dela. Começo a trabalhar num artigo, e é sobre ti que escrevo. Nem sequer estou certo de como voltei do Iowa para aqui. De alguma forma a velha carrinha trouxe-me de volta para casa, mas mal me consigo lembrar dos quilómetros que percorri.

Há algumas semanas atrás, sentia-me equilibrado, razoavelmente satisfeito. Talvez não profundamente feliz, talvez um pouco só, mas pelo menos satisfeito. Agora tudo isso mudou. Vejo agora claramente que tenho avançado na tua direcção e tu na minha desde há bastante tempo. Embora nenhum de nós tivesse consciência do outro antes de nos termos encontrado, havia uma espécie de certeza inconsciente que murmurava alegremente por debaixo da nossa ignorância, garantindo que havíamos de nos unir. Como duas aves solitárias sobrevoando as imensas pradarias por vontade divina, todos estes anos e vidas avançámos ao encontro um do outro.

A estrada é um lugar estranho. Nela andava eu arrastando-me, quando olhei para cima e tu estavas ali atravessando a erva em direcção à minha carrinha num dia de Agosto.

Retrospectivamente, parece inevitável – não podia ter sido de nenhuma outra forma - um caso do que eu chamo alta probabilidade do improvável.

Por isso agora debato-me com outra pessoa dentro de mim. Embora me pareça que me exprimi melhor no dia em que nos separámos, quando te disse que havia uma terceira pessoa que tínhamos criado a partir de nós os dois. E agora estou condicionado por esse outro ser.

Seja como for, temos de voltar a ver-nos. Não importa onde, nem quando.

Telefona-me, se precisares de algo ou se desejares apenas ver-me. Estarei à tua espera, seja quando for. Diz-me, se puderes vir até aqui alguma vez - não importa quando. Eu poderei tratar das passagens aéreas, se isso for problema. Parto para o Sudeste da Índia na próxima semana, mas estarei de volta no final de Outubro.



Amo-te,

Robert



P. S. O projecto fotográfico em Madison County resultou lindamente. Procura-o na NG do próximo ano. Ou diz-me se prefere que te envie um exemplar da revista quando sair.”



Excerto do livro: «As Pontes de Madison County», de Robert James Waller.



Olá amig@s!

Inicio o meu primeiro post de 2011 com estas cartas de amor. A primeira, faz parte do livro da autora Cathleen Shine – A Carta de Amor, como já está identificado. A segunda, faz parte do livro do Robert James Waller – As Pontes de Madison County. Gostei muito de ler estes livros, fazem-me sorrir em alguns momentos. Recomendo vivamente a leitura destas obras.

Estas cartas de amor, são das mais lindas que já li. A primeira carta, une dois sentimentos: a paixão e o amor. Sim, porque antes do amor geralmente surge a paixão primeiramente, isto é o que dizem os entendidos e segundo a minha experiência verifico que é assim. Já a segunda, fala apenas de sentimento: o amor.

Quando sabemos que é amor e não somente paixão?

Eu sei que é amor porque desde que a conheci, que vejo a vida com outros olhos. Tudo tem mais cor e mais luz. “Para mim és a luz ao fundo do túnel. És a luz que me resgatou das trevas e que me continua a resgatar delas, quando estas se aproximam. Sei que é amor, porque sempre que estamos em contacto o meu coração bate mais forte como da primeira vez e volto a apaixonar-me, mais uma e outra vez.” É amor, porque tudo me lembra ela. Só nela penso, com ela sonho acordada, ou adormecida, com ela me realizo e luto pelos meus sonhos. Sei que é amor, porque me sinto bem. Ela faz-me sorrir. Partilhamos sonhos e existe muito companheirismo. Os nossos momentos são doces e as saudades, às vezes são dolorosas. Chegam a desesperar-me e nesses dias mais nostálgicos, encontro consolo na minha almofada imaginando-a comigo até adormecer. Nestas alturas, tento distrair-me com o trabalho, com um filme, ou até mesmo com um desenho animado que me faça rir e sabem que mais? Resulta. Fico mais leve.

Se sentes tudo isto, os meus parabéns! Encontraste o verdadeiro Amor.

Outras vezes, quando as saudades apertam demasiadamente não há ocupação e nem distracção que me valha e então, afasto-me por uns dias. Preciso pôr as ideias em ordem. Faço-o também porque me sinto sufocada num deserto chamado saudade e por esse motivo, fico muito sufocante e ela não aguenta. Penso que é melhor assim, não quero que se sinta sufocada. Não quero e nem gosto pressionar.

Para alguns, o que digo aqui acerca do Amor, são apenas palavras que se dizem na hora da conquista. No entanto, para mim, as coisas do Amor não são tão lineares assim. São mais profundas. Só as profiro quando amo e muitas vezes, nem as digo porque sou aquele tipo de pessoa com problemas de expressão e receio não ser compreendida. Então, olho para quem amo e no silêncio do olhar o meu coração diz o que vai cá dentro. No princípio fazia muito isto. Porém, ao longo do tempo tenho encontrado outras formas para que não surja aquele sentimento de dúvida da parte dela. Escrevo-lhe poesias, pensamentos, às vezes cartas, ou escrevo aqui.

O Dia dos Namorados está a chegar e eu só quero fazê-la sentir-se amada, para que ela saiba e sinta o que é o Amor. Este post é para ela, alias, como todos os outros, como tudo o que escrevo aqui, ou noutros lugares.

“Perdoa-me quando me afasto, apenas não te quero magoar…”

Termino com um poema do meu livro «O Que O Meu Coração Diz», alusivo ao tema e com uma música que gosto.

Obrigada a quem me lê e me visita.

Abraços e beijos,

Cris Henriques.

Até breve!

(clica na foto para leres melhor a poesia.)




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